Na noite de ontem (15.07), diversas instituições do movimento LGBT+ tais como a AMATRA, Gayvota, Aliança Nacional LGBT+, Empoderart, União Nacional LGBT+, FONATRAS, Conselho Estadual LGBT+ do Maranhão e membros da sociedade civil, se reuniram em São Luís, no Centro de Criatividade Odylo Costa Filho, Praia Grande,  com o objetivo de debater propostas para a Organização da 16ª Semana do Orgulho LGBT+ e da Parada LGBT+ de São Luis.  Durante a reunião foi repensada questões tais como o resgate dos conceitos da Parada LGBT+ enquanto evento de mobilização social, programação, segurança e parcerias. A iniciativa de se criar uma organização democrática envolvendo todos os movimentos LGBT+ foi do grupo Gayvota, responsável pela promoção do evento. Ricardo Lima, presidente do grupo Gayvota, afirma que pretende reconfigurar a organização do evento, sanando assim erros que vinham sendo cometidos nas edições passadas. ” É preciso que se entenda que a Parada LGBT+ é um dos nossos eventos mais expressivos e por conta disso temos que usar esse espaço com mais responsabilidade caso queiramos ser respeitados enquanto movimento social. Então embora seja uma momento de festa e de celebração, e diga-se de passagem temos muito o que comemorar, não podemos jamais esquecer que a Parada LGBT+ deve ser usada também como um ato político e de reivindicação social de direitos”, afirma.

Questões temáticas tais como orientação sexual, identidade de gênero, exclusão social, religião, homofobia, transfobia e família, foram amplamente debatidas, pois um dos objetivos é mostrar durante o desfile da Parada LGBT+ que os conceitos que a sociedade heteronormativa lança sobre a comunidade LGBT+  estão equivocados nesse sentido. A Parada LGBT+ de São Luis está prevista para acontecer no mês de outubro, mas com a data específica a ser definida.

Além dessas reuniões o Grupo Gayvota está atualmente avaliando os questionários que foram lançados ao público para que suas considerações também sejam levadas em conta na organização do evento.