A AMATRA ( Associação Maranhense de Travestis e Transexuais) junto com o Conselho Estadual LGBT+ do Maranhão, se reuniu na noite de ontem 16.07, com a Secretaria Estadual de Trabalho e Economia Solidária do Maranhão ( SETRES) para reivindicar a solução de entraves que impossibilitam o ingresso de pessoas trans no mercado de trabalho no Estado. A diretoria da AMATRA requeriu da SETRES que fosse debatida sugestões que promovessem não apenas o ingresso de pessoas trans no mercado formal de trabalho, mas também que as mesmas possam receber qualificações profissionais. De acordo com a Assessoria de Imprensa da AMATRA, o mercado de trabalho formal ainda é extremamente excludente para pessoas trans e nesse contexto, ainda de acordo com a AMATRA,  existem dois grandes entraves; primeiro o próprio preconceito, e segundo a falta de qualificação por parte dessa população haja vista grande parte das pessoas trans se evadirem das escolas de forma muito precoce devido ao ambiente hostil desses espaços  em relação às pessoas trans, e isso acaba não só lhes prejudicando a formação escolar, mas também a qualificação profissional. Com o objetivo de sanar esse problema uma série de medidas foram acordadas entre a SETRES e a AMATRA tais como :  Criação de uma Campanha para sensibilização do setor empresarial para a promoção de pessoas trans no mercado de trabalho; seminário para criação de protocolo que viabilize o acesso de pessoas trans no mercado de trabalho; criação do projeto Salão Escola para o fomento do empreendedorismo e formação de cooperativas; criação de quotas para pessoas trans nos cadastros de emprego e capacitação profissional promovidos pelo SINE. 

Representantes da AMATRA posam ao lado dos secretários, Jowberth Alves e Genilson Alves

De acordo com o secretário de trabalho e economia solidária do Maranhão, Jowberth Alves, a população trans do Maranhão vem sendo alvo de descaso aos longo dos anos e salienta que garantir emprego para toda e qualquer pessoa trans no Maranhão é humanamente impossível, mas que com essas medidas o Estado pode dar um significativo avanço no que diz respeito a mudança desse cenário.  Ainda de acordo com o Secretário o papel de mobilização social como o da AMATRA é de grande importância porque é por meio dessa atuação que o poder público se sente provocado a tomar providências. e que as causas da população trans devem ser analisadas com cuidado.  ” Precisamos nos articular junto com o Ministério do Trabalho para a garantia de quotas para pessoas trans, por exemplo, no quadro de funcionários de empresas. Além disso precisamos estabelecer nossas próprias políticas nesse sentido quando contratamos empresas terceirizadas”, afirma.

A reunião entre a AMATRA  e a SETRES  resultou em uma agenda de compromissos que passarão a ser fiscalizados pelo Conselho Estadual LGBT+ e que deverão ser executados já nos próximos meses.