A Associação Maranhense de Travestis e Transexuais (AMATRA), reuniu sua diretoria  no dia de ontem (14.07) para tomada de decisões no que tange o fortalecimento no combate a transfobia no Estado do Maranhão.Durante a reunião foi levantada questões tais como a promoção de pessoas trans no mercado de trabalho e uma agenda de compromisso com a Secretaria Estadual do Trabalho, parceria com o Ministério Público para vistoriar estabelecimentos comerciais e demais Órgãos Públicos para averiguar se os direitos de pessoas trans estão sendo respeitados. Outro ponto que foi debatido foi a participação da instituição na 16ª Parada LGBT+ de São Luís em parceria com o Grupo Gayvota. Essa parceria, de acordo com a diretoria da AMATRA, pretende implementar inovações ao evento e resgatar seu caráter de mobilização social para as causas LGBT+ no Maranhão.

Ainda de acordo com a assessoria da AMATRA, um de seus desafios atualmente é ampliar sua área de atuação para os municípios  do interior do Maranhão e formatar uma parceria com outras Instituições e órgãos públicos para assim criar uma grande rede  de fortalecimento e proteção aos direitos de pessoas trans. Por conta disso a AMATRA também se fez presente na reunião da Rede LGBT+ promovida pela Secretaria Estadual de Direitos Humanos que aconteceu na ultima sexta-feira dia 12.07 onde reivindicações nas áreas da saúde, segurança pública, educação e mercado de trabalho foram levantadas e discutidas diante de representantes do poder público.

Andressa Sheron, presidente da AMATRA, acredita que a criminalização da transfobia ainda não recebeu a devida publicização no Maranhão e que por conta disso muitas pessoas ainda continuam desrespeitando pessoas trans sem medir consequências. “ Quando uma lei tão importante como essa é reformulada, se faz necessário que exista toda uma campanha que enfatize essa criminalização e como evitar o próprio crime. Mas isto até o presente momento não foi feito no Maranhão”, afirma