Sodoma e Gomorra destruídas por causa da homossexualidade?

Desde a antiguidade até aos dias de hoje, a destruição de Sodoma e Gomorra tem suscitado inúmeras controvérsias sobre o real motivo pelo qual essas duas cidades foram destruídas com fogo e enxofre pela ira divina. Em Gênesis, a Bíblia afirma que:  “o clamor de Sodoma e Gomorra se têm multiplicado, e porquanto o seu pecado se têm agravado muito”.

Não existe todavia, nesse mesmo livro bíblico nenhuma enumeração dos pecados que os sodomitas cometiam, nem mesmo que por causa da homossexualidade, e exclusivamente por causa dela, as cidades foram destruídas pela ira de Deus.

A única passagem, onde se pode notar a existência da prática homossexual seria quando, no meio da madrugada, dois anjos enviados por Deus para salvarem Ló, sua mulher e suas filhas que viviam como estrangeiros na cidade de Sodoma, chamarm a atenção dos sodomitas e estes vieram até a casa de Ló com a intenção de abusar dos anjos, o que por si só já seria condenável, uma vez que tratava-se de anjos, bem como por causa da intenção da violência sexual.

Particularmente, não creio que o motivo pelo qual Sodoma e Gomorra foram destruídas tenha sido apenas por causa da homossexualidade ou por causa das suas perversões sexuais. Os sodomitas e gomorritas eram extremamente agressivos, tanto que não conheciam a hospitalidade, sobretudo, para estrangeiros. Além disso, eram um povo também muito belicoso e ganancioso, e por causa disso mesmo cometiam as mais frias torpezas a fim de angariarem riquezas. Ciosos de seu poder sobre a região onde estavam situadas estas duas Cidades- Estados, eles costumavam criar intrigas entre os demias povos a fim de seperá-los e enfrequecê-los ao mesmo tempo para que só assim pudessem dominá-los. Outras de suas práticas, abusivas era o sacrifício humano, sobretudo de donzelas que eram obrigadas a coabitarem com animais tais como bode, e depois eram sacrificadas em honra aos seus deuses.

Todavia, é claro, que a prática da homossexualidade não pode ser descartada, uma vez que os sodomitas também costumavam abusar dos estrangeiros, sobretudo de homens, destruindo-lhes a virilidade masculina quando então eram violentados pelos sodomitas.

Infelizmente a Bíblia não é um livro extremamente descritivo, pois só assim saberíamos  por qual destes pecados teria causado maior indignação em Deus para que o mesmo pudesse destruir estas duas cidades.

Mas de uma coisa não podemos duvidar, como então quis nos fazer Marcel Proust, quando então escreveu seu romance ” Sodoma e Gomorra em busca do tempo perdido”, quandoe este então supôs que a homossexualidade era uma raça humana degenerada e que Deus quis elimar da face da terra.

Ora, se Deus realmente quisesse destruir a raça degenerada dos homossexuais, ele o teria feito, pois Deus é infalível. Teria então Deus falhado quando destrui Sodoma e Gomorra? É claro que não.

Além disso, se os homossexuais é uma raça degenerada, então essa degeneração começaria entre os próprios heterossexuais, uma vez que uma relação homossexual é incapaz da fecundação ou multiplicação.

Portanto, Deus sem sombras de dúvidas feriu estas duas cidades com uma chuva de fogo e enxofre, convertendo-as em uma fornalha e depois em cinzas, onde nem mesmo podemos encontrar-lhes qualquer vestígios, foi certamente por que a perversidade e a maldade desse povo era sobremodo grande, e de tal modo que nem mesmo temiam a Deus, e que este viu-se certamente obrigado a destruí-los.

O que não se pode afirmar categoricamente é que apenas por causa da homossexualidade Sodoma e Gomorra foram destruídas, por que se assim fosse, não mais deveriam existir homossexuais no mundo.Além disso, a homossexualidade certamente era cometida em outros lugares do mundo naquela época. Então por que somente Sodoma e Gomorra seriam escolhidas para a destruição?

É preciso hermenêutica para analisar a vida de Sodoma e Gomorra e os motivos pelos quais estas foram destruídas, e sempre levando-se em conta não apenas terchos isolados, ainda que bíblicos como então encontramos lá no Novo Testamento no livro de Coríntios onde Paulo diz que:

“Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas.”

Sodomita com o passar do tempo  virou sinônimo de homossexual e sodomia, relação sexual anal. Mas isso é um grave erro, pois na antiguidade quando alguém chamava um homem de sodomita significava dizer que ele era um sujeito perverso.

A tradução de alguns textos bíblicos pela Basic English (1965) a referência a “sodomita” foi substituída por “aqueles que fazem mau uso dos homens” e sodomia seria nada mais nada menos do que praticar maldade.

Uma reflexão sobre o direito da personalidade e a lei de imprensa

A Constituição Federal de 1988 no atirgo 5º declara que todos são iguais perante a lei sem distinção de sexo, raça, ideologia e religião. Ela também garante que todos, sem nenhuma distinção, têm o direito à informação e à livre manifestação e expressão de opinião.

De fato, a liberdade de imprensa, talvez por encerrar muitas controvérsias e conflitos, e um destes são os abusos que alguns jornalistas cometem no que concerne ao direito da personalidade, precisou ser assegurada por lei.

E, embora tenha sido revogada atualmente, ainda assim continua polemizando muitos conflitos no que tange aos direitos da personalidade, tais como a honra, intimidade, imagem e privacidade, e o direito à informação.

Isso porque é preciso saber onde um começa e o outro termina, bem como conseguir apontar seus limites para que certas transgressões sejam evitadas. Pois enquanto o direito da personalidade, que é aquele direito constitucional que zela pela honra, imagem e privacidade do indivíduo, afirmando-lhe um caráter inviolável, o direito ou liberdade de expressão, muitas vezes é cometido de forma abusiva quando, por exemplo, um jornalista invade a vida privada de uma personalidade pública, publiciza sua intimidade, deturpa sua imagem e por fim denigri sua honra, apoiando-se na liberdade de imprensa e no direito à informação.

Percebe-se assim, que a linha que delimita estes dois direitos, é uma linha tênue, e que somente a ética pode equilibrar esta colisão.

Assim, um político casado, por exemplo, que tenha sido flagrado com uma concubina dentro de um motel, cometendo, portanto, ato ilícito diante da sociedade, e que venha por causa disso virar manchete de algum jornal, certamente poderá recorrer à justiça, alegando que seus direitos da pesonalidade foram violados.

Pois de acordo com a Constituição, somente ele é detentor de sua própria imagem, bem como de sua honra ou moral subjetiva, que é aquela que o indivíduo faz de si mesmo.

Além disso, ele também poderia alegar que sua privacidade foi violada, uma vez que não estava em um espaço público, e que mesmo sendo uma personalidade pública, não estava ali como tal.

Por isso, um jornalista consciente desses direitos fundamentais de todo e qualquer brasileiro e até mesmo de um estrangeiro que aqui resida, será um jornalista potencialmente ético, ainda que deva primar sempre pelo direito que tem de dá e obter informações.

Dessa forma, uma das soluções encontradas para este dilema, foi o direito de resposta que é um dos parágrafos da lei de imprensa, que diz que toda pessoa que se sentir lezada por alguma matéria ou publicação, pode recorrer à justiça e ter no mesmo veículo o direito de se defender na mesma proporção. Todavia, isso ao contrário, no mundo midiático brasileiro, é a exceção e não a regra.

Por isso, a solução mais condizente para este tipo de conflito é sem dúvida primar por um jornalismo ético, responsável, edificante e eficaz.