Casal de universitários é encontrado morto em condomínio de São Luís

                                                                                                                                                                                                                             Do G1 MAdhalia_raphael_fb

     Os universitários Dahlia Ferreira, de 22 anos, e o namorado Raphael Carvalho Machado, 26, foram encontrados mortos na manhã desta quinta-feira (27), no condomínio onde moravam juntos no bairro da Cohab, em São Luís, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão.

     O corpo de Dahlia foi achado já em estado de putrefação, envolto em uma rede e dentro de um saco, na lixeira do condomínio, enquanto Raphael foi encontrado enforcado e pendurado em uma corda. A polícia suspeita de que o namorado tenha matado a jovem – que estava desaparecida desde domingo (23) -, e se enforcado hoje.

     Segundo a polícia, um dos vizinhos contou que pediu a chave da lixeira do condomínio para Raphael. Ele respondeu que não sabia onde estava e entrou em casa. O mesmo vizinho teria ido à casa do jovem e chamado por ele. Sem resposta, ele resolveu arrombar a porta, encontrou o corpo e chamou a polícia.

     “Tudo leva a crer que quem matou a Dhalia foi ele, mas a perícia é quem vai dar o veredito. Estamos isolando a área para facilitar o trabalho dos peritos. Ele amarrou uma corda em uma escápula de aproximadamente dois metros de altura, botou no pescoço e arriou”, explicou o investigador da Polícia Interestadual (Polinter) Afrânio, que está no local.

Desaparecimento

     Dahlia estudava jornalismo na Faculdade São Luís e Raphael era aluno de Rádio e TV da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). O perfil dos dois indicavam que ambos estavam “em um relacionamento complicado” um com o outro desde 2009. A última postagem de Dahlia foi feita um dias antes de seu desaparecimento, no sábado (22), onde ela diz: “Sabe quando vc aperta o botão do farejador? Veio à tona hoje…”.

      Segundo a família da jovem, Raphael disse que a Dahlia saiu de casa para ir à praia no início de sábado (22) e não voltou. O pai da jovem chegou a registrar boletim de ocorrência pelo desaparecimento da filha. Amigos do casal dizem que Raphael chorava e se dizia muito abalado pelo sumiço da namorada. Em seu perfil no Facebook, ele fez uma postagem na segunda-feira (24) lamentando o ocorrido:

Minha vida está perdida. Meu objetivo de ser, minha paixão, meu vício, Dahlia Ferreira. Minha pequena está por aí na cidade desde as 7h da manha de ontem e não de ontem e não deu mais notícia. Acordou-me com um beijo, um cheiro gostoso e saiu para a praia. Liberdade que sempre teve e fazemos questão de manter.

Não sei onde procurar por meu sonho. Percorri a cidade, hospitais, delegacias, praias. Meu pensamento quase tocando-a, e ainda assim tão distante. Minha vida está perdida.

Amigos, paixões, confidentes: orem e, ainda mais que isso, tentem falar com outros que a conheçam e possam tê-la visto. É o meu sonho que está perdido por aí. É um pedaço da minha vida que temo não suportar perder.

casalmorte

Curiosos se aglomeram próximo ao local onde corpos foram achados (Foto: Annielle Pimentel)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ultima postagem de Dhalia Ferreira

          Última postagem de Dhalia Ferreira (Foto: Reprodução/Facebook)/

            Foto: reprodução Facebook

 

Imprensa: o quarto poder

     A sociedade ocidental é categoricamente governada por três poderes constituídos: o executivo, legislativo e o judiciário. São esses os poderes que regem a vida de todos os indivíduos, pois é justamente por meio desses poderes que a gestão pública é executada e leis são elaboradas e aplicadas.

      Todavia, existe um poder que, embora não esteja atrelado diretamente a política, é capaz de influenciar as decisões dos indivíduos quando devem se posicionar em atos políticos ou mesmo no que tange a observância das leis. Este quarto poder é o da imprensa. Trata-se de um poder porque não só persuasões, influências e manipulações de informações ocorrem, como também é por meio dele que a sociedade busca um norte quando quer posicionar-se diante dos fatos que a ela interessam. Exatamente por isso que os jornalistas são comumente chamados de formadores de opiniões.

    Imprensa Mas se a imprensa tem tal poder é preciso que exista nele, assim como nos demais, uma diretriz para que persuasão e manipulação não sejam confundidas. O jornalista como formador de opinião, por meio de uma informação, pode tentar persuadir seu leitor, ouvinte ou telespectador de que aquilo é verdade e que precisa ser compartilhado por meio de uma opinião negativa ou positiva. Entretanto quando não existe essa possibilidade corre-se o risco de não persuadir, mas manipular a informação.

     Além disso, aceita-se  que a imprensa seja sensacionalista, pois uma de suas funções é causar sensações, desde que esse sensacionalismo seja produzido dentro da veracidade dos fatos. Assim, a imprensa enquanto quarto poder precisa ser entendida não apenas pelos jornalistas que são os formadores de opiniões, mas pela sociedade como um todo, pois só assim os indivíduos saberão quando estão sendo persuadidos e quando estão sendo manipulados.

Dia internacional da mulher

     Alguns críticos afirmam que nos dias de hoje tem sempre uma data para quase tudo; mães, pais, crianças, de combate a isto e aquilo, além é claro das datas que em si encerram comemorações festivas como Carnaval, São João, Natal, e Reveillon. Todavia, quando se fala no dia internacional da mulher é preciso que exista a real compreensão do porque dessa data existir em nosso calendário.

     Sabe-se que a mulher, encarada enquanto sexo frágil desde os tempos mais remotos da história da humanidade, sempre teve seus direitos civis negados se comparado aos dos homens. Não tinham direito ao voto, manifestarem-se em público, quer por meio de opiniões ou mesmo tendo que vestir-se de forma modéstia e discreta. Não podiam exercer grande parte das profissões e competir com os homens no mercado de trabalho e nem tão pouco tinham leis específicas que lhes amparassem em casos de violência moral ou até mesmo doméstica.

     mulher-sorrindoAlém disso, as poucas mulheres que conseguiam trabalho não recebiam os mesmos direitos trabalhistas e nem tão pouco o mesmo salário que os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho). Entretanto, o movimento foi reprimido com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.  Saiba mais

     Desde então a data foi relembrada no coração, sobretudo, das mulheres, como um marco da vitória dos direitos das mulheres enquanto pessoas civis. Pois, só a partir dessa data que o mundo, até então machista, se conscientizou que as mulheres precisam ser mais valorizadas e que não eram meros receptáculos de reprodução. O grito daquelas mulheres que foram carbonizadas por ousarem reivindicar seus direitos ainda hoje ecoa clamando por respeito, dignidade, justiça e direitos, e é por isso que o dia 08 de março nunca mais foi esquecido no coração das mulheres. E como forma de enaltecer esse dito sexo frágil a ONU no ano de 1975 finalmente oficializou a data como o dia internacional da mulher. Mas, o que jamais pode ser esquecido é que o sacrifício dessas operárias não foi em vão, pois hoje, embora a luta continue, as mulheres têm conseguido conquistar seu próprio espaço quer seja no mercado de trabalho, na política, na educação e em tantos outros direitos constitucionais e humanos.