O fenômeno da transexualidade e travestismo na Itália

Há algum tempo eu venho fazendo uma pesquisa sobre o comportamento dos gay’s por alguns países, e o que tenho percebido é que esse comportamento se coaduna conforme a cultura e tradição local. No Brasil, por exemplo, os gay’s podem viver mais livremente, por que embora ainda não exista nenhuma lei que os ampare, não existe também nenhuma que os condene por sua orientação sexual.

Já na Arábia Saudita ou no Iraque, os gay’s devem viver exclusivamente às escondidas, ou para usar um jargão, jamais devem sair do armário, pois não só seriam vítimas do preconceito, como até seriam presos já que nesses países islâmicos ser homossexual é tido como abominação e crime.

Mas além disso, existe outro fator muito curioso no comportamento dos gay’s nos diversos países, pois enquanto no Brasil o gay mais apreciado e desejado pelos outros gay’s é o másculo, metido a ” bofe”, em muitos países da Europa, como na Itália, por exemplo, os mais requisitados são os efeminados, as pintosas. Mas por que será que existe essa diversidade entre estas apreciações?

Levado por esta indagação, foi que me imiscuir pela Internet e pesquisei em muitos chat’s e site de relacionamentos, para que eu pudesse compreender melhor esta diversidade. Além disso, entrevistei muitos estrangeiros gay’s e a resposta não foi muito diferente daquela que encontrei na Internet.

De fato, a Europa sempre foi um pouco mais rígida com os seus habitantes, talvez por que, uma vez que tenha sido palco do velho mundo, foi onde as coisas se consolidaram e convencionaram-se. Ou seja, foi onde, pela primeira vez os gay’s sofreram perseguições acirradas. É claro que hoje em dia tudo mudou, e as coisas estão mais tolerantes. Contudo, a tradição e a herança cultural de um povo é algo muito forte para ser rompido de uma hora para outra.

Na itália, por exemplo, os gay’s dificilmente se assumem, e muitos jamais o fazem por toda a vida pelo simples medo de sofrerem discriminação no seio da família, da Igreja, que lá ainda tem muita influência e poder ( não é à toa que o Vaticano está encravado em Roma), e da sociedade como um todo. Algumas cidades, como Milão ainda se mostram mais tolerantes, ainda que mesmo assim devam viver na surdina.

A parada gay neste país,contudo, tem demonstrado uma força iminente, para mostrar para o país que lá também existem gay’s, e que assim como os demais, tem ânsia de viver suas próprias emoções e sem máscaras.

Tomo o exemplo da Itália, por que foi onde tive maior contato com os entrevistados e também por que foi onde o fenômeno do travestismo e da transsexualidade me chamou mais atenção.

De fato, Milão já não é apenas mais conhecida como a capital da moda e a cidade mais rica da Itália, mas também como uma das cidades que mais têm travestis e transsexuais no mundo, embora  todas estrangeiras.

É exatamente esse ponto culminante da discussão. Por que todas são estrangeiras? É fato que a maioria dessas transsexuais e travestis acabam caindo na prostituição por estas grandes cidades da Europa como Milão e Roma, e se isso acontece, é por que existe uma grande clientela que muito as aprecia.

Pois bem, o que pude perceber é que o gay efeminado ou a travesti ou mesmo a transsexual, são bem mais desejadas e requisitadas do que os tidos “machões” na Itália. Isto me leva a formular a hipótese de que este fenômeno cultural e social se dá pelo fato de que, uma vez que os gays italianos vivem reprimidos, obviamente que estes não podem se travesti ou simplesmente demonstrar quem são de fato, como então acontece com os efeminados. Estes, portanto, são raros e por isso mesmo tornam-se valiosos.

Além disso, nada impede que estes gay’s reprimidos tentem se espelhar e verem a si mesmos nestas transsexuais, travetis e gays efeminados. Desejando ser como eles, e uma vez que não podem, amam e desejam o que eles possuem; a liberdade de ser gay.

É claro que uma vez que se trata de uma hipótese, posso perfeitamente errar. Entretanto, é uma possibilidade que não se pode refutar. Agora só me resta ir a Itália, comprovar ou não esta minha hipótese, embora de uma coisa eu esteja convicto: ser gay é algo congênito. Mas o comportamento gay é algo cultural.

4 comentários em “O fenômeno da transexualidade e travestismo na Itália

  1. sou transsex e sou muito bonita .tenho bulimia para ficar bem magra não coloquei silicone mas tenho peitos fartos.as transsexuais deveriam ser bastante respeitadas

  2. acho lea t elegantérrima.que inveja dela ter operado.mas eu não tenho muito que reclamar,pois não tenho nenhum dos dois orgãos,sou considerada uma mulher boneca,lisa!quando eu tinha 16 anos tomei remédios proibidos e meu órgão ”morreu”!tive hepatite e quase morri.agora estou quase feliz querendo operar e colocar silicone.curso o segundo período de gestão de recursos humanos!tenho 1m e 95 de altura,95 kilos(por enquanto),olhos verdes,pele branca e loura escura.e como toda transsex,adoro dançar!tenho um video no you toube(A MALDIÇÃO DA LOIRA)!um filme que eu estrelei em 2009.

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