A Renúncia do papa Bento XVI : voluntária ou sob pressão?

A renúncia de Bento XVI, foi algo que muito surpreendeu ao mundo. Não apenas por que trata-se de uma grande autoridade, mas também por que foi arquitetada de forma tão repentina.

papa-pos-conclave-2005-afpO próprio Vaticano, declarou que  toda a cúpula da Igreja Católica viu-se surpreendida com a decisão de Bento XVI. Mas o que levou de fato Joseph Aloisius Ratzinger  a renunciar ao seu pontificado?

Segundo o ele próprio afirma, o único motivo que o levou a renunciar foi seu  estado de saúde e debilidade física. Aos 86 anos de idade, Bento XVI, de fato demonstra uma grande dificuldade de locomoção e até mesmo de articulação, embora segundo o próprio Vaticano, o mesmo não tenha desenvolvido nenhuma grande moléstia que pudesse de fato impedi-lo de exercer o cargo de líder da Igreja Católica Apostólica Romana.De fato seu antecessor João Paulo II,  foi acometido por muitas moléstias, atentados e agravantes de saúde, e mesmo assim permaneceu até o fim de seu pontificado.

Exatamente por causa disso, muitas conjecturas e  especulações têm surgido em volta  do real motivo da renúncia de Bento XVI. Teria a cúpula do Vaticano exercido pressão para que o papa renunciasse? Bento XVI teria causado alguma grave discórdia entre os cardeias devido alguma ação que pretendesse sancionar? Quem lucraria com a renúncia de Bento XVI? Que mudanças o Vaticano pretendia implementar e que o papa em questão seria um estorvo?

Estas e tantas outras perguntas semelhantes, estão circulando pelo mundo desde que Bento XVI declarou sua renúncia no mês de fevereiro de 2013. E não apenas Católicos, se fazem estas perguntas ou demonstram interesse, pois a influência que o Vaticano exerce em todos os governos políticos do mundo, é de vital importância para todos os povos que saibam o que  de fato levou o papa a renunciar e que consequências isso trará para o mundo.

Embora seja um direito canônico a renúncia de um papa, esta no passado nem sempre foi vista com bons olhos pelo próprio Vaticano.Em um trabalho, ao qual a Agência Efe teve acesso, o professor de História da Igreja e cônego da catedral de Barcelona (Espanha) Josep María Martí Bonet contabiliza e explica as renúncias papais, entre as que foram livres e as que foram violentas, algumas terminaram inclusive com o assassinato do papa.

Isto nos leva a crer que até mesmo  sob os pilares de uma Igreja, existe a disputa pelo poder e que esta disputa é semelhante  a todas demais quando se concorre a um trono. A história está aí para comprovar isso, e os fatos, escândalos, mistérios e segredos que circulam em volta e por dentro do Vaticano só fazem com que não apenas a curiosidades dos fieis seja aguçada, mas também suscita que até mesmo que crimes podem ser perpetrados por clérigos quando se vêem afastados do poder. Segundo o escritor inglês David Yallop, autor do livro ” Em nome de Deus”, obra em que o escritor afirma claramente que o papa João Paulo I, foi assassinado por contrariar a cúpula governante do Vaticano após exonerar muitos clérigos corruptos de funções, os crimes cometidos por cardeais e clérigos da Igreja Católica pela sede de poder não tem limites, ainda que seja destronar um papa ou assassiná-lo.

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