Falta de transparência em contratos com associações folclóricas no Maranhão deixam margem para casos de fraudes

Com a aproximação do festejo junino no Maranhão as Secretarias Estaduais e Municipais de Cultura precisam ficar atentas para os diversos casos de fraudes e má uso da aplicação dos recursos que são repassados para as Associações folclóricas que com esse dinheiro alegam está fazendo investimentos em suas produções. Se faz este alerta, não apenas porque trata-se de dinheiro público que está sendo injetado em associações privadas, mas também por que trata-se de contratos contraídos junto a essas secretarias para que se faça belas apresentações de bumba meu boi, quadrilha e demais danças folclóricas , e diga-se de passagem, apresentações de qualidade.

O fato é que a Secretaria Estadual de Cultura e Turismo do Maranhão, assim como a Secretaria Municipal de São Luís, por exemplo, deveria exigir verdadeiras auditorias junto a essas associações para constatar como esse dinheiro está sendo aplicado, pois ao que tudo indica, muito desse dinheiro está indo parar apenas no bolso de presidentes dessas associações. Recentemente o Boi Brilhoso do Sol e Mar foi denunciado sobre esse caso o que comprova a falta de seriedade que tramita quando se estabelece um contrato entre essas secretarias e associações folclóricas.

É evidente que um grupo de Bumba meu Boi requer muitos custos e gastos para que ele faça uma boa apresentação tais como, logística, transporte, orquestra, indumentárias, coreógrafos e etc. E exatamente por conta disso os presidentes desses grupos  sempre recorrem ao poder público para viabilizar essa ajuda de custo para poder manter-se. Então porque não exigir uma prestação de conta desses recursos? Até mesmo os próprios brincantes de muitas desses grupos de bumba meu boi, que são uma parte essencial dessas apresentações, se quer tem noções , por exemplo, qual o valor que essas associações receberam dessas secretarias.  Fica o alerta para que caso essas auditorias não sejam feitas, o caso pode ser sempre denunciado ao Ministério Público, para que tanto as Secretarias  – Estadual e Municipal- de Cultura  como também essas associações prestem conta de todo esse dinheiro.