Guerra civil na Síria: uma luta por direitos humanos

     21A guerra civil na Síria, conflito que já se arrasta por quase 4 anos, já matou cerca de 200 mil pessoas, gerou mais de 3 milhões de refugiados e 2 milhões de desabrigados. Um número alarmante que tem causado grande preocupação na comunidade internacional por que a cada dia os conflitos só aumentam de proporção causando cada vez mais instabilidade em uma região já conhecida por suas guerras como o Oriente Médio.

     Mas, a situação na Síria que talvez mais provoque alarde na comunidade internacional não é apenas a disputa pelo poder entre Bashar al Assad com seus opositores, e sim a perseguição engendrada contra as minorias como os gays e os cristãos existentes naquele país. Nesta guerra civil não é apenas os sírios que estão sendo atacados, mas os conceitos de liberdade religiosa, expressão e direitos humanos, pois se o regime de Bashar al Assad intitula por meio de um código penal que é ilícito dois homens praticarem conjunção carnal ou “ atos não naturais” isso suscita não apenas a homofobia, mas agride os próprios direitos humanos universais quando atrela tal lei aos cânones da fé islâmica, pois é preciso que exista uma desassociação da religião e do Estado. De fato só em um Estado laico a democracia pode sobrepujar à ditadura. Como é possível que em pleno século XXI pessoas estejam sendo perseguidas, torturadas e executadas apenas porque professam um credo religioso encarado como minoria por uma determinada comunidade?

      Pulitzer-AP-PHOTO-MANU-BRABO_EDIIMA20130416_0187_13Quando ataques são feitos aos direitos humanos, é preciso que se entenda que não se trata de um ataque isolado, pois comunidades globais como os homossexuais e os cristãos sentir-se-ão ameaçados. Quando o direito de protestar, de reivindicar é negado a um povo, subentende-se que um duro golpe está sendo orquestrado contra a democracia. É nesse contexto que o movimento “Primavera Árabe” necessita do apoio das nações ocidentais, pois a luta pelo estabelecimento da democracia e por uma sociedade mais igualitária foi e continua sendo a luta pela qual o ocidente tanto se empenhou.

    Cidades como Raqqa e Idlib na Síria estão sendo dizimadas por milícias, facções terroristas e por represálias do exército sírio, e por conta disso, milhares de refugiados estão procurando abrigos nos países vizinhos e da Europa. E por que fogem? Não fogem apenas por conta dos dissabores causados pela guerra civil, mas por que não se sentem protegidos por uma tríplice perseguição; pela sociedade (delatores rebeldes), grupos terroristas como o Estado Islâmico e o Al-nusra, além do exército oficial sírio, pois todos de comum acordo têm perseguido os homossexuais na Síria, por exemplo. Embora essa perseguição e extermínio esteja sendo cometida em sua maior parte pelos grupos terroristas que, aproveitando-se da ocasião em que a “Primavera Árabe” chegou à Síria, pretendem implementar seus próprios interesses revolucionários no país (  destruir as instituições na Síria para contribuir para a criação de um Estado Islâmico, um Califado totalitário guiado pelo radicalismo Islã). Diante dessa perspectiva faz-se necessário uma intervenção internacional para que não seja perpetrado um verdadeiro genocídio contra os sírios, independente se são homossexuais A boy is treated by doctors and nurses after he sustained minor injuries from an airstrike in the Sha'ar neighborhood of Aleppo, Syria, on Friday, August 24, 2012.Nessa luta pela sobrevivência fugas mal sucedidas têm acontecido a todo instante; embarcações com superlotações naufragadas no mar mediterrâneo, esconderijos em covas, motores de veículos e porões de navios. O que assistimos é a fuga de um povo contra o extermínio, e exatamente por isso não podemos ficar parados apenas assistindo o desenrolar deste brutal conflito. Os refugiados pedem socorro e a assistência nesse sentido precisa ser dada por meio de uma gestão não apenas humanitária, mas também econômica, pois trata-se de pessoas que buscam melhores condições de vida. Esta é uma das grandes preocupações atuais da Organização das Nações Unidas – ONU, pois não basta apenas despejar pessoas em um grande deslocamento para outro país e torná-las miseráveis. Outro ponto preocupante é o caos que a imigração em massa pode causar para a economia de países emergentes.

     É nesse contexto que o Instituto Brasileiro de Políticas Públicas – IBRAPP tem procurado as embaixadas da Síria em Minas Gerais e o Comitê Nacional para os Refugiados – CONARE no Distrito Federal, com o objetivo de criar, junto a esses Órgãos, uma agenda ou plano estratégico a fim de oferecer ajuda a refugiados sírios, sobretudo, aos homossexuais, pois o IBRAPP acredita que, por se tratar de uma minoria seja a parte mais afetada nessa perseguição. Dessa forma, o IBRAPP pretende oferecer abrigo, trabalho e apoio psicossocial a refugiados que queiram escolher o Brasil como exílio.

This citizen journalism image provided by Shaam News Network SNN, taken on Sunday, July 22, 2012, purports to show a fireball in Homs, Syria. (AP Photo/Shaam News Network, SNN)THE ASSOCIATED PRESS IS UNABLE TO INDEPENDENTLY VERIFY THE AUTHENTICITY, CONTENT, LOCATION OR DATE OF THIS CITIZEN JOURNALIST IMAGE

 Essa iniciativa é uma prova que precisamos nos unir nesta luta e salvaguardar direitos elementares como liberdade religiosa, expressão ou orientação sexual. E independente das nossas diferenças ou interesses particulares precisamos entender que, nós enquanto seres humanos, fazemos parte de uma única comunidade, e exatamente por conta disso devemos estabelecer a fraternidade como um bem maior.

     Dessa forma, se a guerra civil na Síria fere os ditames da democracia e dos direitos humanos ela nos vitimiza porque atenta contra os preceitos elementares para se construir uma sociedade mais igualitária. E se somos atacados nesse sentido, precisamos demonstrar apoio e solidariedade ao povo sírio quer seja por meio de acolhimento, proteção, intervenção, retaliação ou simplesmente dizendo que eles não estão sozinhos.

Criminosos armam golpes pelo whatsapp

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Um dos suspeitos reconhecido por uma das vítimas por meio do facebook.

É inegável que o avanço das tecnologias em comunicação têm servido para facilitar muitos processos como envio de mensagens em massa, para públicos específicos ou até mesmo a ideia de virilização de marcas, pautas, opiniões e assuntos diversos que, em questões de segundos podem mobilizar a opinião pública. Exemplo disso é o aplicativo whatsapp. Atualmente bilhões de pessoas utilizam esse mensageiro, haja vista a facilidade de comunicar-se com muitas pessoas a um baixo custo via celular.

enviodewhatsapp06De fato, atualmente não apenas pessoas físicas fazem uso do aplicativo, mas também jurídicas, pois muitas empresas têm adotado o whatsapp como uma ferramenta de trabalho, sobretudo, àquelas que investem em Comunicação como um meio de negócio. Todavia, se por um lado essas tecnologias possibilitam uma melhoria na comunicação, elas também podem representar um risco para os desatentos, pois assim como o aplicativo pode ser usado como ferramenta de negócio em comunicação, ela também pode ser usada por criminosos para armarem ou aplicarem golpes, ou até mesmo arquitetarem crimes.

Em São Luís, por exemplo, recentemente, um sujeito que se autointitula Ricardo Silva, pelos grupos de whtasapp vem aplicando golpes em usuários ao se dizer interessado em amizades e relacionamentos casuais com gays. Após denuncia de pessoas que já foram vítimas do suspeito, Ricardo Silva costuma adicionar usuários do whtasapp, sobretudo o público gay, afirmando que quer conhecer novas pessoas e ter novas experiências o que de acordo com as vítimas acaba gerando persuasão em marcar encontro com o mesmo. De acordo com B.A. (22), que recentemente foi vítima de Ricardo Silva, o criminoso teria marcado um encontro com ele nas imediações da estrada do Bom Jardim/Turu, onde por volta das 20h, Ricardo Silva compareceu em uma moto,e após uma breve conversa com B.A., o teria guiado na moto para uma esquina onde anunciou o assalto, levando celular e carteira/porta cédula da vítima.

assalto-m_o-armadaJá a travesti Luana (25), alega ter sido vítima desse mesmo criminoso, nas mesmas circunstâncias e após tê-lo conhecido via whatsapp. Outras vítimas que não quiseram ser identificadas alegam que Ricardo Silva não age sozinho durante essas operações criminosas, pois muitos afirmam que durante o encontro ele ou comparece com comparsas ou simplesmente arma e simula um assalto para melhor enganar suas vítimas.

O fato é que em sua ultima tentativa de armar essa ação criminosa, Ricardo Silva não contava que já estava visado em alguns grupos onde estava sendo já denunciado pelas suas vítimas, onde uma delas conseguiu salvar uma de suas fotos.

Vale lembrar que este criminoso ainda não foi preso, portanto, fiquem atentos para não só cair nesta armadilha arquitetada via whatsapp, mas também denunciar este criminoso.