Onde estão os romances brasileiros com temática gay?

Por que é tão difícil se encontrar no meio da literatura atual um romance gay ou mesmo um com temática gay? Por que tanto preconceito e restrição ao tema no meio dos literatos e editoras?

Esta indagação me fez pesquisar o assunto e pude constatar que apenas uma parcela quase insignificante de escritores brasileiros abordam o tema em seus romances. Mas o porquê disso é que deve ser algo preocupante, uma vez que reflete uma posição homofóbica diante de uma sociedade cada vez mais heterogênea, e por causa disso mesmo constituída de muitos homossexuais e que se vêem sempre excluídos.

Não falo aqui das abordagens caricatas que costumam aparecer nas telenovelas ou filmes, mas sim no assunto homossexualidade e suas complexidades para ser  aceita e vivida em uma sociedade repressora como a nossa. Eu jamais tive, por exemplo, o prazer de folhear um livro ou mesmo ler algum romance gay onde o assunto é tratado de forma analítica, responsável e coerente.

Jamais pude ver ou escutar um escritor afirmar que está trabalhando em um romance gay, onde pretende colocar todas as vertentes do mundo gay, e mostrar para todos os segmentos sociais, a vida de um gay. É preciso que  este panorama seja mudado, e para isso devemos encorajar a nova geração de escritores e também os já consolidados, de que existe um público gay carente de ser projetado como protagonistas de suas próprias histórias. Além disso, esta seria uma excelente forma de educação para melhor combater a homofobia, pois um bom romancista terá sempre o cuidado em minuciar o drama da vida  que um gay vive para se assumir como tal e para que continue vivendo diante de todos os desafios que enfrenta para consolidar suas conquistas, tanto no campo profissional como no campo afetivo.

Não estou aqui querendo afirmar que deve-se fazer uma apologia a homossexualidade, mas é preciso que, não mais vedamos os olhos diante deste fato. É preciso que se escreva sobre o amor gay, pois a sociedade sabe que ele existe, mesmo que finja que ele não existe. E nós, enquanto intelectuais e escritores precisamos dá voz a este segmento da sociedade para que de fato possamos corroborar para a erradicação da homofobia da sociedade brasileira.

A difícil tarefa de Criticar arte

Esta é uma tarefa, ao contrário do que muitos pensam, um tanto complexa por que requer deste profissional um amplo conhecimento senão prático, pelo ao menos teórico do que é arte.

Arte, portanto, poderia ser conceituada como a livre manisfestação da criatividade e inventividade humana unida a uma mensagem e beleza sensitiva. Quem for capaz de fazer isso quer seja na dança, na pintura, na música, no teatro, literatura ou cinema está sem dúvida fazendo arte, e  deve ser considerando um artista.

Claro que se a coisa se resumissse a isso, a tarefa do crítico de arte seria menos complexa do que se imagina, pois qualquer crítico de arte que se preze não pode apenas se limitar a descrever, por exemplo, uma exposição de artes plásticas, um filme, um livro ou espetáculo de teatro. Antes ele deve procurar interpretar ou decodificar a mensagem que uma determinada manifestação artística pretende transmitir para o público que é o seu alvo. Deve também saber pontencializar a beleza desta mesma arte ou depreciá-la se for o caso, mas desde que com um embazamento teórico para que sua crítica não possa soar esdrúxula ou pejorativa, mas  sim construtiva.

De fato a principal missão de um crítico de arte, não importando o veículo de comunicação que ele utilize para se relacionar com o público, é sem dúvida fomentar a opinião do público diante da arte a qual ele se refere. Todavia, é preciso que ele mesmo assim, saiba discernir entre aquilo que é sua opinião particular e aquela que possivelmente virá a ser a do público, ainda que este possa vir influenciar esta última.

Portanto, mesmo para aqueles que nada entendem de arte ou de seus conceitos teóricos, fica o alerta de que, para criticar é preciso ter conhecimento e embazamento naquilo a qual nos referimos. Ou seja, para criticar arte é preciso que se faça arte, ou pelo ao menos conheça-se seus conceitos e aplicações, por que opiniões do senso comun sempre têm a tendência de cairem em uma linguagem esdrúxula  e vulgar, onde ataques pessoais não a arte mas ao artista podem sempre serem lançados, confundindo assim o público alvo para que tome e forme sua própria opinião.

Se vou criticar uma música ou uma performance( dublagem) show de transformismo, por exemplo, é preciso que eu  reflita em muitos aspectos tais como: a dublagem, a performance, a produção, a mensagem (intenção do trabalho), a edição, o tema ou proposta lançada para o público, e por fim as causas e efeitos que esta irá ou não surtir no público.

Não basta apenas que eu, enquanto crítico, diga apenas que o show ou o espetáculo foi bom ou ruim. É preciso que eu diga os porquês, e que eu busque acima de tudo,relacioná-los com a intenção ( mensagem lançada ).

Convidos a todos que se interessarem nesta pesquisa e problemática para visitarem a seguinte página de orkut e depois procurem por uma comunidade chamada Laura Pausini e pesquisem um tópico nessa comunidade chamado  ” Tranformista Cover de Laura Pausini” para que possam tirar suas própiras conclusões do que acabei de explicitar. Além disso, aproveitando o ensejo faço um alerta para que também possam avaliar e  ver se conseguem tirar entre tantos comentáristas um único crítico de arte de fato nesta referida página.