A extrema pobreza no Maranhão pode ser solucionada

     Bem-vindo-ao-MaranhaoMuitas pessoas no Maranhão ainda vivem abaixo da linha da pobreza, e esse quadro muito tem contribuído para colocar o IDH  do Maranhão como um dos piores de todo o país. De acordo com o Governo Federal pessoas que vivem com rendimentos abaixo de R$ 70,00 vivem em extrema pobreza, uma vez que não possuem as condições mínimas de sobrevivência. São pessoas que, vivendo em tais condições, se sentem excluídas da sociedade porque não possuem acesso aos serviços mais básicos tais como moradia digna, geração de renda, saúde, alimentação e educação.

     Um exemplo disso é o caso de Nilton Pereira, morador do bairro da Ilhinha em São Luís-MA. Natural da cidade de Bacabal, no interior do Estado, Nilton, juntamente com a família,  já migrou por diversas cidades do Maranhão em busca de melhores condições de vida. Analfabeto e sem profissionalização, Nilton apreendeu a desenvolver a arte de produzir pequenas peças de gesso que servem como cofres a fim de comercializar e com isso gerar renda. O pequeno empreendimento, contudo, não é o suficiente para modificar a realidade de Nilton e sua família que vivem embaixo da ponte do São Francisco em um casebre totalmente improvisado e sem infraestrutura alguma como luz elétrica, água encanada e potável, esgoto, coleta de lixo e etc.

     Em entrevista a nossa equipe, Nilton conta-nos que em meio a todas essas diversidades resolveu junto com os irmãos montar essa pequena produção de artesanato para não poderem mendigar  pelas ruas de São Luís. Todavia, talvez por não está inserido em um cenário compatível a essa comercialização e nem tão pouco possuir capital de giro, materiais necessários e equipamentos adequados, Nilton e os irmãos não conseguem lucrar com o pequeno empreendimento, pois não só conseguem vender o suficiente, como também melhorar a produção e cativar uma boa clientela.

     Mas, o que aqui se percebe, mesmo diante de todas essas adversidades é o espírito empreendedor de Nilton e seus irmãos. É a esperança de mudar de vida e tentar achar uma saída para sair da extrema pobreza em que vivem. É a inconformidade de se sentirem excluídos da sociedade e serem conscientes que possuem direito ao acesso às políticas públicas oferecidas a todo e qualquer cidadão brasileiro.

     São, portanto, pessoas como Nilton que necessitam de uma ajuda mais que substancial por parte de projetos na área da Inclusão Produtiva, pois seguindo a linha do objetivo do projeto, Comunidades Produtivas, elaborado pelo IBRAPP, Nilton poderá ter acesso à alfabetização, capacitação como artesão a fim de melhorar a sua produção, assessoramento a fim de melhorar a sua comercialização bem como ver-se lançado na cadeia produtiva do próprio Estado do Maranhão, uma vez que poderá ter seu pequeno empreendimento formalizado.

     Trata-se sem dúvida de um projeto que pode mudar a realidade de muitas pessoas no Maranhão que, como Nilton, vivem em extrema pobreza mas, que ainda assim tentam desenvolver alguma atividade empreendedora. O citado projeto foi elaborado exclusivamente para a realidade do Maranhão e dialoga com a perspectiva do governo atual em alavancar o IDH do Estado. Por conta disso, se faz necessário uma análise da pertinência de sua implantação no Maranhão.

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