Segurança Pública no Maranhão está falindo?

20131010024037801451a      Os ataques e atentados ocorridos na ultima sexta-feira (03/01) na cidade de São Luís comprovam que as facções criminosas não só estão mais ousadas como também destemidas. Pois atear fogo em ônibus coletivos, metralhar delegacia e assassinatos foram atos que essas facções perpetraram contra a sociedade ludovicense como uma forma de desafiar as autoridades locais.

     O que é ainda mais assombroso é o fato que as ordens para que esses crimes fossem cometidos partiram de dentro da penitenciária de Pedrinhas, onde um dos líderes da facção criminosa Bonde dos 40 está cumprindo pena. É justamente nessa mesma penitenciária que nos últimos dias e meses têm ocorrido inúmeras rebeliões, onde os apenados não reivindicam melhorias, mas travam uma guerra entre as facções para comandarem o próprio presídio. Detentos são mutilados, decapitados, violentados e assassinados. Outros conseguem burlar as próprias defesas da penitenciária e se evadem em massa.

     E tem aqueles que vão curtir uns dias com a família, obedecendo a um direito assegurado por lei, mas que não mais retornam ao presídio. E enquanto as facções brigam entre si (Bonde dos 40 x PCM), sempre que uma das partes sofre alguma perda ou dano, a sociedade civil sofre suas represálias e ditam ordens de ir e vir para os cidadãos de São Luís.

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     Embora a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão tenha procurado combater com veemência esses criminosos, prendendo suspeitos em tempo hábil, a sociedade continua, ainda assim, refém dessas facções porque apesar de todas as prisões que já foram efetuadas, a Polícia Militar e Civil do Maranhão ainda não conseguiram desarticular essas quadrilhas. Prova disso é que, os criminosos ainda que presos, continuam no comando e ditando ordens que são executadas com presteza por seus comandados.

     A onda de ataques em São Luis, rebeliões, assassinatos e fugas nas penitenciárias no Maranhão corroboram o que grande parte da população maranhense mais temia: a falência do sistema prisional do Maranhão.

     Alguns alegam que a questão é bem mais estrutural do que parece, onde interesses políticos podem está envolvidos ou não. Outros afirmam que o problema está na própria morosidade da justiça em julgar todos os apenados e que o código penal brasileiro precisa ser reformulado com a implantação de leis mais severas como a pena de morte ou suspensão de certos direitos concedidos aos detentos.

Pedrinhas-011-300x169     Talvez a solução emergencial para a crise do sistema prisional do Maranhão deva ser administrativo que não está de fato aplicando com rigor a lei. Uma alternativa seria a transferência dos líderes dessas facções para presídios fora do Maranhão onde não pudessem ter contato com seus comparsas.

       O fato é que o Governo do Estado do Maranhão precisa dá uma resposta não só para o procurador do Governo Federal que está no estado pedindo uma intervenção federal para o caso, como também para a própria sociedade maranhense já que é esta a principal refém dessa onda de criminalidade.

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