A lenda do Bumba-meu-boi

     O folclore maranhense, um dos mais expressivos do Brasil, está quase que intrinsecado na vida dos maranhenses, que sempre têm um modo peculiar de explicarem alguns fatos, mistérios e fenômenos da natureza. Talvez por isso, o Maranhão tenha muitas lendas e que buscam sempre explicar a origem de alguns dos mais  misteriosos fatos e que ao longo do tempo se perpetuaram. É assim, por exemplo que, segundo reza a lenda, a praia do olho d’água, uma das mais belas de São Luís, originou-se das lágrimas de uma india enamorada por um português e que foi raptado por Iemanjá. De fato, nessa praia existem 3 pequenos riachos que correm para o mar e que muitos acreditam serem as lágrimas da india que morreu de desgosto e de tanto chorar ali naquele lugar. E quando você pergunta, por exemplo, por que embaixo do centro histórico de São Luís existem galerias subterrâneas, muitos irão dizer que foi uma serpente gigantesca que as cavou e que ano após ano cresce adormecida, e que caso esta venha despertar, poderá afundar a ilha de São Luís.

     Talvez estas lendas à primeira vista possam parecer absurdas, mas uma delas, a do bumba-meu-boi, possa ter algum fundo de verdade. Reza a lenda ou história, que um casal de escravos chamados Francisco e Catirina viviam em uma bela fazenda, onde trabalhavam para o seu Senhor. Ele capataz, e ela cozinheira.

     O casal de escravos, apesar da dura vida de escravidão, eram bem tratados pelo seu Senhor e na vida modéstia que levavam acalentavam o sonho de terem um filho. De fato, passado algum tempo Catirina engravidou, e Francisco, cheio de felicidade, era todo cheio de cuidados e atenção para com a mulher, até que esta começou a sentir fortes e estranhos desejos. Uma ora ela desejava comer pombos fritos, outra hora queria comer as vísceras de uma galinha ou ovos desta que ainda se encontravam em fase de germinação. Tudo isso na calada da noite, e Francisco corria atrás de satisfazer os desejos da mulher, uma vez que esta, sempre entre lágrimas, implorava que ele realizasse seu desejo.

     Com o tempo, os desejos de Catirina tornaram-se cada vez mais veementes e difíceis de satisfazer, até que certo dia ela desejou comer a lingua do boi de estimação de seu senhor. Francisco então se desesperou, por que não tinha coragem de matar o  novilho mais precioso de toda a fazenda. Contudo, dia após dia, Catirina chorou, amargurou-se até que começou a dá sinais de que adoecia,  tal era seu desejo. Francisco então, temendo que a mulher piorasse ou mesmo que algo de muito ruim acontecesse ao seu filho, cedeu.

     Assim, certa madrugada, roubou o novilho de estimação de seu senhor. Logo depois, cortou-lhe a língua e a oferceu a sua mulher. Esta cheia de felicidade e cheia de avidez foi  cozinhar uma parte e fritar a outra, e saciando tão ardente desejo  devorou a iguaria em um piscar de olhos.

           Mas enquanto Catirina saciava seu desejo, Francisco tratava de esconder o cadáver do novinho, pois sabia que seriam duramente castigados por terem cometido tamanho delito.

     Assim, na manhã seguinte o fazendeiro, que todo os dias corria para ir ver seu novilho predileto, ao sentir falta deste e após perambular por toda a fazenda, resolveu chamar Francisco. Perguntou, gritou e exasperou-se dizendo que exigia que Francisco desse conta de onde estava seu novilho de estimação, pois este era o respónsável por ele. Por fim o ameaçou de que caso seu novilho não fosse encontrado, Francisco iria parar no pelourinho, onde iria sofrer duros castigos pelos quais iria se lembrar pelo resto de sua vida.

     Francisco então desesperado correu para junto de Catirina, e após contar-lhe o que havia se passado, ambos resolveram fugir da fazenda. E como não tinham a quem recorrer para pedirem ajuda, foram se refugiar em uma tribo de indios que viviam ali perto.

     O fazendeiro ao se inteirar disso, enfureceu-se pois diante disso constatava que Francisco havia roubado seu novilho. Assim, deliberou junto com seus vaqueiros mais valentes irem no encalço de Francisco e Catirina.

   O casal de escravos entre lágrimas, e totalmente desesperados junto dos indíos, sabiam que ali iria acontecer uma veradeira batalha, caso o novilho não fosse encontrado e devolvido ao fazendeiro. Mas como fazê-lo, uma vez que o boi estava morto?

     Catirina então, sentindo-se culpada por ter desejado comer a língua justamente do boi de estimação de seu senhor, foi pedi ajuda ao Pajé da tribo ,e  após contar-lhe o que havia acontecido, o sábio feiticeiro,  consultou seus oráculos, e mandou que Francisco fosse buscar o cadáver do novilho.

     Francisco sem pestanejar o obedeceu. Enquanto isso, o cacique da tribo, a fim de ganhar um pouco de tempo, enviou algumas formosas indias para irem ao encontro dos vaqueiros que caçavam o casal de escravos.  Os vaqueiros ao  avistarem tão belas mulheres, ficaram deslumbrados e logo confabularam que bem poderiam gozar de alguns momentos de prazer e felicidade junto daquelas mulheres. E assim fizeram.

    Nesse meio tempo Francisco chegava com o cadáver do novilho junto do Pajé, que nesse ínterim havia preparado um ritual, onde toda a aldeia deveria comparecer. E ali ele, o pajé, os indios, indias e até mesmo o casal de escravos começaram a invocar os espíritos e deuses que habitavam a floresta, senhorres dos elementos e da natureza, para que dessem vida novamente aquele novilho. E ali no meio de uma dança ritualística, estes espeíritos e deuses se corporificaram e penalizandam-se com a causa de Catirina e Francisco deram vida novamente ao novilho. Este ao ressucitar, parecendo gente que aprecia música, deixou-se encantar pelo ritmo dos tambores e dos maracás  e começou a dançar ou bumbar.

    Nesse momento, o fazendeiro junto com seus vaqueiros chagavam na aldeia e estes vendo o novilho bumbar no meio dos indios, ficaram boquiabertos de admiração.

     O Fazendeiro mais do que admirado, estava feliz por ter reencontrado seu estimado novilho, e este vendo seu amo se aproximar, e sempre dançando convidou-o para entrar na roda da dança. O fazendeiro então vendo Catirina e Francisco ali ajoelhados, se aproximou e pediu para que eles se levantassem e ao lado deles entrou na dança para dançarem junto com seu novilho encantado. Logo depois, os vaqueiros e todos os indios e indias se juntaram ao grupo e daçaram todos em volta do boi.

      E nesse cortejo de dança,  o boi é reconduzido de volta para sua fazenda. E desde então o fazendeiro, todas as noites de São João ia convidar os indios e seus vaqueiros , assim como Catirina e Francisco para irem dançar junto com seu novilho encantado. E a notícia de que havia no Maranhão um mimoso boi que bumbava ao som de tambores e maracás se espalhou, e todos vinham ver esta maravilha, e aqueles que não podiam vir, o boizinho junto com seus vaqueiros, indios e indias, Catirina e Francisco e seu amo, iam até estes em verdadeiras excursões e folguedos.

     E foi assim que nasceu a maravilhosa dança do Bumba-meu-boi, uma das mais  belas e expressivas do folclore maranhense.

Personagens do bumba-meu-boi:

Caboclo de penas; espírito-deus protetor da floresta e da natureza. Invocado para ressucitar o boi.

O Cazumbá; espírito-deus protetor dos animais. Co-autor da ressureição do boi.

Vaqueiros campeadores; a escolta do fazendeiro.

Vaqueiros de fitas; a escolta do boi.

Indias; guias de Francisco e Catirina pela selva. Sedutoras dos vaqueiros.

Indios guerreiros ao lado do Pajé; responsáveis pelo ritual de ressureição do boi.

O fazendeiro; o amo do boi.

Francisco e Catirina; os escravos raptores do boi.

O boi; ressucitado e encantado.


                                                                                                                                                      

 

                                                                                            

                                                               


                                                                            


Confie em mim

Quando te disserem que tudo não passa de um lixo

e que não existe uma saída

e que nesta vida você não pode vencer

quando você vai parar de te perguntar o por que?

Não acredite que não existe um outro caminho

no fundo desta mentira

não acredite que não virá uma canção para te dizer a verdade

Confie em mim eu também já errei

quando por puro medo eu não fiz as coisas do meu jeito

confie em mim não te jogue fora

mesmo que não te ofereçam o presente de um milagre

por isso confie em mim

Quando te disserem que quando agente chega no fundo

é impossivel subir novamente

e se te meterem no coração um comando

que faz com que você jamais descubra quem és

Não acredite que não exista uma outra aurora no fundo desta loucura

não acredite que não virá uma canção para te dizer a verdade

Confie em mim

eu também errei quando sem orgulho eu não fiz as coisas do meu jeito

Confie em mim não jogue fora a ultima ocasião que está diante de você

agora confie em mim

Quando te disserem que você não pode exigir muito desta vida

e que você faz bem em abaixar a cabeça e resignar-se

Pois te digo que além dessa hipocrisia você deve acreditar que não existe uma barreira

mas sim um futuro feito para você

Confie em mim eu também sofri quando tomada de coragem eu vi o mundo com os meus olhos

confie em mim não te jogue fora

mesmo que não te ofereçam o presente de um milagre

então confie em mim, confie em mim

eu também sofri quando por puro medo eu não fiz as coisas do meu jeito

Confie em mim não te jogue fora

presenteie a você mesmo esse milgare já que ele não existe

Pelo ao menos então confie em mim

confie em mim, confie em mim

pelo ao menos confie em mim

P.S.: Eis uma das razões por que amo Laura Pausini. Ela não é apenas uma boa e afinada cantora, mas uma cantora e compositora extraordinária, por que consegue transmitir na letra de uma suave e bela canção, uma mensagem tão singular e persuasiva que convida para uma espécie de reflexão quando nos sentimos fracos, humilhados e impotentes diante das vicissitudes mais drásticas da vida. Sim Laura, confio em ti e em teus conselhos, e tuas palavras só me fazem encontrar coragem para continuar vivendo com dignidade mesmo diante dos muitos obstáculos pelos quais eu sempre tenho me deparo nestes meus 29 anos de vida.

Grazie amore mio!!

Tradução em português da música ” Fidati di me” de Laura Pausini do álbum “Trate e il mare” do ano 2000.

Cleópatra, uma mulher inigualável


Quem nunca ouviu falar em Cleópatra, a rainha do Egito que conseguiu quebrantar o poderio de Roma aliando-se a César e depois a Marco Antônio, generais romanos que mandavam e desmandavam naquela época. Mas para isso Cleópatra teve que enfrentar muitos desafios, e um deles foi lutar contra seus próprios irmãos Ptolomeu XIII e Arsinoe para manter-se no trono. Depois disso procurou seduzir o grande ditador do mundo romano, Julio César para manter a independia do seu país, quando Roma devorava todas as nações em sua sede de conquistas.

Era uma mulher de uma beleza extrema, e, além disso, sabia como ninguém cativar e seduzir através de sua perspicácia e inteligência. Falava fluentemente sete línguas, era versada em ciência, filosofia e política, por isso como nenhuma outra ptolomaica (dinastia que governou o Egito) soube salvaguardar o Egito das contendas e disputas que a corrida imperialista de Roma disseminava pelo mundo, tornando-o o país mais rico de toda a terra na época.

Mas Cleópatra era também uma mulher ambiciosa, e por isso após a morte de Julio César, voltou a aliaçar-se com Roma na pessoa de Marco Antônio, alimentando ao lado deste general seu sonho de construir um império governado por Roma e pelo Egito. Mas sua aposta foi errada, pois Otávio, rival de Marco Antônio na disputa pelo poder de Roma, saiu vitorioso, e com isso destruiu o sonho da rainha egípcia, que orgulhosa até o âmago de sua alma, preferiu suicidar-se ao entrar em Roma como cativa.

Mas embora seu reinado tenha sido curto e conturbado, Cleópatra deixou para sempre nos anais da história, a prova de que uma mulher pode tão bem ou melhor do que um homem governar. Audaciosa entrou em um território machista, demonstrando que não era apenas bela, mas também sábia. A própria Roma, que então desprezava suas mulheres como sexo frágil, passou a respeitá-las e até temê-las, pois a exemplo de Cleópatra muitas romanas, como por exemplo, Lívia e Agrippina, mulheres de imperadores, levantaram sua voz, saindo da sombra em que viviam.

Hoje, o exemplo de Cleópatra, pioneira em imiscuir-se no mundo político dos homens, é seguido por muitas outras, provando que rainha do Egito não estava errada em afirmar que as mulheres podem ser bem mais do que mães e donas de casa.

Salve Cleópatra por ter lançado essa idéia, pois o mundo não pode e não deve desprezar os talentos femininos por que o homem sem a mulher não é nada.

Onde estão os romances brasileiros com temática gay?

Por que é tão difícil se encontrar no meio da literatura atual um romance gay ou mesmo um com temática gay? Por que tanto preconceito e restrição ao tema no meio dos literatos e editoras?

Esta indagação me fez pesquisar o assunto e pude constatar que apenas uma parcela quase insignificante de escritores brasileiros abordam o tema em seus romances. Mas o porquê disso é que deve ser algo preocupante, uma vez que reflete uma posição homofóbica diante de uma sociedade cada vez mais heterogênea, e por causa disso mesmo constituída de muitos homossexuais e que se vêem sempre excluídos.

Não falo aqui das abordagens caricatas que costumam aparecer nas telenovelas ou filmes, mas sim no assunto homossexualidade e suas complexidades para ser  aceita e vivida em uma sociedade repressora como a nossa. Eu jamais tive, por exemplo, o prazer de folhear um livro ou mesmo ler algum romance gay onde o assunto é tratado de forma analítica, responsável e coerente.

Jamais pude ver ou escutar um escritor afirmar que está trabalhando em um romance gay, onde pretende colocar todas as vertentes do mundo gay, e mostrar para todos os segmentos sociais, a vida de um gay. É preciso que  este panorama seja mudado, e para isso devemos encorajar a nova geração de escritores e também os já consolidados, de que existe um público gay carente de ser projetado como protagonistas de suas próprias histórias. Além disso, esta seria uma excelente forma de educação para melhor combater a homofobia, pois um bom romancista terá sempre o cuidado em minuciar o drama da vida  que um gay vive para se assumir como tal e para que continue vivendo diante de todos os desafios que enfrenta para consolidar suas conquistas, tanto no campo profissional como no campo afetivo.

Não estou aqui querendo afirmar que deve-se fazer uma apologia a homossexualidade, mas é preciso que, não mais vedamos os olhos diante deste fato. É preciso que se escreva sobre o amor gay, pois a sociedade sabe que ele existe, mesmo que finja que ele não existe. E nós, enquanto intelectuais e escritores precisamos dá voz a este segmento da sociedade para que de fato possamos corroborar para a erradicação da homofobia da sociedade brasileira.

A difícil tarefa de Criticar arte

Esta é uma tarefa, ao contrário do que muitos pensam, um tanto complexa por que requer deste profissional um amplo conhecimento senão prático, pelo ao menos teórico do que é arte.

Arte, portanto, poderia ser conceituada como a livre manisfestação da criatividade e inventividade humana unida a uma mensagem e beleza sensitiva. Quem for capaz de fazer isso quer seja na dança, na pintura, na música, no teatro, literatura ou cinema está sem dúvida fazendo arte, e  deve ser considerando um artista.

Claro que se a coisa se resumissse a isso, a tarefa do crítico de arte seria menos complexa do que se imagina, pois qualquer crítico de arte que se preze não pode apenas se limitar a descrever, por exemplo, uma exposição de artes plásticas, um filme, um livro ou espetáculo de teatro. Antes ele deve procurar interpretar ou decodificar a mensagem que uma determinada manifestação artística pretende transmitir para o público que é o seu alvo. Deve também saber pontencializar a beleza desta mesma arte ou depreciá-la se for o caso, mas desde que com um embazamento teórico para que sua crítica não possa soar esdrúxula ou pejorativa, mas  sim construtiva.

De fato a principal missão de um crítico de arte, não importando o veículo de comunicação que ele utilize para se relacionar com o público, é sem dúvida fomentar a opinião do público diante da arte a qual ele se refere. Todavia, é preciso que ele mesmo assim, saiba discernir entre aquilo que é sua opinião particular e aquela que possivelmente virá a ser a do público, ainda que este possa vir influenciar esta última.

Portanto, mesmo para aqueles que nada entendem de arte ou de seus conceitos teóricos, fica o alerta de que, para criticar é preciso ter conhecimento e embazamento naquilo a qual nos referimos. Ou seja, para criticar arte é preciso que se faça arte, ou pelo ao menos conheça-se seus conceitos e aplicações, por que opiniões do senso comun sempre têm a tendência de cairem em uma linguagem esdrúxula  e vulgar, onde ataques pessoais não a arte mas ao artista podem sempre serem lançados, confundindo assim o público alvo para que tome e forme sua própria opinião.

Se vou criticar uma música ou uma performance( dublagem) show de transformismo, por exemplo, é preciso que eu  reflita em muitos aspectos tais como: a dublagem, a performance, a produção, a mensagem (intenção do trabalho), a edição, o tema ou proposta lançada para o público, e por fim as causas e efeitos que esta irá ou não surtir no público.

Não basta apenas que eu, enquanto crítico, diga apenas que o show ou o espetáculo foi bom ou ruim. É preciso que eu diga os porquês, e que eu busque acima de tudo,relacioná-los com a intenção ( mensagem lançada ).

Convidos a todos que se interessarem nesta pesquisa e problemática para visitarem a seguinte página de orkut e depois procurem por uma comunidade chamada Laura Pausini e pesquisem um tópico nessa comunidade chamado  ” Tranformista Cover de Laura Pausini” para que possam tirar suas própiras conclusões do que acabei de explicitar. Além disso, aproveitando o ensejo faço um alerta para que também possam avaliar e  ver se conseguem tirar entre tantos comentáristas um único crítico de arte de fato nesta referida página.

Ana diga-me sim

Ana eu não sei você quer me ouvir

mas mesmo assim eu não vou te deixar

E se ninguém pode te entender de verdade

saiba que ainda assim eu não vou desistir

Se você duvida que vai sobreviver

eu recolherei as tuas incertezas

pois hoje você está chorando mas amanhã pode sorrir

Ana eu estarei com você

até quando você não tiver forças

para procurar um dia a mais

Ana eu não sei se viver é assim

só sei que você pode contar comigo

Ana diga-me sim

Eu vou voar bem alto como essas gaivotas

e depois mergulharei no mar dos teus não

e dentro do teu olhar longínquo

eu jamais te abandonarei

Se você duvida que vai vencer

então eu te darei as minhas certezas

pois assim como você se alimenta deve aprender a sobreviver

sei que você pode não dizer não

Ana  eu estarei com você                                               

enquanto você não tiver força para procurar um dia a mais

Ana eu não sei se tu queres que seja assim

mas eu não vou me render

por isso diga-me sim

Ana eu estarei com você acredite nisso

acredito nisso, a luta está dentro de você, por isso lute!

Prova que você se ama um pouco mais

Ana diga-me sim

que você também sabe viver

e que vai encontrar um dia a mais

Se tu queres que seja assim

então Ana diga-me sim

Ana diga-me sim.

Esta canção “Anna dimmi si” de Laura Pausini, contém uma mensagem edificante para aqueles que estão sentindo as forças da vida se esvairem ou simplesmente a estão perdendo por uma forte depressão. A própria Laura Pausini, confessou que fez a música em homenagem a uma amiga sua chamada Anna e que ,vítima de uma grave doença, tinha perdido a vontade de viver ou as esperanças de vencer a doença. Eu, quando fiquei gravemente doente de hemolíase, busquei forças em Deus é claro, mas esta canção muito me ajudou a compenetrar-me de que a vida é um dom precioso demais para que possamos desperdiçá-la ou simplesmente dar-lhe pouco valor.

Recentemente perdi um amigo meu chamado Daniel Parlatore. Jamais vou esquecer seu olhar, ali deitado em um leito de hospital entre a vida e a morte. Segurei em sua mão e olhando fundo em seus olhos lacrimejantes pude sentir toda sua dor e desespero na luta para sobreviver. Em silêncio choramos nós dois enquanto esta música tocava e eu ia traduzindo-lhe exatamente estas palavras, apenas trocando o nome Ana pelo o seu.

Pedi muito a Deus para que lhe desse mais uma chance e lhe concedesse um pouco mais de vida. Pedi a ele próprio para que não se deixasse vencer e continuasse lutando. Mas infelizmente após três longos meses de sofrimento ele faleceu. Hoje ao escutar essa música sempre me reporto aquela noite e não consigo conter as lágrimas.

Contudo, a lição ficou e eu aprendi que devemos viver cada dia das nossas vidas como se fosse o último e o único. Rendendo graças a Deus e a Jesus Cristo por estarmos vivos e continuar lutando e vencendo sempre. Minha única dor foi não poder ter dito adeus pela última vez ao meu amigo, mas mesmo assim quando canto Daniel dimmi si, peço-lhe perdão por mais esta falha e a mim mesmo que darei mais valor a vida.

E para você eu deixo esta mensagem: reflita na letra desta canção, escute-a se puder e aprenda que a vida é o dom mais precioso que Deus nos deu e por isso devemos tomar responsabilidade sobr ela.

O mundo que eu sonhei

Quantes vezes eu tenho pensado a respeito de que

o meu mundo está caindo no fundo de um mar de hipocrisias

Quantes vezes eu também tenho desejado ajudar este meu mundo

para todos aqueles que estão sofrendo como você

O mundo que eu sonhei

teria mil corações para poder ser mais humano

e por isso mesmo teria mais amor

O mundo que eu sonhei                    

teria mil mãose mil braços para todas as crianças de amanhã

que com os seus olhos estão nos implorando para salvá-las

Para quem acredita no mesmo sol

e que não existe nem raça ou cor

e por quem acredita que existe um Deus

se assemelha a mim

E para quem espera ainda em um sorriso

e está convencido que o futuro somos nós que o fazemos

O mundo que eu sonhei

as flores desabrochariam

e já não mais sentiremos o som dos canhões

o mundo que eu sonheiseria mais justo

para todos aqueles que a guerra visitou

e que com os seus olhos estão nos implorando para salvá-los

Mas como é possivel permanecer aqui imóvel assim

e indefente a todas as crianças que nunca mais vão crescer

Mas que senso há escutar e não mudar

vamos oferecer ao mundo esta paz

pois ele já não pode mais esperar

No mundo que eu sonhei…

no mundo eu eu sonhei

cada um de nós teríamos um coração

e o mundo que eu sonhei se chamaria “amor”

aperte forte minha mão e sentirás

o mundo que eu sonhei

o mundo que eu sonhei.

Tradução da música ” Il mondo che  vorrei” de Laura Pausini. a letra da canção não há como se negar, é um alerta para as atitudes de desumanidade que estão acontecendo neste mundo. Pois será que no mundo não existe mais do que mil corações? ou mil mãos e mil braços? Então por que tanta fakta de fraternidade? Por que tanta dispusta e tantas guerras? Laura por ter escrito esta canção, quis convidar a todos a repensar suas atitudes de solidariedade, por que sem isso é impossível sobreviver-se neste mundo cada vez mais caótico. Isto prova que se todos pudéssemos nos unir o mundo seria bem mais harmonioso e fraterno. A cantora por esta iniciativa foi convidada pela UNICEF para ser embaixatriz do orgão na Itália, mas acabou não aceitando por que não teria tempo para dedicar-se a função. No entanto, ainda assim Laura tem dedicado grande parte de sua carreira em atos de solidariedade, dedicando inclusive muitas outras canções de cunho político, visando sensiblizar sua geração. É assim também com a música Sorella terra do disco Primavera in Anticipo, Buone verità do La mia Risposta e etc.

A coragem que não existe

Existem dias em que a vida se enche de por que’s

onde a esperança causa fadiga

e onde tudo parece ser dissolvido

e isso faz você perde a fé no amor e nas pessoas

Aí você se pergunta se é possível alguém sofrer mais do que você.

São dias nos quais você se rende

ao mundo em tua volta para não mais sentir medo da coragem que não existe

e te sentes tão sozinho que já nem pode mais lutar

e sem forças espera

uma saída, um amanhã que possa cura as feridas que existem  dentro de você

mas se você a procurar vai encontrar a coragem que não existe

E quando você erra isso não importa, tente novamente.

Pois haverá sempre uma porta ou um obstáculo diante de nós

Mas o que realmente conta

é que não desista jamais

por que talvez estejas  apenas a um passo

Procure uma saída, um amanhã que possa te trazer uma outra vida

não só para você mas também para os outros

Se você acreditar nisso

vai encontrar a coragem que não existe

Para todos aqueles que já não a tem  

para quem já a perdeu e a está procurando

e para quem está mal como tu estávas

mas que ainda assim espera

que tudo possa mudar

Uma saída, um amanhã que

traga uma outra vida para você e para todos

Uma estrada na  qual agente não pode se perder pela dor

Não te desespere procure dentro de você

esta saída e este amanhã onde você vai reencontrar a coragem

Ela agora  já existe dentro de você.

Tradução da música ” Il coraggio che non c’è ” de Laura Pausini. A letra da música é mais do que filosófica, é uma alfinetada de autoajuda para todos que estejam deprimidos ou passando por uma dura prova. Foi precisamente no ano de 1996, quando então passei pela minha primeira crise de existência ou de personalidade, por que não queria me aceitar como gay, que esta música chegou na minha vida através da voz maravilhosa de Laura Pausini. E embora eu ainda não soubesse absolutamente nada em italiano, pude mesmo assim sentir a força de sua mensagem dizendo para que eu buscasse um amanhã e uma saída dentro de mim mesmo para superar este meu grande obstáculo.

Depois então quando aprendi italiano, dei aulas e comecei minhas traduções, muitas outras pessoas apaixonaram-se não só pela voz de Laura, mas também pelas suas idéias e mensagens, sobretudo, àquelas que mais precisavam  de um aconselhamento. Eu tive um amigo, que assim como eu,  quis desistir da vida por que seus pais não o aceitavam como gay. Eu lhe dei de presente esta música e a tradução, e logo ele percebeu que o que Laura Pausini lhe dizia era que não devia desistir de ser feliz e que os obstáculos eram ferramentas utilizadas por Deus para que possamos evoluir como seres humanos. Graças a Deus ele a ouviu e a mim também.

Espero que Il coraggio che non c’é possa ter esta mesma utilidade aqui. Obrigado mais uma vez Laura Pausini. Você tem provado ser bem mais do que uma cantora. És uma estrela guia.

Em um quarto quase rosa

Olha, nós estamos sozinhos neste quarto

e ainda assim parece que alguém está nos vendo

Ouve! Não existe nenhum barulho e  ainda assim algo está se movendo.

Beije aquele que realmente te conhece e apague está luz fortíssima

Belo, eu estou viajanddo a mil por hora com você neste quarto quase rosa

Aqui ninguém pode dividir aquilo que Deus uniu

Aqui ninguém pode decidir por nós

Então me acaricie sem vergonha alguma e sorria se tiver vontade

e verás que mais cedo ou mais tarde você fará isso também fora daqui

sem medo e em plena luz do dia

sem mais procurar evitar o olhar das pessoas.

Sem medo e em plena luz do dia

e com a coragem de quem ama.

Olha, este amor está cada vez maior

e este quarto já nos sufoca

E então, então vamos lá para fora

Vamos nos vestir e sair

vamos dá luz aos nossos sonhos

debaixo deste céu azul.

Coragem!

Ninguém mais vai arrancar a minha mão da tua

Você vai ver.

Sem medo e em plena luz do dia,

sem mais procurar evitar o olhar das pessoas.

Sem medo e em plena luz do dia,

com a coragem de quem ama,

de quem ama

Olha, estamos sozinhos neste quarto

e ainda assim parece que alguém está nos vendo.

Essa é a tradução da música “In una stanza quasi rosa”, de Laura Pausini. Acredito que a própria letra  da canção fala por si só de um amor que ainda é visto pela sociedade como um amor proibido ( o amor gay). Mas a própria Laura Pausini, em uma entrevista para a revista italiana Donna , afirmou que a música foi inspirada no amor gay, sobretudo, do italianos que ainda precisam muito se esconder por causa do preconceito. Além disso ,a cantora também aproveitou para dizer, que grande parte de seus fãns são gay’s, quer estes sejam italianos ou não, e procurou através desta canção homenageá-los, e lhes emprestar a voz para que pudessem dizer ao mundo, que também amam e sofrem não só pelo preconceito, mas também por terem que viver nesta clausura.

É claro que por causa disso, a popstar italiana, recebeu duras críticas, inclusive do Vaticano que cancelou a participação  da cantora no show da noite de natal promovido logo após a Missa do Galo na praça de São Pedro. Mas ainda assim, a maior estrela da música italiana, continuou seu apoio aos gay’s pelo mundo a fora.

Grande Laura Pausini.