Terminei a faculdade de jornalismo e agora?

Essa é uma pergunta, extremamente pertinente para todos os universitários que estão na iminência da formatura ou para os profissionais recém-formados. E a resposta mais lógica seria; agora é hora de procurar um emprego na área de formação para a qual tanto se estudou e se dedicou.

Mas é justamente aí, que começa os grandes desafios para este novato que se pretende lançar no mercado de trabalho. O mercado exige competência, experiência, dinâmica, profissionalismo e eficiência. Requisitos que toda boa universidade ou faculdade pode forjar em um profissional, exceto a experiência, que deve ser alcançada justamente através de um bom estágio.

Todavia,o mercado de trabalho, para  muitas profissões, está ficando cada vez mais defasado, como, por exemplo, o jornalismo que a cada tempo que passa torna-se mais e mais um circuito fechado de profissionais ciosos e ociosos de suas labutas.

No Maranhão , por exemplo, o foca, como é chamado um jornalista iniciante, para que este ingresse no mercado de trabalho, ele precisa passar pela peneira do patronato, onde uma vaga é concedida através de favores um tanto suspeitas e desonestas que vão desde transas ou indicações que perpassaram pelo famoso teste do sofá.

Assim, se um estudante de jornalismo for exemplar,  certamente terá bons requisitos para ser um bom profissional. Mas isso no Maranhão, não é válido a não ser, que esse estudante tenha uma cara bonitinha e se deixe seduzir por um patrono ou por quem o indique para uma determinada vaga.

Outra forma, de ingressar no mercado é através da famosa ” panelinha”, onde o foca precisa ter alguma âncora para poder firmar-se, e poder através deste, penetrar neste círculo onde os currículos chovem, e a seleção é feita através do requisito “amigo de amigo entra” independente das qualificações profissionais.

Concurso público para jornalistas no Maranhão? Onde e quando?

Então o que resta ao foca para que ele possa ingressar no mercado de trabalho no Maranhão? Se prostituir? É uma alternativa. Fazer parte da panelinha? É também uma alternativa, e diga-se de passagem, um pouco mais honrosa do que a primeira.

Contudo, não quero aqui dizer, que todas as empresas de comunicação no Maranhão, seguem esta linha de seleção para o preenchimento de uma vaga. Existem algumas, embora poucas, que ainda fazem uso do tradicional anúncio e da competição entre currículos, e por fim da entrevista de emprego, para o preenchimento de uma vaga. Mas estas por serem poucas, não conseguem suprir a demanda de jornalistas desempregados que perambulam pelo Maranhão, ou daqueles que saíram da faculdade e anseiam por trabalhar.

A matéria até pode soar como um desabafo. E por que não o seria? Eu me deparei com esta triste realidade da profissão que eu escolhi seguir. Mas não quero desiludir quem está cursando jornalismo ou pretende cursar aqui no Maranhão. Mas se existe uma coisa que eu aprendi estudando jornalismo, foi que o jornalismo serve como uma ferramenta de informação. Portanto, desvendar como anda o mercado de trabalho para o jornalista maranhense, não é acidez de palavras de quem já passou ou vem passando por isso, e sim ser jornalista.

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