Os progressos no combate a Aids

Desde a pandemia da Aids na década de 80, milhões de pessaos já morreram vítimas da doença e o número de infectados continua crescendo assustadoramente. Segundo dados da Organização Mundidal da Saúde 40 milhões de pessoas estão infectadas pelo HIV em todo o mundo embora a grande maioria permaneça assintomática.Muito já foi escrito e discutido sobre a mortandade da Aids, como a mesma se propaga e como devemos cambatê-la, mas pouco já foi dito a respeito da evolução que esse combate já teve até os dias de hoje.

Sim, a Aids é uma doença crônica, ou seja, ainda não tem cura, mas isso não quer dizer que não pode ser tratada ou remediada. Desde os primeiros casos confirmados no ano de 1981 em Los Angeles e na África do Sul, onde não havia recurso algum para os pacientes senão a triste notícia de que iriam definhar até a morte, muito avanço a ciência já teve, mesmo que lento, em busca da cura da Aids.

Um destes avanços são os coquetéis ou antiretrovirais, que são um composto de medicamentos que procuram neutralizar a proliferação do vírus no corpo humano bem como bloquear a destruição que o mesmo causa nas céluas CD4 ou linfócitos, que são as células encarregadas de protegerem o corpo humano das infecções oportunitsas.

Diante disso laboratórios em todo mundo têm desenvolvido muitos  destes antiretrovirais como o Efavirenz, o AZT, Kaletra, Nefarvir e tantos outros que buscam neutralizar as ações do vírus HIV e até destruí-lo do copo humano.

Todos os pacientes que, em terapia e adesão ao tratamento destes coquetéis, têm mostrado uma significativa melhoria na saúde onde muitos até mesmo conseguiram reverter o quadro de estado terminal. De fato a adesão ao tratamento é indispensável para a garantia e qualidade de vida das pessoas infectadas pelo HIV, mesmo àquelas que não demonstram sintomas algum, pois o vírus jamais pára de aniquilar as células CD4 do corpo humano a não ser que seja inibido por estes coquetéis poderosos.

É claro que estas drogas também costumam desencadear muitos efeitos colaterais como alterações emotivas, psicossomáticas, tonturas, náuseas, erupções cutâneas e até a lipodistrofia, que é o deslocamento de gordura de alguma parte do copo, como  pernas, bochechas, e nádegas, para acumulá-la em outra (geralmente abdômem), daí a aparência que muitos soropositivos tem de raqutismo.

Mas isto é claro, nem todos os pacientes desenvolvem e nem todos os compostos de coquetéis podem desencadear os mesmos efeitos colaterais. É exatamente por isso que todo caso deve ser estudado e pesquisado por um médico especializado, como um infectologista que deverá monitorar seu paciente e diagnosticar seu quadro clínico e prescrever-lhe o correto uso destes coquetéis. Pois existem casos comprovados de pacientes que logo na primira aparição ,destes ou outros efeitos colaterais, abandonaram o tratamento fazendo com que o vírus tenha resistência aos antiretrovirais, ou mesmo que sofram uma mutação tornadam-se mais agressores dentro do corpo humano.

Segundo João Batista, médico especializado no combate a Aids  do Hospital Getúlio Vargas em São Luís-MA ,a Aids nos dias de hoje pode e deve ser controlada e tratada à base destes coqutéis, pois são os únicos inibidores do vírus HIV até o presente momento.

“Antigamente, uma pessoa que era contaminada pelo HIV não tinha muito o que recorrer senão tratar as doenças ou infecções oportunistas que iam aparecendo no decorrer da evolução da doença. Hoje em dia não. Ela pode tratar o mal pela raiz, ou seja, bombardeando o vírus todos os dias com uma poderosa carga de anti-etroviral, impedindo-o que possa se proliferar e devastar o sistema imunológico “, afirma.

Mas se estes antiretrovirais podem destruir o HIV, por que não o fazem de uma única vez, limpando o corpo humano? Seguindo esta pertinente indagação segue o esquema abaixo para melhor compreensão.

  1. O vírus circula livremente no sangue.

  2. O vírus une-se à célula.

  3. O HIV lança o seu conteúdo dentro da célula (infecta a célula).

  4. O código genético (RNA) é alterado para DNA pelo enzima transcriptase reversa.

  5. O DNA do HIV é fabricado dentro do DNA da célula infectada pelo enzima integrase.

  6. Quando a célula infectada se reproduz activa o DNA do HIV o qual fabrica o material para novos vírus.

  7. O material para os novos vírus agrupam-se.

  8. Os vírus imaturos saem da célula infectada.

  9. Os vírus imaturos libertam-se da célula infectada.

  10. Os novos vírus imaturos: o material viral em bruto é partido pela enzima protease e reunido num vírus funcionante.

Cada tipo ou “classe” de medicamentos antiretrovirais ataca o HIV num diferente lugar. A primeira classe de fármacos antiretrovirais é a dos análogos nucleosídeos da transcriptase reversa. Estes medicamentos bloqueiam o passo 4, onde o material genético do HIV é convertido de ARN para ADN.

Uma outra classe  de antiretrovirais são os inibidores da proteases. Estes fármacos bloqueiam o passo 7, onde o material fabricado para os novos vírus são partidos em partes específicas.

A nova classe de antiretrovirais aprovada inclui os inibidores de fusão. Eles impedem que o HIV se ligue à célula bloqueando o passo 2 do ciclo de vida do vírus.

Como as reproduções do vírus são geralmente mutações, a eficácia do tratamento só será bem sucedida se forem utilazados a combinação de dois desses medicamentos.

Como deu para perceber, os antiretrovirais não destroém completamente o vírus, pois sendo drogas muito fortes e tendo efeitos colaterais, podem destruir também as células do corpo humano, e estariam portanto, não salavando mas destruindo a vida do paciente.

É exatamente aí onde reside o grande entrave dos cientistas que trabalham arduamente na busca da cura da Aids; atenuar os efeitos colaterais desses antiretrovirais, como também descobrir um modo de destruir apenas o vírus e não a célula contaminada.

Mas uma vez que já se sabe que o vírus já não é assim tão potente que não possa sobreviver sem uma célula hospedeira e que por si só não pode reproduzir-se, e que o mesmo pode ser neutralizado e inibido,  a  cura certamente está cada vez mais próxima.

E volto a repetir: a Aids embora ainda não tenha cura, é perfeitamente tratável e controlada, possibilitando a uma pessoa levar uma vida perfeitamente normal, claro desde que tenha consciência de sua adesão ao tratamento e de que deve continuar se prevenindo e aos outros. Pois essa história de que estou com Aids e vou morrer deve ser esquecida. Isso é para os fracos . A vida é mais forte do que a Aids e Deus em sua infinita bondade nos possibilitará a cura.

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