Quanto custa uma beleza efêmera e fatal?

Atualmente não é nenhum segredo que muitas travestis e transexuais façam uso de substâncias como o silicone industrial com o objetivo de moldarem o corpo e atingirem características mais acentuadas de feminilidade. Muito já foi discutido a esse respeito no que tange os malefícios que isso pode causar à saúde que quem faz uso desse tipo de substância, e, no entanto, o uso do silicone industrial ou outras substâncias similares continuam a ser utilizadas por muitas, ignorando todos os aconselhamentos contrários. Talvez porque muitas travestis e transexuais se deixam induzir por experiências empíricas ou exemplos de amigas que ao fazer uso dessas substâncias nunca tiveram até então nenhum tipo de rejeição ou complicações infecciosas.

O fato é que, de acordo com a classe médica, quando se faz uso de uma substância como silicone industrial, hidrogel e etc, e que venham a ter contato direto com o organismo, ao contrário de uma prótese, essa substância tende a aderir ao músculo, nervos, tecidos e correntes sanguínea. O organismo percebendo a existência de um corpo estranho acaba criando uma espécie de camada de gordura com a intenção de se proteger e logo depois tentar expulsá-lo. Esse tipo de conflito interno evidentemente não ocorrerá da noite para o dia, embora nada impeça que em muitos casos isso possa acontecer.

Quando então o organismo não consegue extirpar esse corpo estranho, um líquido linfático e pus começa a ser criado causando com isso uma forte infecção. Em muitos casos pode-se combater a infecção

 

por meio de antibióticos ou drenagem, mas o que se faz é apenas retirar o líquido linfático e pus, mas, jamais o silicone, porque este já está empedrado com o músculo e os tecidos.

Dessa forma os recursos existentes são meramente paliativos, e a tendência é que com o passar dos anos essa infecção possa necrosar o próprio músculo e os tecidos.  Pode acontecer também que as substâncias nocivas com o passar dos anos possa atingir os vasos sanguíneos causando parada cardiovascular ou respiratória.

O que muitas travestis e transexuais não se atetam é que este processo como já foi dito, nem sempre acontece de forma instantânea, mas sim com o decorrer dos anos que pode ser de 02 a 10 anos para que o corpo comece a entrar em colapso por conta da rejeição. É por conta desse lapso de tempo que muitas se deixam induzir por um breve momento de beleza efêmera que vai durar uns 02 ou 10 anos e acabam destruindo a saúde e até mesmo a própria vida.

Em uma recente pesquisa feita por Associações de Transexuais e Travestis e outras da comunidade LGBT quase todas apontam que a expectativa de vida de travestis e transexuais no Brasil é de 35 anos de idade. Trata-se de um dado espantoso, porque uma pessoa com 35 anos de idade de acordo com índices internacionais de expectativa de vida, com 35 anos de vida a pessoa ainda está atingindo o ápice da vida. É evidente que os casos de transfobia existente no Brasil tem contribuído bastante para a elevação desses números. Todavia, não se pode descartar que uma boa parcela também morre e continua morrendo por fazer uso indevido de substâncias no próprio corpo e isso não pode ser descartado quando se trata da expectativa de vida das travestis e transexuais limitada apenas aos 35 anos de vida no Brasil.

De fato, muitas fazem uso dessas substâncias entre as idades de 18 a 25 anos quando então atingem um certo grau de maturidade e optam pela remodelagem de seus corpos. Outro dado curioso e que pode corroborar esta importante pesquisa é que é cada vez mais raro nos dias de hoje se perceber ou deparar-se com uma travesti transex com uma faixa etária de 50 ou 60 anos. Uma prova que estão morrendo cada vez mais jovens.

Se a transfobia tem contribuído para este alarmante quadro, o uso de substâncias como silicone industrial indevido ou outras substâncias similares que não sejam de uso cirúrgico por meio de próteses, tem alavancado esse quadro.

Na ânsia de se atingir uma aparência mais feminina ou possuir status de beleza muitas tem recorrido e recorrem as famosas “bombadeiras” aplicando silicone nas pernas, quadris ou glúteos por que se deixam seduzir pelo imediatismo do efeito aparente, mas se esquecem que estão trocando sua própria vida por aquilo. Que ficarão belas, “gostosas”, serão apreciadas, elogiadas, e terão satisfação pessoal em seu grau de feminilidade, mas que isso tem um elevado preço para um tão curto prazo de vida. É irônico quando se fala de preço, porque sabe-se que as aplicações desse tipo de substâncias é razoavelmente baratas e de curto prazo para se ver os resultados almejados. Mas a que preço!

 

Resenha do Livro de Mórmon

Levada por minha constante curiosidade em desvendar o oculto e mistérios que ainda se encerram no passado das grandes civilizações acabei me deparando com o Livro de Mórmon e sua narrativa sobre as origens das grandes civilizações que habitaram na Mesoamérica.

O que é realmente instigante no livro de Mórmon é que ele nos conta que a partir de uma família de judeus refugiados na época em que o reino de Judá caia nas mãos dos Babilônios, após terem recebido uma instrução divina, deixaram o oriente médio, empreenderam uma grande viagem até então inédita para todo e qualquer povo daquela época e, atravessando o grande oceano pacífico aportaram nas Américas. Uma vez que chegaram no continente, após começar a se multiplicarem começou a haver dissidências entre eles por ordem religiosa e civis, o que contribuiu para que o povo se divide-se em dois: os nefitas e os lamanitas e que desde então viveram em constantes guerras, onde hora os nefitas sobrepujavam aos lamanitas, e ora os lamanitas venciam os nefitas obrigando-os a sempre mudarem-se das regiões em que então habitavam, abandonando suas cidades e campos de cultivo e produções por medo da escravidão.

Todavia, no decorrer da narrativa do livro percebe-se certos anacronismos que aos olhos de um leitor mais acurado não podem passar despercebidos tais como, a existências de rebanhos de bois e cavalos no continente americano quando então o povo de Néfi aqui chegou, quando na verdade esses animais foram introduzidos no continente americano com a chegada dos espanhóis. Outro ponto a ser levado em consideração é a própria língua então falada por esse povo. Ora se eles eram refugiados do Reino de Judá, naturalmente que deveriam falar, assim como todos os judeus daquela época, o hebraico ou mesmo o aramaico, e em nenhuma das pesquisas arqueológicas feitas na Mesoamérica foram encontradas qualquer indício dessa escrita ou mesmo cultura. E esse fato é extremamente curioso, por que os judeus em todas as épocas em que sofreram dispersão ou perseguição, sempre foi um povo admirado por conta da preservação de suas raízes étnicas e culturais mesmo diante das mais piores adversidades. Então por que ao longo dos séculos em que o povo de Néfi deixaria seus costumes de lado ou mesmo esqueceriam seu próprio idioma? O Livro de Mórmon cita que por conta de suas transgressões os lamanitas foram sentenciados com uma maldição tornando-se de pele escura, tais como todos os demais povos que então de fato habitaram a América tais como os astecas, olmecas, mais, incas e etc. O livro afirma também que o povo lamanita se degenerou, o que implica afirmar que abandonaram todos seus costumes e tradições culturais, inclusive a língua hebraica. Contudo, a ausência dessas evidências lança dúvidas sobre a veracidade dessa narrativa.

De fato durante toda a narrativa fala-se da construção de grandes cidades e da destruição delas por conta das constantes guerras entre esses dois povos ou até mesmo por conta de catástrofes naturais tais como terremotos, inundações, erupções vulcânicas ou mesmo abandono de cidades. Mas onde estão as ruínas afinal dessas civilizações? Onde estão os indícios e elos que poderiam afirmar, por exemplo, que os astecas são descendentes dos lamanitas?  A arqueologia, assim como a própria História necessita de elementos comprobatórios para que possa afirmar que tal povo habitou ou fez isto ou aquilo em determinada época e essas provas podem ser as mais diversas desde textos antigos e incontestáveis e por fim ruínas. E até o presente momento o que foi provado pela arqueologia foram povos tribais com língua própria e costumes impares que aqui habitaram.

Outro ponto controverso no livro é a questão do monoteísmo, pois em todos os estudos arqueológicos feito na Mesoamérica jamais se encontrou indícios de culto a um só deus, dentre todos os povos das Américas. Além disso, o autor do livro utiliza de termos e palavras tais como Igreja, e Cristo com a mesma familiaridade como se as tivesse apreendido em uma escola grega, pois tais palavras são do idioma grego e como poderiam ser empregadas em um idioma indígena que não está muito bem definido qual seria no próprio livro de Mórmon?

Não pretendo entrar no ramo da Teologia contida no livro de Mórmon para não ferir sentimentos religiosos de teor cristão, e me limito em apenas ao ramo da Arqueologia e História justamente por que são estas as ciências que exigem provas da existência de tais povos e quebram paredes impostas pela fé. Pois se analisarmos a Bíblia, por exemplo, que é um livro religioso e que nos fala de coisas misteriosas e que desafiam a ciência, ela, contudo, não deixa margem no que tange a veracidade de suas narrativas históricas por que ela cita nomes, episódios, lugares e até mesmo eventos que podem ser facilmente encontrados em outras fontes e por elas comprovados.

O livro de Mórmon afirma que o povo de Néfi, que era de pele clara e o escolhido por Deus, foi destruído pelos selvagens lamanitas e que o livro que então foi compilado a partir de placas de ouro e latão pelos chefes e família de sacerdotes ao longo dos anos, foi escondido até que foi encontrado por Joseph Smith Jr, que por meio do Espírito Santo, conseguiu traduzi-los para o inglês. Contudo, tais placas de acordo com o próprio Joseph Smith Jr. foram recolhidas por Deus que lhe mostrou para que ele apenas pudesse traduzi-las, e que nos deparamos novamente com uma nova lacuna deixada pelo Livro de Mórmon.

Reafirmo que não pretendo derrubar a veracidade ou não livro de Mórmon ou que ele deva ser ou não aceito como um livro assim como a Bíblia, um livro inspirado por Deus, mas sim que tais lacunas fossem respondidas por aqueles que o defenden. O povo de Néfi, mesmo que tenha sido destruído, de acordo com o próprio Livro de Mórmon habitou na Mesoamérica por mais de 800 anos e deveria existir algo sobre sua passagem pela América, inclusive na memória cultura dos demais povos que então continuaram a existir no continente. Que as respostas levantadas pela minha curiosidade sejam respondidas pelos adeptos do Livro de Mórmon.

 

 

 

Os nephilins

Grande parte dos teólogos de toda sorte de denominações religiosas já se depararam com este debate a cerca dos nephilins ( caídos) citados no livro bíblico intitulado Gênesis (Gen. 6:4-14). Embora a citação que se faz desses seres no livro bíblico seja bem resumido e sucinto, ele encerra um grande debate sobre a própria natureza dos próprios anjos, bem como de seu caráter se levarmos ao pé da letra aquilo que nos foi ensinado pela Cristandade. “Naqueles dias existiam gigantes na terra, e também depois, quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos”. Esta afirmação que dividido opiniões e teses de doutores da teologia, católicos ou evangélicos por que aborda um assunto que a própria Igreja Cristã Primitiva nunca quis comentar: O sexo dos anjos e o seu livre arbítrio.

Percebe-se que quando o livro de gênesis cita os nephilins, os gigantes da terra, logo após vem a sentença do dilúvio universal e que exterminou toda sorte de vida que exista em terra seca e que não se encontrava junto com Nóe e sua família na Arca.  A principal causa do dilúvio como o próprio livro continua narrando foi que a violência tinha se multiplicado sobre modo na face da terra. Violência esta promovida pelos poderosos da antiguidade os gigantes, nascidos da união entre anjos e humanos.

Mas, porque os anjos de Deus, tendo um lugar reservado nos Céus e supostamente um ser que está acima dos mortais humanos desejariam ter relações sexuais com humanos? Está pergunta é o cerne da questão, porque poderá dar sentido a existência dos nephilins. O livro de Gênesis não nos narra em detalhes como esse fato aconteceu e nem seus reais motivos. Já um outro livro e que foi considerado apócrifo pela então Igreja Primitiva, o livro de Enoque, conta de forma detalhada sobre essa transgressão cometida por cerca de 200 anjos.

O que se percebe de forma nítida nesse contexto é que esses anjos cometeram não apenas um ato de rebelião contra as leis do Céu ou contra o Deus Criador, mas também desejaram ser eles próprios deuses. Pois tanto, em Gênesis como em Enoque o que se percebe é que esses anjos ao abandonarem suas posições nos Céus estavam cientes de suas transgressões e da própria punição que disso resultaria. Mas, ainda assim tiveram a ousadia de tentar imitar o Deus Criador, para que diante dos homens fossem adorados como deuses. Trata-se de uma época imemorável, já que aqui fala-se de fatos antidiluvianos e que as civilizações que então estavam florescendo, foram todas destruídas, nos restando apenas poucos fósseis e nenhum documento escrito sobre isso. De fato, quando todas as civilizações falam sobre a catástrofe do dilúvio elas o fazem após milênios, e o que foi preservado como memória disso foi sem dúvida repassado pela tradição oral por meio de histórias que com o passar dos anos tomaram o ar de mitos.

Mas, voltando a ponto sobre a rebelião desses anjos e de sua ousadia em querer ser deuses diante dos homens, eles precisariam evidentemente imitar o próprio Deus Criador, doador da vida na terra, de homens e de animais. Mas teriam eles esse poder? A Bíblia nos diz que Deus criou o homem do pó da terra, assim como todas as plantas e os animais. O próprio planeta, o universo passaram a existir apenas por meio da sua Palavra, ordenando que as coisas existissem do nada. Como então imitar este Deus Criador?  Embora somente o Deus Criador seja Onipotente, não nos esqueçamos que os anjos também possuem poderes porque foram criados antes da luz (universo) e para servirem a este Deus e seus desígnios e para isso necessitavam ter poder. Quando então se pretende criar uma nova forma de vida e não se tem o poder de criá-la do nada como fez o Deus Criador, deve-se tentar fazer  uma cópia daquilo que simplesmente já existia. Esta foi a real intenção dos anjos rebeldes se unirem com mulheres: a criação de uma nova raça de humanos. Uma raça híbrida.

   Neste ponto àqueles que defendem a idéia que anjos não têm sexo, não poderiam ter, portanto relações sexuais com estas filhas dos homens. Mas, o que estes não entendem e descartam de forma tola, é o poder que estes anjos possuem de se materializarem e assumirem as formas que bem desejarem.  Ló quando recebeu dois anjos em sua casa, eles se apresentaram diante dele não como um ser espiritual e de luz resplandecente, mas como homens, pois cearam em sua casa e conversaram com Ló como a um amigo. Então enxergar a natureza angélica de forma sexista tal como nós, humanos estamos limitados, é tentar simplificar os poderes desses seres angelicais.

No livro de Enoque, ele não só fala que esses anjos rebeldes, que ele chama de Sentinelas ou Vigilantes do Céu, se relacionaram sexualmente com mulheres com o objetivo de gerar uma nova taça de humanos, como eles também ensinaram toda sorte de mistérios a esses homens tais como a escrita, a arte da guerra, a ciência, a astronomia, a matemática, a manufatura, os cosméticos, encantamentos (bruxaria), e  toda sorte de conhecimentos.  Neste ponto eu acredito piamente que estes Vigilantes do Céu tinham uma missão a ser cumprida na Terra em proveito dos homens (guiá-los e instruí-los nesses conhecimentos, porque diga-se de passagem, não foram ruins para a humanidade). Mas durante esta missão eles simplesmente se deixaram corromper por Satanás e seus anjos (a primeira rebelião no Céu), e que lhes incutiu este desejo de serem eles próprios deuses, e não simplesmente servirem a criaturas mortais como os humanos.

Estes anjos então seduzidos por este desejo de serem deuses abandonaram sua missão primordial de instruir os homens, e passaram a enganá-los afirmando que eram deuses e como prova disso começaram a criar monstruosidades híbridas na vã tentativa de imitar o Criador. Assim, tentaram unir os genes de toda sorte de animais com humanos e o resultado disso foram monstros que nos dias de hoje povoam apenas nos mitos: centauros, medusa, minotauro, gárgulas, dragões, quiméria, grifo, harpias, sereias e etc. Mas, a coroa da criação seria a de uma nova  raça humana e como fazer uma nova raça humana superior? Unindo aquilo que é meramente terrestre e mortal, com aquilo que é celestial e eterno (divino). O resultado disso foram os gigantes, os nephilins citados na Bíblia e que então passaram a dominar toda a terra.

  Mas, como era este domínio? Os gigantes, filhos dos anjos rebeldes de acordo com Enoque atingiam mais de 8 metros de altura, evidentemente que eram muito mais poderosos quer em questão de saúde, como em força, longevidade e sentidos, e com essas habilidades foram capazes de dominar todas as demais civilizações dessa época. Aqueles que não eram híbridos, ou seja, os humanos, viram-se forçados a crer que estes anjos os Vigilantes do Céu, eram deuses que visitaram a terra para lhes trazer toda sorte de conhecimentos em seu benefício. Não é à toa que os anais da história de todas as civilizações nos apontam o politeísmo como a religião predominante da antiguidade, onde existia um grande panteão de deuses que se arvoravam a divindade para diversos setores da vida; deusa da Agricultura, deus dos mares, deus das tempestades, deusa da fertilidade, deus do céu, deus da morte, deusa da sabedoria, deusa do amor, deus da guerra e etc.

Outro ponto a ser destacado é que, com o surgimento destes gigantes a dieta da raça humana também foi alterada, por que de acordo com a própria Bíblia a Terra clamou por conta da grande violência que nela se fazia e do sangue que nela era derramado. O livro de Enoque endossa essas palavras afirmando que a terra já não podia mais sustentar os gigantes que a estavam devorando e que quando já não havia mais nada para alimentá-los eles se voltaram contra os próprios homens a fim de devorá-los.  Subentende-se que foi somente nessa época, após um grande espaço de tempo em que os gigantes dominaram sobre a terra, é que os homens se voltaram para o Deus verdadeiro clamando por sua justiça e salvação.

A resposta do Deus Criador foi o dilúvio que exterminou com essa raça de gigantes e com todos os ímpios que se voltaram para adorar os anjos rebeldes como seus deuses, abandonando o verdadeiro Deus Criador dos Céus e da Terra.  Mas, e o que aconteceu com os anjos rebeldes nesse meio tempo? Eles que se haviam espalhado pela face da terra se auto intitulando como deuses não puderam impedir o dilúvio e assim tiveram que presenciar a destruição de toda a sua criação; tanto animais como os gigantes. E ao verem a terra completamente devastada e não achando mais lugar nela para si, resolveram se desmaterializar e voltar para os Céus. A bíblia no livro de Judas e o Livro de Enoque nos afirmam categoricamente que estes anjos foram severamente castigados pelo Deus Criador que, subjugando-os, os lançou em um abismo profundo de trevas chamado Tártaro, onde permaneceriam acorrentados até o dia do juízo final.

Deus então lavou o mundo e extinguiu com a raça dos gigantes na terra e toda sorte de perversidade de hibridização que os anjos rebeldes haviam feito na Terra. Todavia, as gerações pós-dilúvio jamais se esqueceriam dessa história, repessando-a como história e tradição para as gerações futuras de como que uma vez que as civilizações voltaram a florescer, cada qual incorporando-a com novas histórias que a grosso modo podem parecer serem distintas, mas que se desmembradas todas, sem exceções, irão apontar para o fato que os deuses visitaram a terra e tiveram filhos com os homens, e que gigantes já habitaram na terra.  Basta vasculhar, pesquisar e estudar os mitos da Mesopotâmia, Egito, Grécia, Incas, Astecas, Maias, Chineses, Romanos, Indianos, Vikings e etc.

Alguns vão questionar porque o próprio Santanás e seus anjos nunca tentaram fazer isso antes, preferindo induzir que outros anjos o fizessem. Mas, a resposta está na própria sagacidade de Lúcifer que já foi intitulado como o anjo mais belo e inteligente da criação, pois ele saberia que esses anjos rebeldes por terem interferido de forma direta na criação divina seriam severamente punidos. Embora Lúcifer deseje em seu coração ser semelhante ao Altíssimo, ele é suficientemente inteligente para encontrar meios mais perspicazes para fazer isso, como então tem feito ao longo de tida a história da raça humana.

Mas, nunca se pode subestimar as intenções do maligno. Exatamente por isso eu acredito piamente que as intenções de Lúcifer ao induzir estes anjos a tentar ser deuses, tocando na natureza e se relacionando sexualmente com os humanos, foi tentar corromper a raça humana para que a promessa da vinda do Messias não pudesse se realizar, já que o próprio Deus na pessoa do Filho, desceria na terra como um homem nascido de uma mulher.

Para os mais céticos, eu deixo o desafio de encontrarem respostas entre os próprios mitos de todas as civilizações politeístas e tentarem desassociar os relatos referentes ao dilúvio e aos gigantes ou semideuses.

 

 

 

 

 

 

 

Se a homossexualidade não é doença, porque a transexualidade ainda é?

 

A proibição para que psicólogos possam tratar homossexuais que desejem tentar deixar a prática da homossexualidade casou uma grande polêmica na sociedade brasileira a tal “cura gay”. Enquanto muitos psicólogos se apoiam na cláusula em que o indivíduo tem o direito de fazer suas próprias escolhas, inclusive em querer deixar de ser homossexual, por outro lado existe àqueles que afirmam que a proibição se faz necessária já que a homossexualidade deixou de ser encarada como uma doença pela Organização Mundial de Saúde.

O que muitos neste contexto se esquecem é que, para que um certo distúrbio ou moléstia, disfunção e etc, seja caracterizada como patologia ela precisa obedecer a certos critérios apontados pela própria OMS e que precisam obedecer aos critérios de anormalidade, desordem, patologia, perturbação, desequilíbrio e etc. Por fim quando esses critérios são encontrados deve-se procurar o tratamento específico para o estágio da cura ou reversão para o quadro sadio e de perfeito equilibro físico e mental. E essa cura e tratamento é sempre baseado no próprio fator que causa a referida moléstia; um vírus, uma bactéria, um trauma, uma infecção e etc.

No caso da homossexualidade o que se percebe é que não só não existem nenhum desses fatores causadores de uma possível patologia ou transtorno, como também os próprios tratamentos levantados e pesquisados por especialistas em psicologia e psiquiatria demonstraram serem falhos, quer na metodologia da indução ou como dedução, bem como por meio de exames clínicos jamais foram encontrados estes fatores X. Exatamente por conta disso que a homossexualidade saiu do CID (Código Internacional de Doenças).

Outro ponto a ser considerado é o depoimento prestado por supostos ex-gays. Quase em toda a totalidade dos casos esses ex-homossexuais afirmam uma conversão religiosa, uma libertação espiritual, o que leva o debate para outra área fora da ciência.

É importante destaca ainda que, embora a homossexualidade deixou de ser classificada como doença, a transexualidade ainda é vista como uma disforia de gênero, um transtorno mental de acordo com o CID 10 F-64 (trata-se de um desejo de viver e ser aceito enquanto pessoa do sexo oposto. Este desejo se acompanha em geral de um sentimento de mal estar ou de inadaptação por referência a seu próprio sexo anatômico e do desejo de submeter-se a uma intervenção cirúrgica ou a um tratamento hormonal a fim de tornar seu corpo tão conforme quanto possível ao sexo desejado).É por isso que em muitos países, existem como no Irã e na Tailândia, existem amplos investimentos por parte do poder público para que as cirurgias de redesignação sexual sejam realizadas com o objetivo único de tratar essas pessoas “transtornadas”.

O curioso neste caso da transexualidade é que a medicina ao diagnosticar que uma pessoa sofre de uma determinada doença, ela lança seus esforços para extirpá-la do organismo do indivíduo. Por conta disso toda pessoa transexual, ao contrário de um homossexual, necessita sim de apoio psicológico e em casos mais extremos até de um psiquiatra para que todas as medidas cabíveis e legais sejam tomadas para que a pessoa em questão se readeque ao seu próprio corpo quer seja por meio um tratamento hormonal ou intervenção cirúrgica, ou mesmo que a transexualidade em questão seja de fato diagnosticada.

A seriedade do assunto é bem mais complexa, do que muitos pretendem ao relativizar as questões ligadas a transexualidade e que em hipótese alguma pode ser confundida com homossexualidade. Notem que pessoas transexuais precisam de psicólogos para apoiá-las em suas decisões ou não de transformações, e enquanto homossexuais apenas possuem uma orientação sexual diversa, transexuais possuem uma identidade de gênero conflitante e conflitos necessitam ser solucionados.

 

Transex x Travesti

 

 Nas classificações que englobam os chamados transgêneros, as pessoas transexuais estão sendo facilmente confundidas por aquelas que se autodenominam travestis. Isso é perfeitamente compreensível até certo ponto já que as pessoas costumam julgar apenas pela aparência, pois de fato entre uma transex e uma travesti as características de feminilidade são extremamente acentuadas. Todavia, quando se faz uma análise mais profunda sobre essa classificação pode-se chegar a uma conclusão bem simplista e que pode destacar as diferenças entre uma transex e uma travesti.

A primeira diferença pode ser percebida pelo fenômeno psicológico que guia a própria percepção ou orientação sexual. Enquanto a transex se sente de fato uma mulher, ainda que presa em um corpo de um homem, a travesti não possui essa percepção e a transformação de seu corpo para atingir a feminilidade se limita puramente ao fetiche sexual. Exatamente por conta disso a travesti, por não se sentir uma mulher, consegue ser ativa e passiva em suas relações sexuais.

A segunda diferença a ser encontrada entre os dois casos pode ser ainda mais complexa de ser entendida pelos leigos no assunto. Trata-se dos relacionamentos amorosos que as pessoas transex cosntumam idealizar para si, pois uma vez que elas se sentem de fato uma mulher, elas procuram nos heterossexuais seus pares ideais. Esse comportamento talvez por ser mal compreendido, costuma escandalizar a muitos e até mesmo dentro da própria classe LGBTT, porque não conseguem entender a psicologia que guia esses sentimentos de uma pessoa transexual.

A terceira diferença a ser compreendida e a mais instigante de todas é sem dúvida a não aceitação ou identificação com o seu próprio sexo biológico. De fato, uma das primeiras análises a ser estudada e levada em consideração por psicólogos e psiquiatras para que uma pessoa seja diagnosticada como transexual, é justamente a rejeição que a pessoa possui pelo seu sexo biológico. Embora esta aversão ao próprio sexo biológico pode ser mais acentuada em uns e em outros um pouco mais tolerada, o fato é que esse desconforto gera na pessoa transexual, um transtorno, aflição e depressão. Por conta disso, recebe amparo por parte da Medicina, Psicologia e Psiquiatria para que se atinja a readequação pretendia por meios de hormônios e intervenções cirúrgicas.

Por fim, o confronto com a sociedade é o ponto onde talvez as pessoas transex mais sentem na pele o fator da desligitimação de suas identidades de gênero. Pois, quando uma pessoa transex (de homem para mulher), por exemplo, se relaciona no meio social gosta, exige e pretende ser respeitada, encarada e vista com a identidade de gênero que se identifica – ser tratada como uma mulher em todos os sentidos, inclusive, quando se tratar de sexo. Exatamente por conta disso, a famosa pergunta que muitos homens costumam fazer se uma transex (de homem para mulher) é ativa ou passiva, torna-se objeto de escárnio para toda e qualquer transex, pois se ela se sente uma mulher como poderia ser ativa?

Outro fato que costuma fazer com que muitas pessoas confundam travestis com transex é o fator da feminilidade que ambas possuem, mas como já foi dito anteriormente não é a aparência ou a caracterírstica da feminilização que designa se uma pessoa é transexual ou não, mas sim sua conduta, comportamento e identidade de gênero. E independente ou não da cirurgia de readequação no que tange o sexo biológico, a transexualidade deve ser encarada e respeitada como um fenômeno psicológico, pois embora a transformação do corpo seja uma meta a ser atingida por toda e qualquer pessoa transexual, submeter-se a cirurgia de readequação de sexo nem sempre é aconselhada, pois deve-se levar em consideração cada caso de forma particular, já que se trata de satisfação e felicidade pessoal. Assim sendo, não é porque uma pessoa fez uma cirurgia de troca de sexo que faz dela uma pessoa transexual, mas sim porque ela nunca se identificou com o seu próprio sexo biológico.

A distinção, portanto, se faz necessária, por que muitos homens têm a tendência de procurar uma transex confundindo-a com uma travesti, e por falta de conhecimento fazem abordagens desconcertantes e constrangedoras como, por exemplo, se ela é ativa ou passiva, ou fazem referência àquilo que ela própria sente aversão: seu próprio sexo biológico.

Feita esta distinção, não pretendo, contudo, inferiorizar as travestis. Muito pelo contrário, acredito que quanto mais informação se tiver sobre o assunto, mais se tem a ganhar no que tange a busca de sua própria satisfação pessoal e sexual, pois se um homem, por exemplo, busca uma transa onde ele gosta de ser passivo na relação e no entanto tem o fetiche de fazer isso com uma figura feminina, ele sem dúvida deverá recorrer a uma travesti e não a uma transex. E se uma transex quer ser aceita, tratada, percebida e atingir satisfação nessa sua feminilidade, ela sem dúvida deverá recorrer a um heterossexual ou no mínimo a um bissexual, mas nunca a um homossexual. Já a travesti, por transitar entre os dois papeis aceitos na sociedade heteronormativa (macho e fêma – homem e mulher) consegue se encaixar de acordo com o fetiche do momento.

Mesmo após denuncias assaltante continua aterrorizando São Luís.

15873579_136570076841001_2403241063102573390_n1Karlliano Silva Castelo é procurado pela polícia devido a inúmeros casos de furtos e assaltos na região metropolitana de São Luis.  De acordo com algumas vítimas o criminoso usa táticas como pedir ajuda ou favores para então anunciar o assalto. Morador do bairro da Divineia em São Luís, famíliares do próprio Karlliano já o denunciaram à polícia por furtos de celulares, dinheiro e outros pertences para poder custear seu vício em craque. Um de seus últimos crimes foi um furto que efetuou a uma residência no conjunto Paranã II na cidade de Paço do Lumiar de onde subtraiu um notbook após ter pedido um copo de água na porta dessa residência.

Ainda de acordo com sua própria família Karlliano está sendo perseguido por traficantes devido a uma dívida não paga e estaria sendo ameaçado de morte por conta disso.

Mas, apesar de tantas denúncias Karlliano Silva Castelo ainda está solto vivendo livremente pela região metropolitana cometendo toda sorte de delitos para descontentamento daqueles que por ele foram lesados. “Essa sensação de impunidade acaba nos revoltando, e por conta disso agente pensa fazer justiça com as próprias mãos”, afirma uma de suas vítimas que não quis ser identificada.

Uma de suas vítimas alega ter sofrido muita violência ao ter sido assaltada nas imediações do Turu. ”  O sujeito simplesmente me abordou perguntando a horas, eu falei que não possuía relógio, depois ele veio me pedir uma passagem também disse que não tinha como ajudá-lo e foi então que ele puxou um canivete e me deu uma gravata levando minha bolsa”, afirma.

O fato é que enquanto a polícia não prender  esse bandido ou os traficantes não colocarem as mãos nele, ele continuará cometendo seus assaltos e furtos para poder custear seu vício, deixando a população insegura.

 

 

Transfobia : preconceito + falta de conhecimento

     10128-transexuais-lutam-pelo-direito-de-viverem-num-pais-de-ampla-maioria-cristaMesmo com todo o avanço em debates sobre a transexualidade a sociedade maranhense parece viver a parte deste fenômeno social, pois grande maioria das pessoas ainda não sabem o que de fato é transexualidade.  A maioria ainda confundem com a homossexualidade ou simplesmente com um feitiche sexual do travestismo. Isso aponta o nível de ignorância ou falta de conhecimento em que muitas pessoas teimam em permanecer.  Em um enquete onde cerca de 50 pessoas foram entrevistadas, apenas 5 souberam responder que a transexualidade é uma identidade de gênero em que uma determinada pessoa nasce com um sexo biológico ( homem ou mulher), mas que não se sente pertencer a esse sexo e que como forma de tentar se redesignar procuram tratamentos hormonais ou cirúrgicos.

     Essa falta de conhecimento infelizmente acaba gerando certos tipos de preconceitos que acabam se enraizando na própria formação cultural das pessoas que elas acabam se condicionando a entenderem a transexualidade apenas como uma nuância da homossexualiade ou simplesmente um mero capricho em que uma pessoa simplesmente tenha decidido a mudar de sexo. É por conta dessa ignorância que o preconceito cega grande parte dos indivíduos fazendo com que muitos possam emitir discursos de ódio ou vexatórios em relação às pessoas transexuais.

     É nesse contexto que a avaliação que se faz sobre a questão que o conhecimento torna-se uma arma de emancipação na vida de um indivíduo pode fazer toda a diferença para a quebra de preconceitos. Isto porque quando se fala de preconceitos enraizados, deve-se levar em conta que isso foi feito por uma herança tradicional e cultural onde o indivíduo não consegue pensar, refletir e tomar suas próprias decisões sobre um determinado conceito a não ser por aquilo que lhe foi repassado pelas instituições mais elementares e que não ultrapassam jamais o senso comum. De fato, o que se percebe é que quanto mais a pessoa for carente de conhecimentos, mais preconceituosa ela será, e quanto mais ela for preconceituosa, mais fácil de ser manipulada ela será.

     Uma sociedade composta de néscios é exatamente o que a classe dirigente quer, enquanto ela própria é detentora do conhecimento.  Portanto, não é de se admirar que o Maranhão em todas as avaliações do INEP e ENEM sempre apontam um índice muito aquém do resto do país em relação ao nível do ensino fundamental e médio que é feito no Estado.

     É tão alarmante o nível de ignorância de certas pessoas que algumas chegam a publicar em redes sociais ao verem uma pessoa transexual “que bicho é esse?” Percebam que a pergunta vem imbuída, não apenas de falta de conhecimento, mas de preconceito, pois se uma pessoa transexual pode suscitar dúvidas na mentalidade de um indivíduo que queira designá-la, ainda assim continuará sendo uma pessoa e não um” bicho”.

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     Quando se percebe discursos como esses, a gravidade do preconceito ultrapassa até mesmo a área da opinião pessoal porque percebe-se a alienação em que um determinado indivíduo pode permanecer vivendo simplesmente por falta de conhecimento. E quando digo que é a situação é grave é porque sujeitos alienados tornam-se facilmente agressivos e nocivos quando deparados com situações que não se coadunam com sua própria realidade.

     Não vejo outra saída para a quebra de preconceitos senão por meio da difusão do conhecimento. Não se pode tapar o sol com a peneira; homossexuais, bissexuais, heterossexuais e transexuais existem e precisam conviver. Todos são atores sociais que necessitam de interações, exatamente por conta disso precisam entender que essas diferenças podem ser ajustadas a partir do momento que se estabeleça uma melhor compreensão da realidade a qual se está inserido. É lamentável que pessoas como Cledson Santos, ainda possua um pensamento tão arcaico a cerca da transexualidade. Mas, a culpa pela sua falta de intelecto ou conhecimento talvez não seja única e exclusivamente por sua culpa, e sim de todo um sistema que só tem a ganhar com a ignorância de um povo.

Jovem é violentada após marcar encontro pelo whatsapp

             Uma jovem de 27 anos alega ter sido violentada após marcar encontro com um rapaz em São Luis. O caso de acordo com a vítima teria acontecido após os dois passarem alguns dias conversando por meio do aplicativo whatsapp. Ainda de acordo com a jovem, o rapaz que supostamente se chama William se apresentou como um homem de bem, boa índole, boa conversa, inteligente e muito bem apessoado. “Ele é muito galanteador, bonito e atraente, mas eu ficava sempre com o pé atrás em ir ao encontro dele porque sempre insistia em me levar ou para sua casa ou o apartamento de algum amigo”, afirma.

            ccccccA jovem meio constrangida diz que só aceitou o convite dele, após ver o facebook do acusado e constatar que se tratava de um soldado do exército. “Quando vi as fotos e percebi que se tratava de um militar não duvidei que fosse um mau caráter, ou pelo ao menos que tivesse essa intenção e acabei aceitando o convite de ir conhecê-lo no bairro do Olho d’água no apartamento onde ele estava no momento”, enfatiza.

            O crime aconteceu, ainda de acordo com a vítima após uma breve discussão onde William teria se recusado em ir deixar a jovem de volta em casa já que a mesma teria se recusado a transar com ele. “Após discutir eu disse que ia embora porque estava ficando tarde, quando então tentei sair ele me puxou e começou a me agredir e logo depois me ameaçou dizendo que se eu não colaborasse ele me matava”, confessa.

            Após a consumação do estupro William teria trancado a vítima no quarto e se evadido do local e só horas depois a jovem conseguiria arrombar a fechadura e fugir do apartamento. A polícia vai investigar o caso e nas ultimas horas está realizando excursões pela cidade à procura do acusado para prestar depoimento.

 

Vivemos mesmo em uma democracia?

17abr2016---a-sessao-em-que-os-deputados-decidirao-em-votacao-aberta-sobre-a-continuidade-do-processo-de-impeachment-da-presidente-dilma-rousseff-pt-comecou-tumultuada-o-presidente-da-camara-O processo de impeachment da Presidente Dilma Roussef não só abre um precedente para que, sempre que a oposição se sentir incomodada por atos políticos possa impetrar novos, futuros e constantes processos de impeachment, como também nos mostra o quanto é frágil a nossa democracia. Pois, o termo democracia significa poder que emana do povo, poder este de escolher legitimamente seus representantes políticos. Mas, se o povo escolheu, então a quem cabe destituir esse representante? Ao parlamento? Não, pois não foi o parlamento quem escolheu este representante, afinal, o próprio parlamento é fruto desta tal democracia. A controvérsia é tamanha, que durante todo esse processo nenhum deputado federal ou senador se quer preocupou-se em ir às ruas ouvir às vozes que circulavam em protesto, a voz do povo. Nenhum deles preocupou-se em apresentar pesquisas ou estatísticas de satisfação popular, aprovação ou desaprovação do governo que se estava querendo derrubar. E porque não o fizeram? Porque o que estava em jogo não era o interesse do povo, mas de partidos políticos. A briga era pelo poder e a partilha dele entre os vencedores.

Suspended Brazilian President Dilma Rousseff delivers a speech during her testimony on the impeachment trial at National Congress in Brasilia on August 29, 2016. Rousseff arrived at the Senate to defend herself confronting her accusers in a dramatic finale to a Senate impeachment trial likely to end 13 years of leftist rule in Latin America's biggest country. / AFP PHOTO / EVARISTO SA

As acusações feitas contra Dilma Roussef de ter emitido decreto de créditos suplementares sem autorização do legislativo, crime responsabilidade fiscal e as tais pedaladas fiscais, não puderam ser sustentadas. Tanto que caso fossem comprovadas o próprio poder Judiciário teria se manifestado e até mesmo assumido o caso. Percebe-se nitidamente as manobras políticas neste processo quando se pretende a todo custo sustentar estas acusações. Trazer o presidente do Supremo Tribunal Federal para presidir o Senado foi uma destas manobras, pois assim ganha-se a imparcialidade e neutralidade no processo e institucionaliza-se o golpe usando as peças certas, dando o caráter de Justiça a um julgamento sem crime.

O que é mais espantoso é que em uma questão tão grave como se destituir ou não um Presidente da República, se relativiza a questão por meio do voto. Voto este oriundo de quem faz parte da própria bancada autora da denúncia para que se instaure o processo do impeachment. Não me surpreende, portanto, o resultado.

Embora, pareça, não estou defendendo Dilma Roussef, mas criticando sim a forma como este processo de impeachment foi feito e deixo a pergunta no ar para que meus leitores participem do debate, se de fato em nosso país existe democracia.