A exclusão dos transgêneros do mercado de trabalho no Brasil

     IMG-20150509-WA0006 Quando se fala em competitividade no mercado de trabalho, travestis e transexuais ainda estão muito aquém dessa possibilidade. Segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA/ 2015), cerca de 90% estão se prostituindo para poder obter os recursos mais básicos de sobrevivência. É um fato preocupante, porque mostra o quanto travestis e transexuais são discriminados no mercado de trabalho. Além disso, por conta do preconceito, muitos acabam marginalizados o que contribui para a disseminação da transfobia, uma vez que se tem a tendência de encarar os transgêneros, como “transgressores” dos tabus sociais. É quase como se existisse uma convenção social para a exclusão de travestis e transexuais do mercado de trabalho, pois é raro ver transexuais cotadas em profissões de alto escalão. Talvez, por conta disso a maioria recorre à prostituição e até mesmo ao próprio mundo do crime, pois na luta por seus direitos percebe-se que as pessoas trans, pouco apoio possuem, e essa segregação acaba gerando conflitos sociais. É preciso que se entenda que a exclusão social sofrida por travestis e transexuais é uma questão estrutural e que tem base na formação cultural e educacional da sociedade brasileira.

     De fato, a identidade de gênero começa na infância, e a pessoa acometida por esse transtorno necessita de um apoio psicossocial não só para que entenda a si próprio e se estabeleça a valorização da identidade diante dos demais. Infelizmente o que se percebe, é justamente o contrário, a pessoa trans no Brasil, ver-se acuada desde à infância a esconder sua identidade, sofre bullying na escola, no seio familiar sofre constantes repreensões ou mesmo atos de violência, e quando por fim chega à fase adulta, percebe que precisará enfrentar a própria sociedade e suas regras estabelecidas. A sociedade ver nisso uma transgressão e a punição é justamente a exclusão social.

     Percebe-se, portanto, que o Brasil não apenas necessita de políticas públicas específicas que garantam os direitos de pessoas trans, como também faz-se necessário uma reforma no sistema educacional para que se estabeleça novos conceitos sobre a identidade de gênero, pois a própria palavra preconceito já pré-define que é um grande erro conceber conceitos antecipados de pessoas apenas por pertencerem a uma identidade de gênero diversa. Então se a inserção de travestis e transexuais no mercado de trabalho é uma problemática que vai muito além da quebra de preconceitos, qual seria a solução para reverter-se esse quadro? Umas das soluções encontradas pela Prefeitura Municipal de São Paulo por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, foi o Programa Transcidadania.

     O projeto tem por objetivo a reintegração social e a reinserção das travestis e transexuais no mercado de trabalho por meio da capacitação através de cursos profissionalizantes, além da própria conclusão do ensino fundamental ( Educação de Jovens e Adultos – EJA) e do incentivo de uma bolsa no valor de R$ 840,00. A pergunta é: as transexuais e travestis mesmo capacitadas e gabaritadas são aceitas pelas empresas? Embora, seja um fato que a evasão escolar é um grande problema na vida de pessoas trans, essa certamente ainda não é a melhor solução para incluí-las no mercado de trabalho. De acordo com a ativista Daniela Andrade, ativista transexual do Fórum da Juventude LGBT Paulista, e formada em Análise de sistemas a discriminação da identidade de gênero nas empresas se dá por conta do machismo. “Empresas dominadas por homens geralmente se incomodam com a presença de uma mulher trans.

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     Gera-se uma cultura organizacional de ter medo de se aproximar, de falar um oi, de chamar para almoçar, de dar tchau, de se relacionar profissionalmente. É visível o desconforto ao saberem que vão trabalhar e, de repente, ter o mesmo salário ou um salário menor que uma mulher trans”, afirma. É importante ressaltar que a capacitação profissional é de vital importância nesse processo de inclusão, mas não se pode descartar que todo profissional independente da área não é e nunca será autossuficiente, e talvez seja nessas horas que a cultura organizacional de uma determinada empresa possa ser melhor definida abrindo vagas não exclusivas, mas inclusivas para pessoas trans, pois a valorização do trabalho não está em quem o executa, mas o que se executa.

     4233330É justamente essa diferenciação que precisa ser implementada na cultura organizacional de grande maioria das empresas brasileiras, e nisso concentra-se incentivos que vão desde à ética profissional até ações pontuais que demonstrem que as relações interpessoais no ambiente de trabalho podem co-existir apesar da diversidade da identidade de gêneros. É nesse contexto que organizações como o Instituto Brasileiro de Políticas Públicas – IBRAPP, incentiva a participação não só de pessoas trans em seu quadro funcional de colaboradores, como também procura estabelecer em seu próprio código de ética o respeito à dignidade de todo e qualquer profissional independente da orientação sexual ou identidade de gênero.

     De acordo com o IBRAPP, o Brasil ainda é um país carente de educação em muitos aspectos, e um deles está justamente na questão da aceitação da diversidade sexual, por que isso não é ensinado nas escolas, e o aprendizado sobre isso sempre se dá de forma nociva. Outro ponto destacado pelo IBRAPP, é que grande maioria dos empresários não está preocupada com questões sociais e se eximem de poder ser co-participativos na solução de problemas sociais.

     Talvez o maior mal nessa segregação dos transgêneros seja a negação de direitos humanos em ter acesso ao mercado de trabalho bem como poder estudar, capacitar-se e exigir respeito à sua identidade. Por conta disso, se faz necessário também a criação de uma agenda de debates públicos e de movimentos sociais que defendam estas causas, como, por exemplo, o seminário promovido pelo IBRAPP em parceria com a Secretaria da Mulher no Estado do Maranhão, onde criou-se a partir de então processos que ainda estão em construção tais como a possibilidade de pessoas trans serem chamadas e identificadas por meio de seu nome social, banheiros exclusivos, programas e campanhas de combate às DST e emprego e geração de renda visando a redução da prostituição desse segmento.

     IMG-20151017-WA0052Mas, tais ações, movimentos ou iniciativas se isoladas acabam perdendo a força em mobilizar a sociedade para que a situação das travestis e transexuais possa melhorar. O ideal é que esse conjunto aconteça em uníssono com as mídias e indústria cultural porque possuem a vantagem de incentivar as massas e pautar o debate público. Além disso, se se trata de políticas públicas para um determinado segmento da sociedade encarado como minoria, isso significa que o poder público também deve intervir por meio de projetos sociais que defendam essas pessoas, quer seja reestruturando a forma educacional hoje estabelecida na sociedade brasileira ou executando ações que minimizem a vitimização dos transgêneros .

     Pois, embora ainda sejamos considerados um país de terceiro mundo, podemos mostrar que somos capazes de superar agravantes como esses, e demonstrar que não é excluindo pessoas que se constrói um país de todos. Exemplo disso foram os seminários realizados pelo Instituto no ano de 2010 em parceria com a Secretaria de Estado da Mulher – SEMU, onde formou-se uma agenda de debates e propostas acerca da inclusão social dos travestis que vivem em situação de vulnerabilidade social. Essa agenda, que ainda está em processo de consolidação, contempla a possibilidade de troca de nomes judicialmente, programas e campanhas de combate às DST’s, emprego e geração de renda visando a redução da prostituição desse segmento. Já para as comunidades quilombolas, que vivem quase reclusas da sociedade, o Instituto visa gerenciar projetos que as possibilite ter maior acesso e participação nas áreas da saúde, geração de renda, educação e cultura.

O IBRAPP lança proposta de Núcleo de Atendimento Psicossocial para Policiais

ABr07092013PZB_2996     Zelar pela segurança pública requer uma força policial qualificada não apenas no quantitativo de policiais, mas também no aprimoramento das condições em que esses policiais trabalham, pois é justamente no aprimoramento dessas condições que a segurança pública pode tornar-se eficaz.

     Uma das formas de se atingir isso, de acordo com a coordenadora de projetos do IBRAPP, Lílian Pantoja, é garantir um serviço especializado de apoio psicológico aos policiais que, diante da rotina de trabalho, sofrem cargas de tensões e estresse. ”O trabalho de um policial torna-se estressante à medida que deve combater o crime, pois o mesmo ver-se no papel de herói/agressor quando, por exemplo, deve vigiar e punir os atores da sociedade. Além disso, a própria natureza das atividades profissionais desses policiais interferem de forma significativa na saúde mental dos mesmos, causando um desequilíbrio na situação de herói/agressor em que constantemente os policias se deparam. É preciso que os policias  tenham não apenas um apoio psicológico, mas também um acompanhamento especializado que garanta a redução desse estresse e consequentemente a depressão”, afirma.

DSCF3841Contudo, ainda de acordo com a coordenadora, essa especialização precisa ser estruturada por meio da contratação de psicólogos que atendam especificamente os interesses do bem público, uma vez que o policial pode ser encarado como um servidor público. Segundo o policial Emílio Pinheiro (32), policial militar do Estado do Maranhão, esse tipo de trabalho seria de significativa importância para garantir o equilíbrio mental dos policiais ao serem cobrados como zeladores da segurança pública. “Somos cobrados constantemente por zelar pela segurança dos cidadãos, e por conta disso muitas vezes nosso trabalho nem sempre é bem visto pela sociedade quando devemos exercê-la com rigor”. Em contrapartida sofremos pressão por parte da corporação para manter a ordem pública, e por isso nos deparamos constantemente em situações que nos causa pequenos distúrbios psicológicos. Uma avaliação e acompanhamento desse quadro seria importante para exercemos nossa profissão”, afirma.

Cerimônia de Assinatura.

Cerimônia de Assinatura.

O objetivo do IBRAPP é justamente a criação de um Núcleo de Atendimento Psicossocial para as corporações; civil, militar, federal e rodoviária, com a finalidade de realizar acompanhamento de saúde preventiva aos policias por meio de avaliações psicológicas semanais ou mensais, intervenções por intermédio de oficinas, seminários e grupos operativos, promoção de espaços de reflexão sobre o trabalho e sua implicação, palestras, intervenções de “escuta” para superação de dificuldades, dentre outros.

O IBRAPP acredita que a execução desse tipo de serviço pode otimizar de forma significativa a atuação dos policiais, pois pode minimizar os problemas adquiridos durante o exercício das atividades, uma vez que muitos policiais se afastam do trabalho por licença concedida por profissionais da área psiquiatria, onerando assim o desenvolvimento dos trabalhos de toda a corporação.

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O IBRAPP participa da IX Semana Estadual de Proteção e Preservação das Águas Doces

Caema-IBRAPPFoi realizada ontem (18.03) pela Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (CAEMA) a abertura da IX Semana Estadual de Proteção e Preservação das Águas Doces. Durante o evento o presidente da CAEMA, David Telles fez o lançamento do Programa de Combate a Perda de Água, um conjunto de ações que deverão ser implementadas pela CAEMA ainda este ano, como hidrometização/fiscalização, recadastramento e instalação de sistemas que contribuam para diminuir o déficit da Companhia no que tange a perda de água. O evento contou com a presença de outras instituições parceiras, entre elas o IBRAPP que também está promovendo a Campanha de Conscientização “Sou o Guardião da Água” em prol do uso racional da água doce, bem como de preservação dos mananciais como forma de se evitar a crise global da falta de água.

Mascote-IBRAPPComo grade da programação da IX Semana Estadual de Proteção e Preservação das Águas Doces todas as entidades parceiras nesta mobilização darão no dia 20.03 (sexta-feira) um abraço simbólico na reserva do Batatã, um dos principais reservatórios de abastecimento de água da cidade de São Luís. O objetivo de conscientizar a sociedade sobre as questões voltadas para o controle, educação e preservação dos aquíferos superficiais e subterrâneos do Maranhão.

Crise da Água pode tomar dimensões globais

Mascote-IBRAPPNo dia 22 de março comemora-se o dia mundial da água. Uma importante data em que se pretende lança a conscientização do uso racional da água, uma vez que trata-se de um recurso natural não renovável. De acordo com as últimas pesquisas do Fórum Econômico Mundial ( 2014), onde cerca de 900 especialistas alertaram que o planeta vai entrar em crise por conta da falta de água potável. Ainda de acordo com a pesquisa a crise pode ser agravada pelo uso indevido e irracional dos reservatórios de água doce, bem como da poluição dos rios, lagos e contaminação do solo resultando na contaminação dos lençóis freáticos.

Essa é uma preocupação que tem tomado o debate público nos últimos dias, pois foi constatada que o alarde não se trata apenas de especulação uma vez que muitas grandes cidades do Brasil, como São Paulo e Rio de Janeiro já estão enfrentando a crise da falta de água. É importante lembrar que, para superar essa crise, não bastam apenas ações políticas de preservação ambiental, ainda que a poluição seja um dos grandes agentes que contribuem para a perda de nascentes. Foi constatado também que, de acordo com a Companhia de Água e Esgoto do Maranhão, o desperdício e o uso indevido da água, também têm contribuído para a diminuição do nível das reservas de tratamento de água para consumo.

aguas_3Embora o planeta terra seja constituído de 70% de água, apenas 2,5% dessa água é doce, e desse total só 0,08% estão acessíveis para o consumo do ser humano. Diante desse quadro, é importante frisar que a água não é um recurso de fonte ilimitada e renovável, exatamente por isso, se faz pertinente o uso de campanhas educativas para o uso racional durante o consumo de água.    É dessa forma que muitas instituições e empresas estão aderindo a esta campanha global, como forma de incentivar a população a tomar parte de ações preventivas no desperdício da água, bem como sensibilizar as indústrias e setor agrícola no que tange a poluição dos mananciais e rios, pois a água doce é de grande importância para a manutenção da vida no planeta terra e não pode ser encarada apenas como um produto.

amazonia_seca_2005_lago_cidade_de_manaquiriÉ nesse contexto que o IBRAPP lança a campanha “Sou o guardião da água”. Uma ação social que visa sensibilizar as pessoas tornando-as mais conscientes sobre o desperdício da água. A ideia é que as pessoas compartilhem nas redes sociais o selo e slogan da campanha se autodeclarando como um guardião das fontes e reservatórios hídricos ao fazerem uso racional da água, além de poderem tomar parte ativa de fóruns, debates, ações sociais dentre outros que certamente estarão ocorrendo por todo o país.

Seja você também um guardião da água, compartilhe o nosso selo nas redes sociais, escolas, universidades, empresas, órgãos públicos e etc, e siga algumas instruções:

Dicas de economia de água: Feche bem as torneiras, regule a descarga do banheiro, tome banhos curtos, não gaste água lavando carro ou calçadas, reutilize a água para diversas atividades, não jogue lixo em rios e lagos, respeite as regiões de mananciais.

Dicas para ajudar a diminuir a poluição das águas: não jogar lixos em rios, praias, lagos, etc. Não descartar óleo de fritura na rede de esgoto. Não utilizar agrotóxicos e defensivos agrícolas em áreas próximas à fontes de água. Não lançar esgoto doméstico em córregos. Não jogar produtos químicos, combustíveis ou detergentes nas águas.

A extrema pobreza no Maranhão pode ser solucionada

     Bem-vindo-ao-MaranhaoMuitas pessoas no Maranhão ainda vivem abaixo da linha da pobreza, e esse quadro muito tem contribuído para colocar o IDH  do Maranhão como um dos piores de todo o país. De acordo com o Governo Federal pessoas que vivem com rendimentos abaixo de R$ 70,00 vivem em extrema pobreza, uma vez que não possuem as condições mínimas de sobrevivência. São pessoas que, vivendo em tais condições, se sentem excluídas da sociedade porque não possuem acesso aos serviços mais básicos tais como moradia digna, geração de renda, saúde, alimentação e educação.

     Um exemplo disso é o caso de Nilton Pereira, morador do bairro da Ilhinha em São Luís-MA. Natural da cidade de Bacabal, no interior do Estado, Nilton, juntamente com a família,  já migrou por diversas cidades do Maranhão em busca de melhores condições de vida. Analfabeto e sem profissionalização, Nilton apreendeu a desenvolver a arte de produzir pequenas peças de gesso que servem como cofres a fim de comercializar e com isso gerar renda. O pequeno empreendimento, contudo, não é o suficiente para modificar a realidade de Nilton e sua família que vivem embaixo da ponte do São Francisco em um casebre totalmente improvisado e sem infraestrutura alguma como luz elétrica, água encanada e potável, esgoto, coleta de lixo e etc.

     Em entrevista a nossa equipe, Nilton conta-nos que em meio a todas essas diversidades resolveu junto com os irmãos montar essa pequena produção de artesanato para não poderem mendigar  pelas ruas de São Luís. Todavia, talvez por não está inserido em um cenário compatível a essa comercialização e nem tão pouco possuir capital de giro, materiais necessários e equipamentos adequados, Nilton e os irmãos não conseguem lucrar com o pequeno empreendimento, pois não só conseguem vender o suficiente, como também melhorar a produção e cativar uma boa clientela.

     Mas, o que aqui se percebe, mesmo diante de todas essas adversidades é o espírito empreendedor de Nilton e seus irmãos. É a esperança de mudar de vida e tentar achar uma saída para sair da extrema pobreza em que vivem. É a inconformidade de se sentirem excluídos da sociedade e serem conscientes que possuem direito ao acesso às políticas públicas oferecidas a todo e qualquer cidadão brasileiro.

     São, portanto, pessoas como Nilton que necessitam de uma ajuda mais que substancial por parte de projetos na área da Inclusão Produtiva, pois seguindo a linha do objetivo do projeto, Comunidades Produtivas, elaborado pelo IBRAPP, Nilton poderá ter acesso à alfabetização, capacitação como artesão a fim de melhorar a sua produção, assessoramento a fim de melhorar a sua comercialização bem como ver-se lançado na cadeia produtiva do próprio Estado do Maranhão, uma vez que poderá ter seu pequeno empreendimento formalizado.

     Trata-se sem dúvida de um projeto que pode mudar a realidade de muitas pessoas no Maranhão que, como Nilton, vivem em extrema pobreza mas, que ainda assim tentam desenvolver alguma atividade empreendedora. O citado projeto foi elaborado exclusivamente para a realidade do Maranhão e dialoga com a perspectiva do governo atual em alavancar o IDH do Estado. Por conta disso, se faz necessário uma análise da pertinência de sua implantação no Maranhão.

Porque o Maranhão precisa de um projeto de Inclusão Produtiva

JP23383_124422_AA mensuração do índice de desenvolvimento humano é feito de acordo com o PNUD( Programa das Nações Unidas para levantamento de dados sobre o IDH)  por meio de 3 médias : qualidade de vida ( saúde), renda e educação. Nesse contexto o Maranhão ainda é um dos estados brasileiros com o menor índice de desenvolvimento humano, pois dos 150 municípios mais pobres do Brasil, 30 se encontram no Maranhão. E para tentar reverter esse quadro o governo de Flavio Dino, criou o comitê Mais IDH formado pelas Secretarias Estaduais de Desenvolvimento Social, Saúde, Desenvolvimento Urbano das Cidades, Educação e Agricultura, além da CAEMA. No dia 26 de janeiro, o Governador reunido com prefeitos e representantes sindicalistas lançou o plano de ação para alavancar o IDHM (índice de desenvolvimento humanos municipal)  dos 30 municípios mais pobres do Estado.

     Durante o evento foi lançado propostas e planos de ações na área da saúde, educação, desenvolvimento social, agricultura familiar e articulação com as prefeituras.  Todavia, se para mensurar-se o IDH de um determinado Estado ou município deve-se levar em conta os quesitos; saúde, renda e educação, é preciso forcar-se naquele que menos tem crescido nos últimos anos caso se queira alavancá-lo. E de acordo com as estatísticas do IBGE, a geração de renda no Maranhão, por exemplo, foi o quesito que menos cresceu nos últimos dez anos, e isso sem dúvida tem contribuído para colocar o IDH  do Estado como os dos piores do Brasil.

     Diante disso é preciso levar-se em conta que o Maranhão precisa justamente melhorar sua geração de renda. E como se faz tal mudança? Segundo o IBRAPP, a alternativa poderia ser a implantação de projetos na área da inclusão produtiva, como o projeto Comunidades Produtivas – Empreendendo Sonhos. Na prática o projeto visa promover a emancipação econômica de pessoas empreendimentos familiares, individuais, coletivos. Possibilitando a assessoria direta aos empreendedores melhorando sua produção e comercialização. Além de promover cursos de alfabetização e capacitação técnica dentro das cadeias produtivas. Integrando-os às cadeias e ao fortalecimento da atuação em rede.        Contudo, se a implantação de um projeto dessa envergadura se faz necessário para potencializar as riquezas naturais do Maranhão uma vez que, ainda de acordo com o IBRAPP, o projeto pode abrangerá as cadeias produtivas na área do artesanato, piscicultura, hortigranjeiro, alimentação,  agricultura e etc, é preciso que a gestão pública estadual invista e acredite em tais projetos, pois embora por si só, não possa reverter o quadro em que o Maranhão se encontra no quesito desenvolvimento humano, pode ainda assim contribuir de forma significativa para que a geração de renda volte a crescer no Estado.

Ondas de ataque terroristas a ônibus em São Luis comprovam que a segurança pública na cidade está em colapso.

20141001_114352      Nestes últimos dias os moradores da cidade de São Luís-MA,  vem presenciando uma onda de ataques a ônibus coletivos que tem causado o pânico geral da população ludovicense. De acordo com a polícia militar, esses ataques tem sido deflagrados por parte da guerra de facções criminosas ( PCM e Bond dos 40) por disputa de território no tráfico de drogas.  Outras fontes sigilosas afirmam que essa onda de ataques a ônibus coletivos na cidade de São Luís,  é uma forma de retaliação dos líderes dessas facções que se encontram presos na Casa de Detenção de Pedrinhas e muitos destes estarem sendo transferidos para presídios federais em outros estados como forma de coibir a ação criminosa dessas fações no estado do Maranhão.

20141001_114433      O fato é que a população de São Luís encontra-se aterrorizada diante dessa situação em que a toda hora ônibus são incendiados, pessoas são assaltadas, feridas e até mesmo assassinadas, como foi o caso registrado no ultimo domingo ( 28.09)  em que alguns elementos invadiram um bar na Vila Janaína e deram ordem de evacuação exceto de um grupo de rapazes que ficaram detidos nas mãos dos meliantes e que logo em seguida foram alvejados com tiros na cabeça. De acordo com testemunhas, o massacre foi perpetrado como forma de aterrorizar ainda mais a cidade de São Luís, pois um dos criminosos teria gritado que esse ato era um desafio as forças policiais do Maranhão.

20141001_114414      Diante dessa situação os ludovicenses  não só encontram-se aterrorizados, mas também sem sua liberdade de ir e vir, pois sem segurança, as empresas de ônibus já decretaram recolhimento das linhas de transporte.   A força Nacional encontra-se no Estado, desde o início deste ano quando então, foi convocada para conter as incessantes rebeliões e casos de  fugas  no presídio de Pedrinhas, mas ainda assim a situação no que tange a segurança pública do Maranhão é crítica, pois embora a polícia militar tenha efetivado inúmeras prisões dos autores desses crimes, a onda de violência  na cidade de São Luís só tem crescido o que prova que se faz necessário uma intervenção talvez das forças armadas uma vez que se trata de uma guerra em que  a população de São Luís encontra-se na posição de refém.

Crianças soropositivas participarão de ação social no Maranhão

Ciranda-dos-sonhos     A situação de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade é algo que requer um cuidado todo especial porque é na fase da infância e adolescência que as personalidades de uma pessoa são forjadas e traumas podem ocorrer tão facilmente.

     É por isso que crianças em situação de rua, vítimas de abuso sexual ou mesmo quando são submetidas ao trabalho escravo tem tendência a se tornarem adultos problemáticos ou até mesmo criminosos e delinquentes.

     Logo, se isso vem a ser fruto de uma infância perdida ou de uma adolescência envolta em situação de vulnerabilidade, é preciso que existam formas de se tentar resgatar essas crianças e adolescentes dessa situação.

     É visando isso que o Instituto Brasileiro de Políticas Públicas – IBRAPP realizou uma parceria com a Casa Sonho de Criança, uma entidade que luta pelo amparo e direitos de crianças soropositivas no Estado do Maranhão.

     O IBRAPP entende que, essas crianças além de toda a assistência nas áreas jurídica, nutricional, financeira e psicológica, precisam ter momentos lúdicos e de lazer assim como toda criança, sobretudo porque as crianças assistidas pela Casa Sonho de Criança, conscientes da sua condição de portadoras do vírus HIV, necessitam se sentirem iguais.

     Por isso o objetivo da parceria é justamente proporcionar a essas crianças tais momentos por meio de oficinas de leituras dinâmicas e interativas, música, teatro, dança, pintura, artes gráficas, inclusão digital e passeios turísticos pela cidade de São Luís.

     As oficinas fazem parte da Ação Social “Ciranda dos Sonhos”, realizada pelo IBRAPP e serão ministradas por uma equipe de colaboradores do IBRAPP que, de forma voluntária, se predispuseram a contribuir para que essas crianças já não se sintam tão vulneráveis e assim como as outras crianças possam sorrir.

     A ação social terá início no dia 26 de abril e segue em sábados alternados até o dia 28 de junho.