Mesmo após denuncias assaltante continua aterrorizando São Luís.

15873579_136570076841001_2403241063102573390_n1Karlliano Silva Castelo é procurado pela polícia devido a inúmeros casos de furtos e assaltos na região metropolitana de São Luis.  De acordo com algumas vítimas o criminoso usa táticas como pedir ajuda ou favores para então anunciar o assalto. Morador do bairro da Divineia em São Luís, famíliares do próprio Karlliano já o denunciaram à polícia por furtos de celulares, dinheiro e outros pertences para poder custear seu vício em craque. Um de seus últimos crimes foi um furto que efetuou a uma residência no conjunto Paranã II na cidade de Paço do Lumiar de onde subtraiu um notbook após ter pedido um copo de água na porta dessa residência.

Ainda de acordo com sua própria família Karlliano está sendo perseguido por traficantes devido a uma dívida não paga e estaria sendo ameaçado de morte por conta disso.

Mas, apesar de tantas denúncias Karlliano Silva Castelo ainda está solto vivendo livremente pela região metropolitana cometendo toda sorte de delitos para descontentamento daqueles que por ele foram lesados. “Essa sensação de impunidade acaba nos revoltando, e por conta disso agente pensa fazer justiça com as próprias mãos”, afirma uma de suas vítimas que não quis ser identificada.

Uma de suas vítimas alega ter sofrido muita violência ao ter sido assaltada nas imediações do Turu. ”  O sujeito simplesmente me abordou perguntando a horas, eu falei que não possuía relógio, depois ele veio me pedir uma passagem também disse que não tinha como ajudá-lo e foi então que ele puxou um canivete e me deu uma gravata levando minha bolsa”, afirma.

O fato é que enquanto a polícia não prender  esse bandido ou os traficantes não colocarem as mãos nele, ele continuará cometendo seus assaltos e furtos para poder custear seu vício, deixando a população insegura.

 

 

Jovem é violentada após marcar encontro pelo whatsapp

             Uma jovem de 27 anos alega ter sido violentada após marcar encontro com um rapaz em São Luis. O caso de acordo com a vítima teria acontecido após os dois passarem alguns dias conversando por meio do aplicativo whatsapp. Ainda de acordo com a jovem, o rapaz que supostamente se chama William se apresentou como um homem de bem, boa índole, boa conversa, inteligente e muito bem apessoado. “Ele é muito galanteador, bonito e atraente, mas eu ficava sempre com o pé atrás em ir ao encontro dele porque sempre insistia em me levar ou para sua casa ou o apartamento de algum amigo”, afirma.

            ccccccA jovem meio constrangida diz que só aceitou o convite dele, após ver o facebook do acusado e constatar que se tratava de um soldado do exército. “Quando vi as fotos e percebi que se tratava de um militar não duvidei que fosse um mau caráter, ou pelo ao menos que tivesse essa intenção e acabei aceitando o convite de ir conhecê-lo no bairro do Olho d’água no apartamento onde ele estava no momento”, enfatiza.

            O crime aconteceu, ainda de acordo com a vítima após uma breve discussão onde William teria se recusado em ir deixar a jovem de volta em casa já que a mesma teria se recusado a transar com ele. “Após discutir eu disse que ia embora porque estava ficando tarde, quando então tentei sair ele me puxou e começou a me agredir e logo depois me ameaçou dizendo que se eu não colaborasse ele me matava”, confessa.

            Após a consumação do estupro William teria trancado a vítima no quarto e se evadido do local e só horas depois a jovem conseguiria arrombar a fechadura e fugir do apartamento. A polícia vai investigar o caso e nas ultimas horas está realizando excursões pela cidade à procura do acusado para prestar depoimento.

 

Projetos fantasmas custam caro aos cofres públicos

maladinheiroQuando na década de 90 as OGN’S começaram a ser implantadas no Brasil muita expectativa foi lançada a cerca  de seu real potencial como um novo órgão que pudesse agir em parceria com o poder público para sanar problemas pontuais nas áreas mais agravantes como saúde, educação e geração de renda. Isso porque nos países subdesenvolvidos esses costumam ser os maiores problemas que agridem a sociedade e exatamente por conta disso as revindicações dos atores sociais tendem a exigir por parte do poder público ações imediatas nessas áreas.  É justamente nessas condições que a atuação de muitas instituições como ONG’S e OSCIPS costumam agir visando estabelecer uma parceria com o poder público por meio da execução de projetos. Embora por lei o Poder Público só possa contratá-las por meio de um processo licitatório, ainda assim muitas dessas instituições não só não existem de fato como também podem apresentar projetos que tão pouco conseguem ou podem executar, pois a elaboração, apresentação e apreciação de projetos requerem uma investigação aprofundada não apenas do histórico dessas instituições como também colhendo depoimentos de pessoas que já foram beneficiadas por projetos executados pelas mesmas.

De fato, quando desejamos saber se um determinado projeto foi bem sucedido em um certo local a primeira coisa a ser levantada é quantas pessoas foram beneficiadas por ele, além dos próprios recursos nele empreendido. Faço este alerta porque, quando  o Poder Público contrata qualquer tipo de instituição para a execução de serviços ou projetos é preciso levar-se em conta a vontade política do próprio gestor em questão em não se envolver um um esquema de corrupção, pois embora como já foi dito, essa contratação só possa ser feita por meio de um processo licitatório e democrático, sempre pode existir meios de burlar-se esse processo, sobretudo, quando a intenção não é beneficiar pessoas e sim apropriar-se de verbas públicas.

policia-federal00000Suponhamos que um determinado Secretário Estadual do Trabalho pretenda apropriar-se de cerca de 9 milhões de reais dos cofres públicos de um certo Estado brasileiro, a primeira coisa a ser inventada será a forma como esse desvio será efetivado sem levantar suspeitas, pois é óbvio que uma quantia dessas não poderá ser jamais transferida para sua conta pessoal sem levantar suspeitas. Dessa forma, o que o Secretário pode fazer é contratar uma instituição para executar um projeto que tenha esse orçamento alegando que irá beneficiar mais de 10 mil pessoas por meio da geração de renda, educação e saúde. O Governador então assina a ordem de compra desse projeto e a instituição é contratada. A verba automaticamente é transferida para a conta da Secretaria do Trabalho administrada diretamente pelo Secretário. A instituição então começa a executar o projeto para que o povo pensi que não se trata de uma enganação. E quando digo executado, refiro-me a etapas que o próprio projeto alega se fazer necessário para beneficiar as pessoas. Evidente que nesse ínterim uma certa quantidade de dinheiro precisa ser liberado por parte da Secretaria para dá árias que o projeto está em execução. Todavia, essas etapas se prolongam e se estendem por tempo quase indeterminado, pois é justamente aí que os 9 milhões estão sendo desviados da execução do projeto e o povo, acreditando piamente nas promessas de melhorias que o projeto poderia trazer começa a ser enganado participando de oficinas puramente teatrais.

dinheiro_gettyimages_okok-66179É claro que nesse esquema de corrupção a Instituição contratada está envolvida em uma parcela do desvio dos 9 milhões, pois o Secretário corrupto necessitava da desculpa do projeto por ela ” executado”  assim lança-lhe o convite de ser cúmplice no esquema. O Governador facilmente pôde ser enganado ou não, desde que saiba utilizar o recurso das auditorias que podem funcionar como uma ferramenta de fiscalização da execução do projeto. Todavia, até mesmo essas auditorias podem ser viciadas caso o próprio Governador esteja envolvido. Por conta disso o ideal é que essas auditorias sejam feitas com frequências por parte do Ministério Público que é o Órgão por excelência de fiscalização das ações do poder público.

Todavia, o povo, que nesses casos são sempre a parte mais vitimizada, afinal o dinheiro desviado era dos cofres públicos e que poderiam ser utilizados  de fato na execução de projetos que poderiam beneficiar grande número de pessoas nas áreas da saúde, educação e trabalho, não pode ficar jamais calado quando perceber qualquer tipo de indício de corrupção. Esses indícios são muito fáceis de ser percebidos, por que é justamente nas vãs promessas que se pode  percebe os erros, falhas e mentiras. Dessa forma, as pessoas que se sentirem lesadas por algum tipo de projeto que não foi executado a contento devem acionar o Ministério Público através de denúncias formalizadas ou não, anônimas ou não, presenciais ou não. mas a denúncia precisa ser feita, porque só assim o Ministério Público poderá executar uma investigação e apurar os fatos. O que não se deve é ficar calado vendo, percebendo que recursos públicos estão sendo desviados e deixando de ser aplicados naquilo que realmente precisavam.

Citei o caso das ONG’s e OSCIPS porque são estes os meios mais comuns de se efetivarem um esquema de corrupção, por isso ficar atento nesse quesito quando se vai contratá-las nunca é demais. Além disso, se estes são os meios mais engenhosos de se desviarem verbas públicas, deve ser também a parte em que o próprio Ministério Público precise ficar sempre em alerta aos indícios  e  às falhas desses projetos que custam caro ao povo, porque afinal os recursos desviados vão repercutir de forma negativa talvez por anos nas próprias áreas que os projetos prometeram sanar.

Criminosos armam golpes pelo whatsapp

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Um dos suspeitos reconhecido por uma das vítimas por meio do facebook.

É inegável que o avanço das tecnologias em comunicação têm servido para facilitar muitos processos como envio de mensagens em massa, para públicos específicos ou até mesmo a ideia de virilização de marcas, pautas, opiniões e assuntos diversos que, em questões de segundos podem mobilizar a opinião pública. Exemplo disso é o aplicativo whatsapp. Atualmente bilhões de pessoas utilizam esse mensageiro, haja vista a facilidade de comunicar-se com muitas pessoas a um baixo custo via celular.

enviodewhatsapp06De fato, atualmente não apenas pessoas físicas fazem uso do aplicativo, mas também jurídicas, pois muitas empresas têm adotado o whatsapp como uma ferramenta de trabalho, sobretudo, àquelas que investem em Comunicação como um meio de negócio. Todavia, se por um lado essas tecnologias possibilitam uma melhoria na comunicação, elas também podem representar um risco para os desatentos, pois assim como o aplicativo pode ser usado como ferramenta de negócio em comunicação, ela também pode ser usada por criminosos para armarem ou aplicarem golpes, ou até mesmo arquitetarem crimes.

Em São Luís, por exemplo, recentemente, um sujeito que se autointitula Ricardo Silva, pelos grupos de whtasapp vem aplicando golpes em usuários ao se dizer interessado em amizades e relacionamentos casuais com gays. Após denuncia de pessoas que já foram vítimas do suspeito, Ricardo Silva costuma adicionar usuários do whtasapp, sobretudo o público gay, afirmando que quer conhecer novas pessoas e ter novas experiências o que de acordo com as vítimas acaba gerando persuasão em marcar encontro com o mesmo. De acordo com B.A. (22), que recentemente foi vítima de Ricardo Silva, o criminoso teria marcado um encontro com ele nas imediações da estrada do Bom Jardim/Turu, onde por volta das 20h, Ricardo Silva compareceu em uma moto,e após uma breve conversa com B.A., o teria guiado na moto para uma esquina onde anunciou o assalto, levando celular e carteira/porta cédula da vítima.

assalto-m_o-armadaJá a travesti Luana (25), alega ter sido vítima desse mesmo criminoso, nas mesmas circunstâncias e após tê-lo conhecido via whatsapp. Outras vítimas que não quiseram ser identificadas alegam que Ricardo Silva não age sozinho durante essas operações criminosas, pois muitos afirmam que durante o encontro ele ou comparece com comparsas ou simplesmente arma e simula um assalto para melhor enganar suas vítimas.

O fato é que em sua ultima tentativa de armar essa ação criminosa, Ricardo Silva não contava que já estava visado em alguns grupos onde estava sendo já denunciado pelas suas vítimas, onde uma delas conseguiu salvar uma de suas fotos.

Vale lembrar que este criminoso ainda não foi preso, portanto, fiquem atentos para não só cair nesta armadilha arquitetada via whatsapp, mas também denunciar este criminoso.

Núcleo de Atendimento Integrado Psicossocial para Policiais – NAIPP

      logo NAIPPO projeto NAIPP (Núcleo de Atendimento Integrado Psicossocial para Policiais) contempla serviços de apoio psicológico ao enfrentamento de forma preventiva a depressão e/ou doenças psíquicas que comumente acometem os policiais por conta da rotina de suas atividades. Palestras, consultas, oficinas, seminários e avaliações psicológicas são alguns desses serviços prestados pelo NAIPP que, executado pelo IBRAPP, pretende implementar melhorias do equilíbrio mental de policiais das mais diversas corporações; militar, civil e federal.

    O Projeto surge da necessidade de realizar-se um acompanhamento preventivo psicossocial a policiais de diferentes corporações, em decorrência da grande carga de estresse e iminentes riscos por meio das atividades inerentes ao cargo.

      O NAIPP é composto por uma equipe multidisciplinar de psiquiatras, psicólogos, pedagógos, enfermeiros, dentre outros capacitados para dirimir as tensões desses policiais, contribuindo para a minimização dos fatores psicossociais que acometem e ocasionam a desordem psíquica, através de um método de atendimento humanizado aliado a intervenções integrativas:

      Fatores que contribuem para a desordem psíquica de policiais:

  • Estresse
  • Riscos Iminentes
  • Carência de estrutura física e humana nos postos de trabalho
  • Transtornos mentais e comportamentais do uso de substância psicoativas.
  • Abuso de autoridade
  • Assédio moral

      policial_heroi_2-1Principais contribuições do NAIPP

  • Conscientização de mudança de hábitos
  • Prevenção de doenças psicológicas
  • Diminuição da oneração do desenvolvimento das corporações
  • Prestação de serviços de qualidade da Segurança Pública

       Equipe Técnica do NAIPP

  • Psiquiatra
  • Psicólogo
  • Pedagógo
  • Enfermeiro

      Órgãos de Interesse para o Projeto: Secretarias Estaduais e Municipais de Segurança Pública, Policia Federal, Civil e Rodoviária.

 Saiba mais sobre os projetos do IBRAPP em www.ibrapp.com

A Redução da Maioridade Penal sob a ótica da Filosofia do Direito

noticia_518e47e3092ae     A redução da maioridade penal tem pautado o debate público porque traz consigo uma gama de discussões que giram entorno não apenas da jurisprudência, mas também da própria nuancia da psicologia uma vez que direitos humanos, direitos da criança  e do adolescente, justiça e criminalidade estão elencadas a uma das políticas públicas mais exigidas pela sociedade: segurança pública. Exatamente por conta disso PEC 173/93, que pretende reduzir a maioridade penal de 18 anos para 16, precisa ser debatida, revista e revisada em todas as suas clásulas, e garantir que a própria constituição brasileira não seja ferida.

     Mas, a partir de quais instrumentos essa avaliação pode ser feita? Se partirmos do princípio que o menor infrator está cometendo crimes que colocam a segurança dos cidadãos de bem em risco é preciso que se estabeleça uma normatividade que possa assegurar essa segurança. Contudo, se o papel do Estado é assegurar políticas públicas a todos os cidadãos é preciso que se encontrem soluções que satisfaçam aos verdadeiros anseios dos cidadãos naquilo que realmente se apresenta como fator de desafio.

     Então quando a sociedade se questiona se a redução da maioridade penal vai diminuir a criminalidade no país é preciso que se reflita se realmente é esse o verdadeiro objetivo da PEC. De fato, trata-se de uma Proposta de Emenda Constitucional para combater o índice de criminalidade no país ou reduzir o índice de impunidade por crimes cometidos por menores infratores? Trata-se de fazer justiça às pessoas vítimas desses jovens infratores ou ressocialização desses jovens?

     Uma vez que se tenha determinado tal objetivo central, é preciso que o direito penal, enquanto disciplina, do próprio direito, passe pelo crivo da filosofia. Sim, da filosofia já que é por meio dela que o homem se capacita não apenas para levantar questionamentos, mas também encontrar respostas que por natureza de uma reflexão filosófica não podem ser jamais absolutas. Antes, é na procura dessas respostas (os anseios da sociedade), que o direito ontológico de todo e qualquer cidadão de conviver em sociedade pode ser assegurado. È preciso, portanto, que o conhecimento dogmático do direito, cuja essência positivista se mostra um tanto quanto imutável, se adeque à realidade na qual os indivíduos estão inseridos. Mas, para que se faça essa adequação legislativa deve-se avaliar essa realidade por meio dos fatos que por si só já problematizam a questão da redução da maioridade penal.

     Pois, se analisada pela ótica da redução da criminalidade no país, a PEC 171/93 contradiz a própria realidade, uma vez que de acordo com a última pesquisa realizada pela UNICEF o índice cometido por jovens infratores em todo o país mostra-se insignificante se comparado por aqueles cometidos por adultos. Para se ter uma ideia  dos 57.337 homicídios cometidos no Brasil em 2012, apenas 500 foram cometidos por menores infratores, cerca de  0,8% desse total.

     Contudo, se a PEC for analisada tendo como base a restruturação do sentimento de impunidade que então impera na sociedade por conta dos crimes cometidos por esses jovens infratores, levanta-se a questão da maturidade psicossocial dos próprios indivíduos enquanto atores sociais ao cometerem atos lícitos e ilícitos. Além disso, fatores como exclusão social não pode ser descartada quando se pretende remediar essa mesma realidade caso se queira de fato vigiar e punir uma sociedade cada vez mais estratificada.

size_810_16_9_protesto-maioridade     Percebe-se, portanto, que a redução da maioridade penal no Brasil precisa de muita reflexão filosófica para que se chegue a um denominador comum. Não se pode discutir o assunto como algo que pertença ao direito natural, imutável e dogmático do homem necessitar de leis universais que estabeleçam as relações interpessoais. É preciso que se vá muito além disso quando se quer fazer de fato justiça e, sobretudo, modificar uma realidade que se apresenta quase como uma patologia. Mas, só se poderá conduzir a tão efeito se aplicarmos uma reflexão filosófica em todo o contexto que permeia a redução da maioridade penal.

E essa reflexão deve ser feita não apenas pelos juristas ou os legisladores, mas também por todo e qualquer indivíduo já que todos nós somos partes integrantes do mesmo fato, quer seja reivindicando segurança pública ou redução da criminalidade por meio da ressocialização.

    É nesse contexto que o papel da imprensa pode ser de significativa importância, uma vez que, enquanto formadora de opiniões, pode vir a influenciar na tomada de decisões. Por isso, notícias e reportagens podem e devem ser feitas, mas mostrando não apenas a realidade de forma parcial e sim contextual. Exatamente por conta disso, as entidades que são a favor ou contra a redução da maioridade penal precisam tomar parte do debate público, pois serão as fontes utilizadas pela imprensa para que a publicização da maioridade penal atinja a sociedade.

hj     Por conta disso, o IBRAPP enquanto uma instituição que vem trabalhando na implementação de políticas públicas em todo o país, acredita que a PEC 171/93 não pode ser pré-julgada e nem anacrônica. Antes, por encerrar uma série de questionamentos, se faz pertinente o uso da dialética, pesando-se todos os argumentos a favor e contra, e isso se faz por meio da promoção de debates públicos. Exatamente por isso instituições como o IBRAPP que pretendem assegurar políticas públicas a sociedade não podem eximirem-se da promoção de tais eventos. Pois, quanto mais debatermos a respeito da redução da maioridade penal utilizando a filosofia do direito, mais perto da solução chegaremos.

O IBRAPP lança proposta de Núcleo de Atendimento Psicossocial para Policiais

ABr07092013PZB_2996     Zelar pela segurança pública requer uma força policial qualificada não apenas no quantitativo de policiais, mas também no aprimoramento das condições em que esses policiais trabalham, pois é justamente no aprimoramento dessas condições que a segurança pública pode tornar-se eficaz.

     Uma das formas de se atingir isso, de acordo com a coordenadora de projetos do IBRAPP, Lílian Pantoja, é garantir um serviço especializado de apoio psicológico aos policiais que, diante da rotina de trabalho, sofrem cargas de tensões e estresse. ”O trabalho de um policial torna-se estressante à medida que deve combater o crime, pois o mesmo ver-se no papel de herói/agressor quando, por exemplo, deve vigiar e punir os atores da sociedade. Além disso, a própria natureza das atividades profissionais desses policiais interferem de forma significativa na saúde mental dos mesmos, causando um desequilíbrio na situação de herói/agressor em que constantemente os policias se deparam. É preciso que os policias  tenham não apenas um apoio psicológico, mas também um acompanhamento especializado que garanta a redução desse estresse e consequentemente a depressão”, afirma.

DSCF3841Contudo, ainda de acordo com a coordenadora, essa especialização precisa ser estruturada por meio da contratação de psicólogos que atendam especificamente os interesses do bem público, uma vez que o policial pode ser encarado como um servidor público. Segundo o policial Emílio Pinheiro (32), policial militar do Estado do Maranhão, esse tipo de trabalho seria de significativa importância para garantir o equilíbrio mental dos policiais ao serem cobrados como zeladores da segurança pública. “Somos cobrados constantemente por zelar pela segurança dos cidadãos, e por conta disso muitas vezes nosso trabalho nem sempre é bem visto pela sociedade quando devemos exercê-la com rigor”. Em contrapartida sofremos pressão por parte da corporação para manter a ordem pública, e por isso nos deparamos constantemente em situações que nos causa pequenos distúrbios psicológicos. Uma avaliação e acompanhamento desse quadro seria importante para exercemos nossa profissão”, afirma.

Cerimônia de Assinatura.

Cerimônia de Assinatura.

O objetivo do IBRAPP é justamente a criação de um Núcleo de Atendimento Psicossocial para as corporações; civil, militar, federal e rodoviária, com a finalidade de realizar acompanhamento de saúde preventiva aos policias por meio de avaliações psicológicas semanais ou mensais, intervenções por intermédio de oficinas, seminários e grupos operativos, promoção de espaços de reflexão sobre o trabalho e sua implicação, palestras, intervenções de “escuta” para superação de dificuldades, dentre outros.

O IBRAPP acredita que a execução desse tipo de serviço pode otimizar de forma significativa a atuação dos policiais, pois pode minimizar os problemas adquiridos durante o exercício das atividades, uma vez que muitos policiais se afastam do trabalho por licença concedida por profissionais da área psiquiatria, onerando assim o desenvolvimento dos trabalhos de toda a corporação.

Saiba mais

Ondas de ataque terroristas a ônibus em São Luis comprovam que a segurança pública na cidade está em colapso.

20141001_114352      Nestes últimos dias os moradores da cidade de São Luís-MA,  vem presenciando uma onda de ataques a ônibus coletivos que tem causado o pânico geral da população ludovicense. De acordo com a polícia militar, esses ataques tem sido deflagrados por parte da guerra de facções criminosas ( PCM e Bond dos 40) por disputa de território no tráfico de drogas.  Outras fontes sigilosas afirmam que essa onda de ataques a ônibus coletivos na cidade de São Luís,  é uma forma de retaliação dos líderes dessas facções que se encontram presos na Casa de Detenção de Pedrinhas e muitos destes estarem sendo transferidos para presídios federais em outros estados como forma de coibir a ação criminosa dessas fações no estado do Maranhão.

20141001_114433      O fato é que a população de São Luís encontra-se aterrorizada diante dessa situação em que a toda hora ônibus são incendiados, pessoas são assaltadas, feridas e até mesmo assassinadas, como foi o caso registrado no ultimo domingo ( 28.09)  em que alguns elementos invadiram um bar na Vila Janaína e deram ordem de evacuação exceto de um grupo de rapazes que ficaram detidos nas mãos dos meliantes e que logo em seguida foram alvejados com tiros na cabeça. De acordo com testemunhas, o massacre foi perpetrado como forma de aterrorizar ainda mais a cidade de São Luís, pois um dos criminosos teria gritado que esse ato era um desafio as forças policiais do Maranhão.

20141001_114414      Diante dessa situação os ludovicenses  não só encontram-se aterrorizados, mas também sem sua liberdade de ir e vir, pois sem segurança, as empresas de ônibus já decretaram recolhimento das linhas de transporte.   A força Nacional encontra-se no Estado, desde o início deste ano quando então, foi convocada para conter as incessantes rebeliões e casos de  fugas  no presídio de Pedrinhas, mas ainda assim a situação no que tange a segurança pública do Maranhão é crítica, pois embora a polícia militar tenha efetivado inúmeras prisões dos autores desses crimes, a onda de violência  na cidade de São Luís só tem crescido o que prova que se faz necessário uma intervenção talvez das forças armadas uma vez que se trata de uma guerra em que  a população de São Luís encontra-se na posição de refém.