Intolerância homofóbica no facebook

     As redes sociais, sem sombra de dúvida, nos dias de hoje são as ferramentas mais comumente usadas para estreitar relacionamentos, vendas e até difusão de ideologias. O facebook, por exemplo, já possui em todo o mundo bilhões de usuários, e outras  redes como o whatsapp estão ampliando seus horizontes quando o foco é a comunicação rápida, precisa e instantânea de forma multimídia. É claro que todo esse avanço tecnológico tem sido de extrema relevância para o mundo globalizado e ao mesmo tempo cosmopolita em que se vive. Todavia, se essas redes sociais tem esse poder de difundir ideias e ideologias, é preciso que uma política de vigilância e controle seja mantida em alguns casos de segregação étnica, sexual, filosófica, política e religiosa. Pois se essas redes têm um caráter de permitir a liberdade de expressão, esta, contudo, não pode ser confundida com argumentos de intolerância e que por fim resultem em agressões verbais ou até mesmo de incentivo a crimes.

"Procura um grupo de travestis,com certeza tem algum,aqui queremos é mulheres e não aidéticos como você! Presta atenção!! Não fica tirando onda que eu acho você e garanto que não será difícil!", afirma Jean Henrique Valois

“Procura um grupo de travestis,com certeza tem algum,aqui queremos é mulheres e não aidéticos como você! Presta atenção!! Não fica tirando onda que eu acho você e garanto que não será difícil!”, afirma Jean Henrique Valois

     O facebook , por exemplo,  possui uma ferramenta onde  denúncias desse tipo podem ser feitas ao próprio sistema de moderação da rede social e na falta de tais ferramentas as próprias postagens podem ser usadas como provas substanciais de crimes de intolerância. Jean Henrique Valois, usuário do facebook, postou recentemente em um grupo da rede, argumentos homofóbicos contra outro usuário do mesmo grupo. Tudo porque a travesti, Lohanna Pausini, publicou fotos suas posando ao lado do namorado e outras onde reafirmava sua orientação sexual. O  fato é que Jean Henrique Valois, não apenas limitou-se a  expor sua opinião, mas sim argumentos homofóbicos onde não apenas declara que a Lohanna Pausini não deveria está no grupo, por não ser heterossexual, como também chega a ameaçá-la de morte ao dizer que seus dias estão contados. Confira aqui acessando o facebook2

     O grupo já foi denunciado para análise no próprio sistema de moderação do facebook e como se trata de ameaças graves deve ser também levado diante das autoridades policiais para investigação. Jean Henrique Valois, pode ser indiciado por homofobia bem como por difundir  discurso de violência contra a comunidade gay. Além disso, pode ser também processado por perpetrar ameaças, o que de acordo com o código penal brasileiro prever detenção de até 12 meses ou prestação de serviços comunitários.

    O importante aqui lembrar é que, ainda que estejamos vivendo em pleno auge da liberdade de expressão, precisamos atentar que liberdade de expressão não pode ser confundida com discursos de violência. Pode-se ter ,por exemplo, o direito de ser contra o casamento gay, ou mesmo ter preconceito contra os gays. Todavia, quando você diz que é contra o casamento gay e que os gays não possuem esse direito porque não são pessoas normais, corre-se o risco de não apenas está sendo preconceituoso mas também homofóbico. E homofobia é crime previsto em lei.

Corrupção x Excelência

     maquiavelSer um gestor público nos dias atuais é sem dúvida um grande desafio, sobretudo porque todas as formas de governo, ao longo da história sempre tiveram certo descrédito por parte do povo em aceitar uma legítima representatividade. Segundo grande maioria dos historiadores e cientistas políticos, esse descrédito dos governantes é fruto da corrupção que, injetada na política, retira do povo o verdadeiro poder da democracia.

      Mas, se essa insatisfação popular pelos governantes é fruto da corrupção então como assegurar o poder da democracia diante deste cenário?   Para o Promotor Cesar Faccioli a Lei 12.846/2013, a chamada Lei Anticorrupção é uma das ferramentas desenvolvidas pelo Brasil em atendimento as manifestações e protestos que ocorreram no ano passado, onde o povo exigia mais severidade no combate a corrupção. “A lei se inspira no modelo norte-americano. Ela deixa de fazer a abordagem apenas pela ponta do funcionário público e trabalha a questão da pessoa jurídica. Até a lei, a lógica da cultura brasileira de combate à corrupção, que tem se mostrado muito ineficiente, tratava a pessoa jurídica como coisa abstrata. E, sendo assim, historicamente, muito pouco ou nada se fazia”, relata o promotor de Justiça.

     Todavia, se o povo já não tolera nepotismo, fraudes, enriquecimentos ilícitios, fichas sujas, fraudes em licitações públicas, desvios de verbas públicas, manipulações econômicas e financeiras, falta de políticas públicas, oligarquias e abuso de poder, então qual seria o modelo ideal de um político que ao mesmo tempo em que represente o povo, consiga governar com equidade?

     Talvez por conta dessa indagação o tratado político de Maquiavel, O Príncipe, publicado no ano de 1532, continua tão atual mesmo após séculos desde a sua primeira edição. De fato, Maquiavel, continua influenciando muitos políticos, embora grande maioria deles não consigam manter o equilíbrio entre “ser amado e ser temido” como então instrui o filósofo para que se possa ser de fato um político que represente os interesses de um povo.