Por que trair?

Ter e manter um relacionamento amoroso requer não só amor, mas também responsabilidade e respeito, e talvez por falta disso, vemos muitos relacionamentos desmoronarem de forma tão dolorosa.

Mas por que será que nos apaixonamos? O que nos leva a buscar em outra pessoa a felicidade, o gozo, o sorriso e alegria? Que química faz com que nossos corpos se atraiam e faz a empatia de cada um de nós, para que juntos, queiramos ser um só? E por que essa busca acontece no meio de tantos percalços, frustrações e decepções como a dor da traição, rejeição e desprezo?

Com meus 29 anos de idade eu adquiri um pouco de experiência sobre o caráter e o comportamento das pessoas quando estão apaixonadas, quando estão traindo e por que o fazem. Para tanto vou me limitar um pouco sobre o relacionamento homoerótico ou homoafetivo, já que sou gay e, por tanto, tenho experiência e gabarito para falar no assunto.

Acredito acertadamente que as pessoas sentem a necessidade de se apaixonarem por que nascem meio que incompletas emocionalmente. Você pode sorrir consigo mesmo, nada te impede disso, mas é bem mais gostoso e real se você o faz com outra pessoa. Você pode chorar sozinho, mas se sentirá confortado se tiver um ombro amigo para chorar. Você pode cantar para si próprio, mas se sentirá mais reconhecido e vivo se o fizer para uma platéia. Você pode falar sozinho, mas só alcançará compreensão se se dirigir a alguém. Por fim você pode até fazer sexo consigo mesmo (masturbação), mas só atingirá o orgasmo, se estiver transando com alguém. Sim, você pode e deve se amar em primeiro lugar, mas também precisará de alguém para receber esse amor.

Diante disso, posso afirmar que o que nos leva a nos apaixonar ou amar é a combinação daquilo que talvez buscamos em nós mesmos, e que por um motivo extremamente relativo, torna-se fugidio de nossas vidas, e é exatamente isso que nos possibilita a busca incessante pelo amor romântico.

Mas se essa teoria está certa, então por que mesmo encontrando essa parte emocional e afetiva tão escassa e almejada, muitos abdicam dela em troca de uma mera distração ou aventura sexual? Por que existem tantas traições nos relacionamentos amorosos?

Não sou nenhum psicólogo, sou jornalista, mas mesmo assim, posso dizer que quem assim age, está traindo a si próprio em primeiro lugar, pois está contradizendo essa busca inata.

Tenho vivido e presenciado muitos casos em que após trocas e juras de amor, esse sentimento tão nobre, ver-se conspurcado por uma tola aventura sexual. E aqui estou me referindo não àqueles relacionamentos desgastados pelo tempo ou desprovidos de amor verdadeiro, mas sim daqueles cúmplices em que dois mais dois é um e não quatro.

Já me apaixonei oito vezes e amei verdadeiramente cada um dos meus namorados com toda a intensidade do meu ser, e embora todos tenham sido abalados pelos percalços que certanmente um homo e um bi (sim pois todos os meus ex-namorados eram bissexuais), passam em uma relação homoafetiva, apenas dois destes conseguiram macular a imagem do amor perfeito que eu trazia no meu coração, com a dor da traição. E não foram traições daquelas em que você se sente menosprezada ou inferiorizado pelo rival e onde você às vezes faz a tola pergunta: o que ele ou ela tinha melhor ou a mais do que eu? Foram traições a eles próprios, pois atiraram no lixo todo o amor que eu lhes devotava em troca de uma mera aventura sexual ou de um gozo de uma transa corriqueira, movidos pela promiscuidade. Claro que meu coração ficou despedaçado do mesmo jeito, e chorei e me desesperei como todo mundo quando é traído. Mas logo depois, eu analisei que o grande traído nesta história tinham sido eles próprios, ao contradizerem seus próprios corações, permitindo que a promiscuidade, que é a grande maleza que corrói a maioria de todos os corações, não mais lhes permitindo a fidelidade, guiassem suas atitudes irrefletidas.

Portanto, se você ainda não se sente capaz de está com alguém, ainda não se sente capaz de amar, não se prenda a um relacionamento fixo e que requer cumplicidade, ou se está sentindo que o amor acabou, está fragilizado,e que a relação está desgastada, não traia e diga que mesmo assim ama, por que quem ama não trai. Só abra a boca para dizer eu te amo se você realmente sentir isso. E por fim jamais troque um namoro, um casamento ou um amor por uma aventura sexual, por que, ainda que você diga que não está fazendo essa troca traindo a pessoa que te ama, você está fazendo bem mais do que isso. Você estará atirando ao lixo tudo o que ela lhe devota e requer de você, e estará traindo a si próprio, ao seu próprio coração deixando-se seduzir por emoções passageiras.

E para você que foi traído, está sendo traído ou desconfia que está sendo traído deixo esta mensagem: o amor é um paradoxo, pois que ama não trai, mas quem ama perdoa.

Uma mensagenm para ser refletida, é claro, pois haverá aqueles que dirão: se se pode perdoar, então eu posso trair. Mas até quando haverá perdão? Certamente enquanto existir amor, e a traição é uma afiada espada capaz de decepar e arrancar o mais forte dos amores de dentro de todo e qualquer coração.

Os progressos no combate a Aids

Desde a pandemia da Aids na década de 80, milhões de pessaos já morreram vítimas da doença e o número de infectados continua crescendo assustadoramente. Segundo dados da Organização Mundidal da Saúde 40 milhões de pessoas estão infectadas pelo HIV em todo o mundo embora a grande maioria permaneça assintomática.Muito já foi escrito e discutido sobre a mortandade da Aids, como a mesma se propaga e como devemos cambatê-la, mas pouco já foi dito a respeito da evolução que esse combate já teve até os dias de hoje.

Sim, a Aids é uma doença crônica, ou seja, ainda não tem cura, mas isso não quer dizer que não pode ser tratada ou remediada. Desde os primeiros casos confirmados no ano de 1981 em Los Angeles e na África do Sul, onde não havia recurso algum para os pacientes senão a triste notícia de que iriam definhar até a morte, muito avanço a ciência já teve, mesmo que lento, em busca da cura da Aids.

Um destes avanços são os coquetéis ou antiretrovirais, que são um composto de medicamentos que procuram neutralizar a proliferação do vírus no corpo humano bem como bloquear a destruição que o mesmo causa nas céluas CD4 ou linfócitos, que são as células encarregadas de protegerem o corpo humano das infecções oportunitsas.

Diante disso laboratórios em todo mundo têm desenvolvido muitos  destes antiretrovirais como o Efavirenz, o AZT, Kaletra, Nefarvir e tantos outros que buscam neutralizar as ações do vírus HIV e até destruí-lo do copo humano.

Todos os pacientes que, em terapia e adesão ao tratamento destes coquetéis, têm mostrado uma significativa melhoria na saúde onde muitos até mesmo conseguiram reverter o quadro de estado terminal. De fato a adesão ao tratamento é indispensável para a garantia e qualidade de vida das pessoas infectadas pelo HIV, mesmo àquelas que não demonstram sintomas algum, pois o vírus jamais pára de aniquilar as células CD4 do corpo humano a não ser que seja inibido por estes coquetéis poderosos.

É claro que estas drogas também costumam desencadear muitos efeitos colaterais como alterações emotivas, psicossomáticas, tonturas, náuseas, erupções cutâneas e até a lipodistrofia, que é o deslocamento de gordura de alguma parte do copo, como  pernas, bochechas, e nádegas, para acumulá-la em outra (geralmente abdômem), daí a aparência que muitos soropositivos tem de raqutismo.

Mas isto é claro, nem todos os pacientes desenvolvem e nem todos os compostos de coquetéis podem desencadear os mesmos efeitos colaterais. É exatamente por isso que todo caso deve ser estudado e pesquisado por um médico especializado, como um infectologista que deverá monitorar seu paciente e diagnosticar seu quadro clínico e prescrever-lhe o correto uso destes coquetéis. Pois existem casos comprovados de pacientes que logo na primira aparição ,destes ou outros efeitos colaterais, abandonaram o tratamento fazendo com que o vírus tenha resistência aos antiretrovirais, ou mesmo que sofram uma mutação tornadam-se mais agressores dentro do corpo humano.

Segundo João Batista, médico especializado no combate a Aids  do Hospital Getúlio Vargas em São Luís-MA ,a Aids nos dias de hoje pode e deve ser controlada e tratada à base destes coqutéis, pois são os únicos inibidores do vírus HIV até o presente momento.

“Antigamente, uma pessoa que era contaminada pelo HIV não tinha muito o que recorrer senão tratar as doenças ou infecções oportunistas que iam aparecendo no decorrer da evolução da doença. Hoje em dia não. Ela pode tratar o mal pela raiz, ou seja, bombardeando o vírus todos os dias com uma poderosa carga de anti-etroviral, impedindo-o que possa se proliferar e devastar o sistema imunológico “, afirma.

Mas se estes antiretrovirais podem destruir o HIV, por que não o fazem de uma única vez, limpando o corpo humano? Seguindo esta pertinente indagação segue o esquema abaixo para melhor compreensão.

  1. O vírus circula livremente no sangue.

  2. O vírus une-se à célula.

  3. O HIV lança o seu conteúdo dentro da célula (infecta a célula).

  4. O código genético (RNA) é alterado para DNA pelo enzima transcriptase reversa.

  5. O DNA do HIV é fabricado dentro do DNA da célula infectada pelo enzima integrase.

  6. Quando a célula infectada se reproduz activa o DNA do HIV o qual fabrica o material para novos vírus.

  7. O material para os novos vírus agrupam-se.

  8. Os vírus imaturos saem da célula infectada.

  9. Os vírus imaturos libertam-se da célula infectada.

  10. Os novos vírus imaturos: o material viral em bruto é partido pela enzima protease e reunido num vírus funcionante.

Cada tipo ou “classe” de medicamentos antiretrovirais ataca o HIV num diferente lugar. A primeira classe de fármacos antiretrovirais é a dos análogos nucleosídeos da transcriptase reversa. Estes medicamentos bloqueiam o passo 4, onde o material genético do HIV é convertido de ARN para ADN.

Uma outra classe  de antiretrovirais são os inibidores da proteases. Estes fármacos bloqueiam o passo 7, onde o material fabricado para os novos vírus são partidos em partes específicas.

A nova classe de antiretrovirais aprovada inclui os inibidores de fusão. Eles impedem que o HIV se ligue à célula bloqueando o passo 2 do ciclo de vida do vírus.

Como as reproduções do vírus são geralmente mutações, a eficácia do tratamento só será bem sucedida se forem utilazados a combinação de dois desses medicamentos.

Como deu para perceber, os antiretrovirais não destroém completamente o vírus, pois sendo drogas muito fortes e tendo efeitos colaterais, podem destruir também as células do corpo humano, e estariam portanto, não salavando mas destruindo a vida do paciente.

É exatamente aí onde reside o grande entrave dos cientistas que trabalham arduamente na busca da cura da Aids; atenuar os efeitos colaterais desses antiretrovirais, como também descobrir um modo de destruir apenas o vírus e não a célula contaminada.

Mas uma vez que já se sabe que o vírus já não é assim tão potente que não possa sobreviver sem uma célula hospedeira e que por si só não pode reproduzir-se, e que o mesmo pode ser neutralizado e inibido,  a  cura certamente está cada vez mais próxima.

E volto a repetir: a Aids embora ainda não tenha cura, é perfeitamente tratável e controlada, possibilitando a uma pessoa levar uma vida perfeitamente normal, claro desde que tenha consciência de sua adesão ao tratamento e de que deve continuar se prevenindo e aos outros. Pois essa história de que estou com Aids e vou morrer deve ser esquecida. Isso é para os fracos . A vida é mais forte do que a Aids e Deus em sua infinita bondade nos possibilitará a cura.