Guerra no Oriente Médio: etnocentrismo ou política?

     israel_libano_590Tornou-se muito comum nos dias atuais que, quando se fala no Oriente Médio, visualiza-se sempre um ambiente de conflitos, revoltas e guerra. Além disso, lugares considerados sagrados para tantos povos como Jerusalém, por exemplo, contrastam com a paz tão esperada para muitos fiéis. Embora os conflitos entre palestinos e israelenses não seja algo inédito no mundo, ele cada vez mais se torna um fator preocupante para a sociedade mundial porque caso uma guerra seja de fato deflagrada entre esses dois povos muitos outros países farão alianças apoiando seus interesses naquela região, e a história nos ensina que foram tais passos que desencadearam a primeira e a segunda guerra mundial.

    Mas, afinal quem tem direito sobre a Terra Santa tão disputada entre judeus, palestinos e cristãos? Talvez todos tenham direito. Todavia, quando o etnocentrismo, que é o preconceito entre etnias e culturas, é alimentado entre dois povos, conceitos como direitos humanos e relativismo cultural tornam-se insignificantes, porque uma pessoa etnocêntrica julga que sua etnia e cultura são superiores a todas as demais e que por isso mesmo tem o direito de dominá-las. Os próprios judeus foram vítimas disso durante o holocausto perpetrado pelos nazistas durante a segunda guerra mundial, bem como os árabes também foram perseguidos pelos cristãos na época das cruzadas na idade média.

    14244307Então talvez a solução para esta guerra seja a compreensão que o etnocentrismo entre judeus e palestinos é algo que deve ser mitigado não por meio de bombardeios e atentados, mas sim por uma política de paz baseada no relativismo cultural onde não só aspectos religiosos, costumes e tradições possam ser respeitados de forma mútua, como também compartilhados.

    Mas, se o relativismo cultural pode ser uma das soluções para a guerra entre palestinos e judeus, o extremismo religioso existente entre esses dois povos também precisa ser combatido, pois é por meio disso que facções e organizações terroristas como o Hamas, fomentam o ódio e o preconceito, que são os principais pilares que sustentam esta guerra.

     10482143_679256408816060_7106724326957937799_nEntão, não são apenas posses territoriais que devem ser os fatores mais preocupantes sobre os resultados desta guerra e sim o fomento que uma cultura é melhor do que uma outra, pois os erros da humanidade no passado ainda estão sendo cometidos no presente, e isso contribui para que uma paz mundial dificilmente seja alcançada.

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