Por um Maranhão mais qualificado

Ter um emprego e uma estabilidade financeira é uma das principais preocupações da população maranhense. O estado, segundo os dados estatísticos do Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (CAGED), no primeiro semestre de 2013 gerou cerca de 220 mil empregos. Mas desse total apenas 3.288 mil profissionais são de fato efetivados em suas respectivas áreas de trabalho.

Maranhão--capacitação-profissional-IBRAPP--desemprego     Esse déficit, ainda de acordo com a GAGED, é um retrato da realidade do estado do Maranhão na escassez de mão de obra qualificada. Então se existe uma demanda significativa de emprego e escassa mão de obra qualificada, qual seria a solução para este problema?

De acordo com o Instituto Brasileiro de Políticas Públicas – IBRAPP, o que falta no estado do Maranhão são iniciativas, projetos e programas que possam capacitar e qualificar profissionais para atender essas demandas de emprego, sobretudo, nos setores do comércio e prestação de serviços, que são os responsáveis pelo maior número de empregos no estado.

De fato na área do comércio entre os meses de janeiro e julho de 2013 foram gerados 56.405 empregos, enquanto que no setor de prestação de serviços foram 65.405. Este quadro prova que é preciso qualificar-se profissionais que atuam nessas áreas, e a melhor forma para isso, ainda de acordo com o IBRAPP, seria a implantação de cursos de capacitação onde, por exemplo, profissionais como operadores de caixa, marceneiros, mecânicos, cabeleireiros, pedreiros, artesãos, soldadores, cozinheiros e técnicos em informática seriam profissionalizados, o que contribuiria para a queda do déficit no número de empregados e também para estabilizar o nível de desemprego por falta de qualificação profissional.

por Lohanna Pausini Postado em Policial

A polêmica do Programa mais Médicos

O Programa Mais Médicos do governo federal, desde o anúncio do seu lançamento em julho de 2013, tem causado uma série de discussões e ondas de reivindicações por parte da classe médica brasileira. Isto porque o Programa seleciona médicos brasileiros formados aqui e no exterior, além de estrangeiros, para atuarem em cidades onde faltam esses profissionais.

É exatamente por abrir as portas para médicos estrangeiros, que o Programa tem sido veementemente criticado por grande parte da classe médica de todo o país, pois segundo estes essa medida estaria desvalorizando os médicos brasileiros. Além disso, o programa vem sendo também criticado pela classe médica por se voltar para contratação de médicos para bolsões de pobreza do país, sem criar uma política que reforme a estrutura dessas localidades.

info_mais_medicosEm contrapartida, o Ministro da saúde Alexandre Padilha, disse que o ministério não nega essa necessidade, mas que a figura do médico é fundamental no atendimento. “A alma de um serviço de saúde são seus profissionais e a gente não garante saúde humanizada sem termos os colaboradores sem formação adequada”, disse.

Mas se a polêmica gira entorno da contratação de médicos estrangeiros para atuarem em cidades onde inexistem esses profissionais, e se existem médicos brasileiros capacitados por que não contratar os próprios brasileiros?

De acordo com a Presidência da República, a contratação de médicos estrangeiros só será efetuada caso haja déficit de profissionais para preencherem vagas nas áreas de maior necessidade. Além disso, todos os médicos estrangeiros importados devem passar pelo processo seletivo do Revalida (exame nacional de revalidação de diplomas estrangeiros), o que inclui testes em língua portuguesa e conhecimentos específicos em atendimento na área da saúde no Brasil.

O fato é quando se trata do sistema de saúde do Brasil, e ações, projetos e programas que visem a melhoria do mesmo, toda a sociedade tende a se manifestar por que ter acesso a planos de saúde é um direito de todos. É por isso que o poder público, enquanto gestor da saúde pública precisa sempre e cada vez mais articular parcerias que visem implantar políticas públicas na área da saúde.

Em Porto Velho-RO, por exemplo, uma crise de cirurgias ortopédicas foi sanada com a contratação de cirurgiões trauma-ortopédicos e que atuam em muitos hospitais da capital rondoniense. Hospitais como o de Base Ary Pinheiro, graças a um convênio com o Instituto Brasileiro de Políticas Públicas –IBRAPP, é capaz de realizar 270 cirurgias ortopédicas por mês. De acordo com o Secretário de Saúde, Williames Pimentel, a demanda por esse tipo de atendimento é grande no hospital e antes desse convênio ficava muito aquém do atendimento proposto pelo Governo de Rondônia.

O IBRAPP destaca que exemplos como o de Rondônia, poderiam servir de referência para o Programa Mais Médicos que, articulado com entidades que prestam serviços na área da saúde, poderia ter maior número de parceiros na implantação de um sistema de saúde eficaz.

 

 

por Lohanna Pausini Postado em Policial

Maranhão e os resíduos sólidos: o que fazer?

     Discutir a questão dos resíduos sólidos e seus impactos ambientais é um dos principais objetivos da IV Conferência Estadual do Meio Ambiente. O evento, que está sendo realizando entre os dias 03 e 05 de setembro pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais – SEMA, propõe que o setor público, privado e a sociedade civil possam encontrar, por meio de debates democráticos, soluções para o fim dos lixões, criação de aterros sanitários ambientalmente adequados bem como a melhor forma de se implantar uma educação ambiental e geração de emprego e renda a partir de uma política de produção e consumo sustentáveis.

     COEMA--IBRAPP--Resíduos-Sólidos--Reciclagem--MaranhãoAlém disso, uma das propostas, que é a redução dos impactos ambientais causados por resíduos sólidos, faz alusão que o papel dos catadores de material reciclável e reutilizável é de vital importância para que a logística reversa possa ser de fato implantada no estado do Maranhão.

    De acordo, com a presidente da Cooperativa de Reciclagem de São Luís, Maria José, o trabalho dos recicladores é uma das medidas mais eficientes para a redução dos impactos ambientais. “Os catadores de materiais recicláveis precisam ganhar uma maior expressividade por parte do poder público, por que é por meio deles que se pode alcançar não só a redução dos impactos ambientais, como também contribuir para a geração de emprego e renda”, afirma.

     A estimativa é que cerca de 1.500 pessoas, entre elas os 450 delegados eleitos nas conferências regionais e municipais, participem do evento. A pertinência do tema da conferência tem mobilizado muitas outras instituições a desenvolverem e executarem projetos que visam implantar uma educação ambiental que contribua para a preservação do meio ambiente. Exemplo disso é o Projeto Agentes do Verde, executado pelo IBRAPP em parceria com a SEMA, que implantado na cidade de Pinheiro, está transformando jovens e adolescentes em agentes ambientais a partir de aulas de educação ambiental e oficinas de reciclagem que contribuem na geração de renda.

     De acordo com oIBRAPP, iniciativas como essa, podem fomentar a ideia de que a reciclagem é útil para a sociedade e o planeta, por que se pode gerar renda e preservar o meio ambiente ao mesmo tempo.