A polêmica do Programa mais Médicos

O Programa Mais Médicos do governo federal, desde o anúncio do seu lançamento em julho de 2013, tem causado uma série de discussões e ondas de reivindicações por parte da classe médica brasileira. Isto porque o Programa seleciona médicos brasileiros formados aqui e no exterior, além de estrangeiros, para atuarem em cidades onde faltam esses profissionais.

É exatamente por abrir as portas para médicos estrangeiros, que o Programa tem sido veementemente criticado por grande parte da classe médica de todo o país, pois segundo estes essa medida estaria desvalorizando os médicos brasileiros. Além disso, o programa vem sendo também criticado pela classe médica por se voltar para contratação de médicos para bolsões de pobreza do país, sem criar uma política que reforme a estrutura dessas localidades.

info_mais_medicosEm contrapartida, o Ministro da saúde Alexandre Padilha, disse que o ministério não nega essa necessidade, mas que a figura do médico é fundamental no atendimento. “A alma de um serviço de saúde são seus profissionais e a gente não garante saúde humanizada sem termos os colaboradores sem formação adequada”, disse.

Mas se a polêmica gira entorno da contratação de médicos estrangeiros para atuarem em cidades onde inexistem esses profissionais, e se existem médicos brasileiros capacitados por que não contratar os próprios brasileiros?

De acordo com a Presidência da República, a contratação de médicos estrangeiros só será efetuada caso haja déficit de profissionais para preencherem vagas nas áreas de maior necessidade. Além disso, todos os médicos estrangeiros importados devem passar pelo processo seletivo do Revalida (exame nacional de revalidação de diplomas estrangeiros), o que inclui testes em língua portuguesa e conhecimentos específicos em atendimento na área da saúde no Brasil.

O fato é quando se trata do sistema de saúde do Brasil, e ações, projetos e programas que visem a melhoria do mesmo, toda a sociedade tende a se manifestar por que ter acesso a planos de saúde é um direito de todos. É por isso que o poder público, enquanto gestor da saúde pública precisa sempre e cada vez mais articular parcerias que visem implantar políticas públicas na área da saúde.

Em Porto Velho-RO, por exemplo, uma crise de cirurgias ortopédicas foi sanada com a contratação de cirurgiões trauma-ortopédicos e que atuam em muitos hospitais da capital rondoniense. Hospitais como o de Base Ary Pinheiro, graças a um convênio com o Instituto Brasileiro de Políticas Públicas –IBRAPP, é capaz de realizar 270 cirurgias ortopédicas por mês. De acordo com o Secretário de Saúde, Williames Pimentel, a demanda por esse tipo de atendimento é grande no hospital e antes desse convênio ficava muito aquém do atendimento proposto pelo Governo de Rondônia.

O IBRAPP destaca que exemplos como o de Rondônia, poderiam servir de referência para o Programa Mais Médicos que, articulado com entidades que prestam serviços na área da saúde, poderia ter maior número de parceiros na implantação de um sistema de saúde eficaz.

 

 

por Lohanna Pausini Postado em Policial

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