Viva Mulher: uma alternativa na prevenção da violência contra a mulher

    “Qualquer ato ou conduta que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública quanto na privada, é considerado violência.” Essa é a definição prevista na Convenção Interamericana (também conhecida como “Convenção de Belém do Pará”), de 1994, para Prevenir e Erradicar a Violência contra a Mulher.
      A lei Maria da Penha, embora seja, uma importante ferramenta pela proteção da mulher, não consegue, contudo, prevenir muitos dos abusos e casos de violência contra a mulher. Uma pesquisafeita pela comissão parlamentar de inquérito da Assembléia Legislativa do Maranhão apurou que só no início deste ano foram registrados 2.735 processos na justiça relacionados a crime contra as mulheres.
     violencia contra mulher 01De acordo com a professora e doutora da UFMA, Lourdes Leitão, autora da pesquisa, esses dados demonstram que além da aplicação da lei, outras ações preventivas devem ser tomadas para coibir agressões contra as mulheres. “Não podemos cuidar só da assistência às mulheres vítimas de violência. É muito importante cuidar também da prevenção. Este é um problema da sociedade, do Estado e de todas as políticas públicas”, afirma.
      O Maranhão ainda segundo a pesquisa, é um dos estados que apresenta graves problemas no combate a violência contra a mulher. Dos 217 municípios, só existem 18 delegacias especializadas no atendimento às mulheres instaladas e nem todas funcionam a contento. O estado conta apenas com duas casas de abrigo para mulheres vítimas de violência, uma em São Luís e outra em Imperatriz; duas Varas de Justiça, uma em São Luís e outra em Imperatriz, e apenas três Promotorias que recebem os processos de todo o estado. E dos 99 municípios brasileiros com os maiores índices de homicídios contra mulheres, três estão no Maranhão, sendo eles Açailândia, Balsas e Santa Luzia do Tide. Também foram encontradas rotas de tráfico de mulheres nos municípios de São Luís e Caxias.
     Uma das alternativas para mudar esse quadro é o projeto Viva Mulher, que é gerenciado pelo Instituto Brasileiro de Políticas Públicas – IBRAPP em parceria com a Secretaria de Estado da Mulher – SEMU. A unidade móvel do Viva Mulher (carreta) vem percorrendo muitos municípios maranhenses prestando serviços assistenciais voltados para as mulheres como palestras, atendimento jurídico, pedagógico e psicológico, além de exames médicos. Mais de 15 mil mulheres já foram beneficiadas pelo projeto, e de acordo com o IBRAPP, esses serviços têm ajudado não apenas na difusão sobre os direitos de cidadania da mulher, como também auxiliado na prevenção da violência doméstica.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s