Ana diga-me sim

Ana eu não sei você quer me ouvir

mas mesmo assim eu não vou te deixar

E se ninguém pode te entender de verdade

saiba que ainda assim eu não vou desistir

Se você duvida que vai sobreviver

eu recolherei as tuas incertezas

pois hoje você está chorando mas amanhã pode sorrir

Ana eu estarei com você

até quando você não tiver forças

para procurar um dia a mais

Ana eu não sei se viver é assim

só sei que você pode contar comigo

Ana diga-me sim

Eu vou voar bem alto como essas gaivotas

e depois mergulharei no mar dos teus não

e dentro do teu olhar longínquo

eu jamais te abandonarei

Se você duvida que vai vencer

então eu te darei as minhas certezas

pois assim como você se alimenta deve aprender a sobreviver

sei que você pode não dizer não

Ana  eu estarei com você                                               

enquanto você não tiver força para procurar um dia a mais

Ana eu não sei se tu queres que seja assim

mas eu não vou me render

por isso diga-me sim

Ana eu estarei com você acredite nisso

acredito nisso, a luta está dentro de você, por isso lute!

Prova que você se ama um pouco mais

Ana diga-me sim

que você também sabe viver

e que vai encontrar um dia a mais

Se tu queres que seja assim

então Ana diga-me sim

Ana diga-me sim.

Esta canção “Anna dimmi si” de Laura Pausini, contém uma mensagem edificante para aqueles que estão sentindo as forças da vida se esvairem ou simplesmente a estão perdendo por uma forte depressão. A própria Laura Pausini, confessou que fez a música em homenagem a uma amiga sua chamada Anna e que ,vítima de uma grave doença, tinha perdido a vontade de viver ou as esperanças de vencer a doença. Eu, quando fiquei gravemente doente de hemolíase, busquei forças em Deus é claro, mas esta canção muito me ajudou a compenetrar-me de que a vida é um dom precioso demais para que possamos desperdiçá-la ou simplesmente dar-lhe pouco valor.

Recentemente perdi um amigo meu chamado Daniel Parlatore. Jamais vou esquecer seu olhar, ali deitado em um leito de hospital entre a vida e a morte. Segurei em sua mão e olhando fundo em seus olhos lacrimejantes pude sentir toda sua dor e desespero na luta para sobreviver. Em silêncio choramos nós dois enquanto esta música tocava e eu ia traduzindo-lhe exatamente estas palavras, apenas trocando o nome Ana pelo o seu.

Pedi muito a Deus para que lhe desse mais uma chance e lhe concedesse um pouco mais de vida. Pedi a ele próprio para que não se deixasse vencer e continuasse lutando. Mas infelizmente após três longos meses de sofrimento ele faleceu. Hoje ao escutar essa música sempre me reporto aquela noite e não consigo conter as lágrimas.

Contudo, a lição ficou e eu aprendi que devemos viver cada dia das nossas vidas como se fosse o último e o único. Rendendo graças a Deus e a Jesus Cristo por estarmos vivos e continuar lutando e vencendo sempre. Minha única dor foi não poder ter dito adeus pela última vez ao meu amigo, mas mesmo assim quando canto Daniel dimmi si, peço-lhe perdão por mais esta falha e a mim mesmo que darei mais valor a vida.

E para você eu deixo esta mensagem: reflita na letra desta canção, escute-a se puder e aprenda que a vida é o dom mais precioso que Deus nos deu e por isso devemos tomar responsabilidade sobr ela.

O mundo que eu sonhei

Quantes vezes eu tenho pensado a respeito de que

o meu mundo está caindo no fundo de um mar de hipocrisias

Quantes vezes eu também tenho desejado ajudar este meu mundo

para todos aqueles que estão sofrendo como você

O mundo que eu sonhei

teria mil corações para poder ser mais humano

e por isso mesmo teria mais amor

O mundo que eu sonhei                    

teria mil mãose mil braços para todas as crianças de amanhã

que com os seus olhos estão nos implorando para salvá-las

Para quem acredita no mesmo sol

e que não existe nem raça ou cor

e por quem acredita que existe um Deus

se assemelha a mim

E para quem espera ainda em um sorriso

e está convencido que o futuro somos nós que o fazemos

O mundo que eu sonhei

as flores desabrochariam

e já não mais sentiremos o som dos canhões

o mundo que eu sonheiseria mais justo

para todos aqueles que a guerra visitou

e que com os seus olhos estão nos implorando para salvá-los

Mas como é possivel permanecer aqui imóvel assim

e indefente a todas as crianças que nunca mais vão crescer

Mas que senso há escutar e não mudar

vamos oferecer ao mundo esta paz

pois ele já não pode mais esperar

No mundo que eu sonhei…

no mundo eu eu sonhei

cada um de nós teríamos um coração

e o mundo que eu sonhei se chamaria “amor”

aperte forte minha mão e sentirás

o mundo que eu sonhei

o mundo que eu sonhei.

Tradução da música ” Il mondo che  vorrei” de Laura Pausini. a letra da canção não há como se negar, é um alerta para as atitudes de desumanidade que estão acontecendo neste mundo. Pois será que no mundo não existe mais do que mil corações? ou mil mãos e mil braços? Então por que tanta fakta de fraternidade? Por que tanta dispusta e tantas guerras? Laura por ter escrito esta canção, quis convidar a todos a repensar suas atitudes de solidariedade, por que sem isso é impossível sobreviver-se neste mundo cada vez mais caótico. Isto prova que se todos pudéssemos nos unir o mundo seria bem mais harmonioso e fraterno. A cantora por esta iniciativa foi convidada pela UNICEF para ser embaixatriz do orgão na Itália, mas acabou não aceitando por que não teria tempo para dedicar-se a função. No entanto, ainda assim Laura tem dedicado grande parte de sua carreira em atos de solidariedade, dedicando inclusive muitas outras canções de cunho político, visando sensiblizar sua geração. É assim também com a música Sorella terra do disco Primavera in Anticipo, Buone verità do La mia Risposta e etc.

O fenômeno da transexualidade e travestismo na Itália

Há algum tempo eu venho fazendo uma pesquisa sobre o comportamento dos gay’s por alguns países, e o que tenho percebido é que esse comportamento se coaduna conforme a cultura e tradição local. No Brasil, por exemplo, os gay’s podem viver mais livremente, por que embora ainda não exista nenhuma lei que os ampare, não existe também nenhuma que os condene por sua orientação sexual.

Já na Arábia Saudita ou no Iraque, os gay’s devem viver exclusivamente às escondidas, ou para usar um jargão, jamais devem sair do armário, pois não só seriam vítimas do preconceito, como até seriam presos já que nesses países islâmicos ser homossexual é tido como abominação e crime.

Mas além disso, existe outro fator muito curioso no comportamento dos gay’s nos diversos países, pois enquanto no Brasil o gay mais apreciado e desejado pelos outros gay’s é o másculo, metido a ” bofe”, em muitos países da Europa, como na Itália, por exemplo, os mais requisitados são os efeminados, as pintosas. Mas por que será que existe essa diversidade entre estas apreciações?

Levado por esta indagação, foi que me imiscuir pela Internet e pesquisei em muitos chat’s e site de relacionamentos, para que eu pudesse compreender melhor esta diversidade. Além disso, entrevistei muitos estrangeiros gay’s e a resposta não foi muito diferente daquela que encontrei na Internet.

De fato, a Europa sempre foi um pouco mais rígida com os seus habitantes, talvez por que, uma vez que tenha sido palco do velho mundo, foi onde as coisas se consolidaram e convencionaram-se. Ou seja, foi onde, pela primeira vez os gay’s sofreram perseguições acirradas. É claro que hoje em dia tudo mudou, e as coisas estão mais tolerantes. Contudo, a tradição e a herança cultural de um povo é algo muito forte para ser rompido de uma hora para outra.

Na itália, por exemplo, os gay’s dificilmente se assumem, e muitos jamais o fazem por toda a vida pelo simples medo de sofrerem discriminação no seio da família, da Igreja, que lá ainda tem muita influência e poder ( não é à toa que o Vaticano está encravado em Roma), e da sociedade como um todo. Algumas cidades, como Milão ainda se mostram mais tolerantes, ainda que mesmo assim devam viver na surdina.

A parada gay neste país,contudo, tem demonstrado uma força iminente, para mostrar para o país que lá também existem gay’s, e que assim como os demais, tem ânsia de viver suas próprias emoções e sem máscaras.

Tomo o exemplo da Itália, por que foi onde tive maior contato com os entrevistados e também por que foi onde o fenômeno do travestismo e da transsexualidade me chamou mais atenção.

De fato, Milão já não é apenas mais conhecida como a capital da moda e a cidade mais rica da Itália, mas também como uma das cidades que mais têm travestis e transsexuais no mundo, embora  todas estrangeiras.

É exatamente esse ponto culminante da discussão. Por que todas são estrangeiras? É fato que a maioria dessas transsexuais e travestis acabam caindo na prostituição por estas grandes cidades da Europa como Milão e Roma, e se isso acontece, é por que existe uma grande clientela que muito as aprecia.

Pois bem, o que pude perceber é que o gay efeminado ou a travesti ou mesmo a transsexual, são bem mais desejadas e requisitadas do que os tidos “machões” na Itália. Isto me leva a formular a hipótese de que este fenômeno cultural e social se dá pelo fato de que, uma vez que os gays italianos vivem reprimidos, obviamente que estes não podem se travesti ou simplesmente demonstrar quem são de fato, como então acontece com os efeminados. Estes, portanto, são raros e por isso mesmo tornam-se valiosos.

Além disso, nada impede que estes gay’s reprimidos tentem se espelhar e verem a si mesmos nestas transsexuais, travetis e gays efeminados. Desejando ser como eles, e uma vez que não podem, amam e desejam o que eles possuem; a liberdade de ser gay.

É claro que uma vez que se trata de uma hipótese, posso perfeitamente errar. Entretanto, é uma possibilidade que não se pode refutar. Agora só me resta ir a Itália, comprovar ou não esta minha hipótese, embora de uma coisa eu esteja convicto: ser gay é algo congênito. Mas o comportamento gay é algo cultural.

A coragem que não existe

Existem dias em que a vida se enche de por que’s

onde a esperança causa fadiga

e onde tudo parece ser dissolvido

e isso faz você perde a fé no amor e nas pessoas

Aí você se pergunta se é possível alguém sofrer mais do que você.

São dias nos quais você se rende

ao mundo em tua volta para não mais sentir medo da coragem que não existe

e te sentes tão sozinho que já nem pode mais lutar

e sem forças espera

uma saída, um amanhã que possa cura as feridas que existem  dentro de você

mas se você a procurar vai encontrar a coragem que não existe

E quando você erra isso não importa, tente novamente.

Pois haverá sempre uma porta ou um obstáculo diante de nós

Mas o que realmente conta

é que não desista jamais

por que talvez estejas  apenas a um passo

Procure uma saída, um amanhã que possa te trazer uma outra vida

não só para você mas também para os outros

Se você acreditar nisso

vai encontrar a coragem que não existe

Para todos aqueles que já não a tem  

para quem já a perdeu e a está procurando

e para quem está mal como tu estávas

mas que ainda assim espera

que tudo possa mudar

Uma saída, um amanhã que

traga uma outra vida para você e para todos

Uma estrada na  qual agente não pode se perder pela dor

Não te desespere procure dentro de você

esta saída e este amanhã onde você vai reencontrar a coragem

Ela agora  já existe dentro de você.

Tradução da música ” Il coraggio che non c’è ” de Laura Pausini. A letra da música é mais do que filosófica, é uma alfinetada de autoajuda para todos que estejam deprimidos ou passando por uma dura prova. Foi precisamente no ano de 1996, quando então passei pela minha primeira crise de existência ou de personalidade, por que não queria me aceitar como gay, que esta música chegou na minha vida através da voz maravilhosa de Laura Pausini. E embora eu ainda não soubesse absolutamente nada em italiano, pude mesmo assim sentir a força de sua mensagem dizendo para que eu buscasse um amanhã e uma saída dentro de mim mesmo para superar este meu grande obstáculo.

Depois então quando aprendi italiano, dei aulas e comecei minhas traduções, muitas outras pessoas apaixonaram-se não só pela voz de Laura, mas também pelas suas idéias e mensagens, sobretudo, àquelas que mais precisavam  de um aconselhamento. Eu tive um amigo, que assim como eu,  quis desistir da vida por que seus pais não o aceitavam como gay. Eu lhe dei de presente esta música e a tradução, e logo ele percebeu que o que Laura Pausini lhe dizia era que não devia desistir de ser feliz e que os obstáculos eram ferramentas utilizadas por Deus para que possamos evoluir como seres humanos. Graças a Deus ele a ouviu e a mim também.

Espero que Il coraggio che non c’é possa ter esta mesma utilidade aqui. Obrigado mais uma vez Laura Pausini. Você tem provado ser bem mais do que uma cantora. És uma estrela guia.

Carnaval


O carnaval é uma festa que se originou na Grécia antiga em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa, que os gregos chamavam de bacanais ou lupercais, realizava-se cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela sua produção. Posteriormente, os romanos, com as saturnais, inseriram bebidas, danças, alegorias e até orgias sexuais na festa, tornando-a cada vez mais popular e disseminada pelo mundo a fora.

A festa foi grandemente adotada pela população brasileira, o que tornou o carnaval uma das maiores comemorações do país. As famosas marchinhas carnavalescas foram acrescentadas, bem como criadas as escolas de samba, suas alegorias, fantasias e enredos, e assim a festa cresceu em quantidade de participantes e em qualidade.

É claro que o carnaval ao longo dos anos tem se transformado e em cada país e região específica, como no Brasil, ele tem suas peculiaridades. No Maranhão, por exemplo, o carnaval de rua com desfiles de blocos, fofões e colombinas ainda é uma forte tendência, enquanto que na Bahia são as micaretas que ditam o ritmo do carnaval, sempre guiado pelos trios elétricos. Já no Rio de Janeiro e em São Paulo, a festa é representada pelas fantasias, alegorias e ritmo das escolas de samba, tão famosas em todo o mundo.

O fato é que o carnaval, embora seja uma festa profana, nasceu com cunho religioso, onde festejava-se o renascer da primavera e agradecia-se a mãe terra por suas dádivas. Por isso, sorria, dance, coloque sua fantasia e festeje a vida neste curto reinado de momo. Mas sem esquecer do verdadeiro sentido do carnaval: o festejo pela vida e pelo planeta.

Em um quarto quase rosa

Olha, nós estamos sozinhos neste quarto

e ainda assim parece que alguém está nos vendo

Ouve! Não existe nenhum barulho e  ainda assim algo está se movendo.

Beije aquele que realmente te conhece e apague está luz fortíssima

Belo, eu estou viajanddo a mil por hora com você neste quarto quase rosa

Aqui ninguém pode dividir aquilo que Deus uniu

Aqui ninguém pode decidir por nós

Então me acaricie sem vergonha alguma e sorria se tiver vontade

e verás que mais cedo ou mais tarde você fará isso também fora daqui

sem medo e em plena luz do dia

sem mais procurar evitar o olhar das pessoas.

Sem medo e em plena luz do dia

e com a coragem de quem ama.

Olha, este amor está cada vez maior

e este quarto já nos sufoca

E então, então vamos lá para fora

Vamos nos vestir e sair

vamos dá luz aos nossos sonhos

debaixo deste céu azul.

Coragem!

Ninguém mais vai arrancar a minha mão da tua

Você vai ver.

Sem medo e em plena luz do dia,

sem mais procurar evitar o olhar das pessoas.

Sem medo e em plena luz do dia,

com a coragem de quem ama,

de quem ama

Olha, estamos sozinhos neste quarto

e ainda assim parece que alguém está nos vendo.

Essa é a tradução da música “In una stanza quasi rosa”, de Laura Pausini. Acredito que a própria letra  da canção fala por si só de um amor que ainda é visto pela sociedade como um amor proibido ( o amor gay). Mas a própria Laura Pausini, em uma entrevista para a revista italiana Donna , afirmou que a música foi inspirada no amor gay, sobretudo, do italianos que ainda precisam muito se esconder por causa do preconceito. Além disso ,a cantora também aproveitou para dizer, que grande parte de seus fãns são gay’s, quer estes sejam italianos ou não, e procurou através desta canção homenageá-los, e lhes emprestar a voz para que pudessem dizer ao mundo, que também amam e sofrem não só pelo preconceito, mas também por terem que viver nesta clausura.

É claro que por causa disso, a popstar italiana, recebeu duras críticas, inclusive do Vaticano que cancelou a participação  da cantora no show da noite de natal promovido logo após a Missa do Galo na praça de São Pedro. Mas ainda assim, a maior estrela da música italiana, continuou seu apoio aos gay’s pelo mundo a fora.

Grande Laura Pausini.

O que é a morte?

Todas a religiões tem uma explicação para esse estado material que um dia todos nós vamos atingir. Todavia, assim como estas divergem em suas doutrinas e dogmas, a explicação para o estado de morte também é divergente não só para os doutores religiosos, mas também para a própria ciência.

Sabemos que  o corpo humano, assim como de todo e qualquer ser vivo, é formado por células vivas, organismos vivos e orgãos que, em conjunto, formam um sistema complexo gerador da vida e de seu ciclo de crescimento,reprodução, envelhecimento e morte. Mas se este ciclo é algo tangível e fácil de ser provado, por que o vemos acontecer diante dos nossos olhos, a morte nesse contexto torna-se algo imensurável. Pois embora percebamos que alguém ou um animal está morto, sempre nos passa pela cabeça a ideía de que a essência ou a alma dessa mesma pessoa possa está diluída em uma nova esfera e que esta desprende-se da matéria para atingir novas mansões.

Outros ainda afirmam que o julgamento da alma acontece imediatamente após o último suspiro e fôlego de vida,e  assim uns vão para o céu (paraíso), outros para o purgatório e outros ainda para o inferno.

Os mais  metódicos e extremistas consideram que a morte nada mais é do que um sono reparador, onde não existe obra alguma ou consciência, e de onde apenas espera-se o dia do Juízo Final.

Já segundo os espíritas, a morte é apenas uma passagem para o mundo espiritual, de onde espera-se o momento de reencarnar para poder pugar e pagar as faltas cometidas nas vidas passadas. Outra vertente acredita ainda que, entre estes dois mundos, é possível até uma comunicação e manisfetação audiovisual, o que traz muita consolação para quem perde um ente querido ou assombro para quem tinha um inimigo.

O fato é que, apesar de todas essas explicações, jamais saberemos o que de fato é a morte  ou poderemos sentir sua dor senão quando chegar nossa própria hora, e para a qual jamais nos mostramos preparados, pois fomos feitos e criados com a vontade e necessidade de viver. Deus nos fez assim, e é assim que Ele nos mantém nesta esfera, embora o fascínio insondável da morte sempre venha a nos suscitar temores e dúvidas a respeito do significado da própria vida, afinal, por que devemos morrer se todos querem viver?

Esta é uma condenação a qual estamos todos sujeitos a passar, mas a dor, a conturbação de perder alguém querido, que nos é arrebatado pelo anjo da morte, faz-nos às vezes indagar sobre certos mistérios, como o estado da morte. Quem morre, sabe que morreu? Quem morre fica vagando entre nós ou é recolhido para outras mansões? Quem morre pode voltar a este mundo? Quem morre pode me ouvir chorar. Pode me ver e sentir? Falar comigo? Poderei vê-lo novamente?

Esses nada mais são do que sentimentos e vontades humanas as quais estavámos apegados, e que a separação brusca da morte não nos deixa conformar que nunca mais poderemos ver,

falar, ouvir e tocar quem morreu. Assim ficamos com a tendência desta ilusão que ainda que mortos, podemos ter esse contato. Pois o que a morte faz nada mais é do que separar o físico, mas jamais poderá fazer-nos esquecer de quem morreu; suas qualidades, defeitos e até mesmo expressões.

É claro que muitos hão de discordar comigo, sobretudo os reencarnacionistas, mas o que estou aqui afirmando é que a razão neste momento de conturbação sempre cede lugar a ilusão, e que por isso mesmo jamais elucida-se este fenômeno.

Não posso julgar o que de fato venha a ser a morte. Já perdi bons amigos e parentes, e a única coisa que posso asseguar é que pararam de sofrer e descansaram de suas dores terrenas e físicas, e que jamais desejariam ver-me sofrer por toda a vida por causa deles. Assim, se devo optar, fico com a idéia de que a morte é um sono reparador, onde não existe ciência, obra ou consciência alguma, e que deste sono só o Senhor Jesus Cristo poderá despertar-nos para julgar cada um dos nossos atos e nos dá a devida recompensa.