No ultimo fim de semana, a cidade de São Luís sofreu uma grande ameaça no que diz respeito a disseminação do coronavírus,  pois uma grande aglomeração havia se formado na praia da Ponta d’Areia, na região conhecida como Península, bairro nobre da capital. O flagrante acabou gerando uma polêmica ainda maior, pois de acordo com alguns empresários,moradores e proprietários de estabelecimentos comerciais na área,  para se evitar que esse tipo de inicidente volte a acontecer, se faz necessário uma politica severa de segregação social para que impeça que pessoas menos favorecidas ou que não sejam moradoras do local, deixem de transitar pela Península da Ponta d’Areia.

É evidente que aglomerações precisam ser evitadas, pois a pandemina do coronavírus ainda não foi vencida. Todavia, impedir que pessoas que não sejam moradoras, não possam frequentar o local,  é completamente inconstitucional. Talvez por conta disso, um desses empresários que possui um quiosque de venda de bebidas e comida ali, pela orla marítima, tenha ordenado aos seus garçons para que não atendessem pessoas “que não se enquadrassem nos padrões burgueses dos moradores da região”. O caso repercurtiu nas redes sociais, chamando a atenção até mesmo de jornalistas e blogueiros de outras regiões do país, querendo entender que posiconamento as autoridades competentes irão tomar para não só impedir aglomerações na região, bem como a devida punição para esses estabelecimentos comerciais que estão promovendo essa segregação social de seus clientes. De acordo com a promotora de defesa do consumidor, Lídia Cavalcante, os proprietários desses estabelecimentos comerciais, caso promovam essa segregação, podem responder criminalmente por ferirem o código do consumidor, além de poderem também responderem a outros processos ligados ao crime de discriminação.

Ondas de protesto tem se espallhado por todas as comunidades de São Luís, e como forma de protesto muitos estão se organizando em verdadeiras caravanas para excursionarem pela Península da Ponta d’Areia, o que é extremamente preocupante quando se trata de se evitar aglomerações por conta da pandemia do coronavírus. Embora o Estado do Maranhão, seja um dos Estados onde a pandemia teve menos força, devido as políticas de contenção adotadas pelo Governo Flávio Dino, se faz necessário fazer um apelo à população para acreditar uma vez mais nas autoridades e esperar que quem promover ou pregar uma apologia de segregação social, será punido com os rigores da lei.