Transex x Travesti

 

 Nas classificações que englobam os chamados transgêneros, as pessoas transexuais estão sendo facilmente confundidas por aquelas que se autodenominam travestis. Isso é perfeitamente compreensível até certo ponto já que as pessoas costumam julgar apenas pela aparência, pois de fato entre uma transex e uma travesti as características de feminilidade são extremamente acentuadas. Todavia, quando se faz uma análise mais profunda sobre essa classificação pode-se chegar a uma conclusão bem simplista e que pode destacar as diferenças entre uma transex e uma travesti.

A primeira diferença pode ser percebida pelo fenômeno psicológico que guia a própria percepção ou orientação sexual. Enquanto a transex se sente de fato uma mulher, ainda que presa em um corpo de um homem, a travesti não possui essa percepção e a transformação de seu corpo para atingir a feminilidade se limita puramente ao fetiche sexual. Exatamente por conta disso a travesti, por não se sentir uma mulher, consegue ser ativa e passiva em suas relações sexuais.

A segunda diferença a ser encontrada entre os dois casos pode ser ainda mais complexa de ser entendida pelos leigos no assunto. Trata-se dos relacionamentos amorosos que as pessoas transex cosntumam idealizar para si, pois uma vez que elas se sentem de fato uma mulher, elas procuram nos heterossexuais seus pares ideais. Esse comportamento talvez por ser mal compreendido, costuma escandalizar a muitos e até mesmo dentro da própria classe LGBTT, porque não conseguem entender a psicologia que guia esses sentimentos de uma pessoa transexual.

A terceira diferença a ser compreendida e a mais instigante de todas é sem dúvida a não aceitação ou identificação com o seu próprio sexo biológico. De fato, uma das primeiras análises a ser estudada e levada em consideração por psicólogos e psiquiatras para que uma pessoa seja diagnosticada como transexual, é justamente a rejeição que a pessoa possui pelo seu sexo biológico. Embora esta aversão ao próprio sexo biológico pode ser mais acentuada em uns e em outros um pouco mais tolerada, o fato é que esse desconforto gera na pessoa transexual, um transtorno, aflição e depressão. Por conta disso, recebe amparo por parte da Medicina, Psicologia e Psiquiatria para que se atinja a readequação pretendia por meios de hormônios e intervenções cirúrgicas.

Por fim, o confronto com a sociedade é o ponto onde talvez as pessoas transex mais sentem na pele o fator da desligitimação de suas identidades de gênero. Pois, quando uma pessoa transex (de homem para mulher), por exemplo, se relaciona no meio social gosta, exige e pretende ser respeitada, encarada e vista com a identidade de gênero que se identifica – ser tratada como uma mulher em todos os sentidos, inclusive, quando se tratar de sexo. Exatamente por conta disso, a famosa pergunta que muitos homens costumam fazer se uma transex (de homem para mulher) é ativa ou passiva, torna-se objeto de escárnio para toda e qualquer transex, pois se ela se sente uma mulher como poderia ser ativa?

Outro fato que costuma fazer com que muitas pessoas confundam travestis com transex é o fator da feminilidade que ambas possuem, mas como já foi dito anteriormente não é a aparência ou a caracterírstica da feminilização que designa se uma pessoa é transexual ou não, mas sim sua conduta, comportamento e identidade de gênero. E independente ou não da cirurgia de readequação no que tange o sexo biológico, a transexualidade deve ser encarada e respeitada como um fenômeno psicológico, pois embora a transformação do corpo seja uma meta a ser atingida por toda e qualquer pessoa transexual, submeter-se a cirurgia de readequação de sexo nem sempre é aconselhada, pois deve-se levar em consideração cada caso de forma particular, já que se trata de satisfação e felicidade pessoal. Assim sendo, não é porque uma pessoa fez uma cirurgia de troca de sexo que faz dela uma pessoa transexual, mas sim porque ela nunca se identificou com o seu próprio sexo biológico.

A distinção, portanto, se faz necessária, por que muitos homens têm a tendência de procurar uma transex confundindo-a com uma travesti, e por falta de conhecimento fazem abordagens desconcertantes e constrangedoras como, por exemplo, se ela é ativa ou passiva, ou fazem referência àquilo que ela própria sente aversão: seu próprio sexo biológico.

Feita esta distinção, não pretendo, contudo, inferiorizar as travestis. Muito pelo contrário, acredito que quanto mais informação se tiver sobre o assunto, mais se tem a ganhar no que tange a busca de sua própria satisfação pessoal e sexual, pois se um homem, por exemplo, busca uma transa onde ele gosta de ser passivo na relação e no entanto tem o fetiche de fazer isso com uma figura feminina, ele sem dúvida deverá recorrer a uma travesti e não a uma transex. E se uma transex quer ser aceita, tratada, percebida e atingir satisfação nessa sua feminilidade, ela sem dúvida deverá recorrer a um heterossexual ou no mínimo a um bissexual, mas nunca a um homossexual. Já a travesti, por transitar entre os dois papeis aceitos na sociedade heteronormativa (macho e fêma – homem e mulher) consegue se encaixar de acordo com o fetiche do momento.

A pessoa nasce ou torna-se homossexual?

      Esta é uma pergunta  que, apesar de toda evolução da humanidade, ainda intriga a sociedade.  As pessoas se dividem em suas opiniões quando são indagadas sobre o que faz uma pessoa  ser homossexual.  Cientistas, geneticistas, psicólogos, psiquiatras,  pastores, padres e tantos outros ícones que representam uma parcela significativa do pensamento humano sobre a homossexualidade, jamais chegaram a um consenso sobre as causas que contribuem para que um determinado indivíduo seja homossexual.

   Assim, lança-se a pergunta que a todos continua intrigando: A homossexualidade é algo inato nos indivíduos? Uma pessoa nasce homossexual ou se torna homossexual?

     Para o pesquisador e escritor  belgo Jacques Balthazar,  a homossexualidade é  definida no estágio pré-natal. Em sua obra intitulada Biologia e homossexualidade, o pesquisador, que é também especialista na área  da endocrinologia, a parte da medicina que trabalha com glândulas de secreção, afirma que  fatores hormonais e talvez genéticos estão na origem da orientação sexual do indivíduo que seria definida no estágio embrionário.

embrião     Para os que defendem a teoria de que a pessoa nasce gay o principal  argumento utilizado é que encontram concentração mais alta de homossexualidade em determinadas famílias e os que demonstram maior prevalência de homossexualidade em irmãos gêmeos homossexuais univitelinos, criados por famílias diferentes sem nenhum contato pessoal. Em outras palavras, é fato comprovado que gay’s gêmeos e univitelinos ( que compartilharam uma mesma placenta e que portanto são idênticos) possuem o mesmo gene. E assim, nestes casos jamais foi encontrado um casal de gêmeos univitelinos em que um seja heterossexual e o outro homossexual. pelo contrário, ambos desenvolvem sempre a mesma orientação sexual. ( Exceto raras excessões?)

     Todavia, embora  esta teoria seja defendida por muitos, ainda não foi comprovado que exista um gene ou cromossomo especificamente homossexual, nem tão pouco heterossexual. Então se  é durante o estágio embrionário, o que ocorre  com estes genes para que uma pessoa seja homossexual?

     Para o biólogo americano  Bruce Bagemihl,  ocorre uma espécie de falha na distribuição hormonal durante o período embrionário. Sabemos que o sexo do indivíduo será determinado pelo cromossomo do pai que é X ou Y, entretanto durante as 4 ou 8 semanas após a fecundação, a mãe também libera um hormônio sexual no embrião.

     Ainda segundo o biólogo  Bruce Bagemihl, este hormônio pode ser o fator determinante para a futura orientação sexual do embrião. E a falha genética, de acordo com o biólogo, estaria justamente no caso do hormônio liberado pela  mãe não coincidir com o sexo do embrião.Se o embrião masculino, por exemplo, receber um hormônio feminino, as chances do indivíduo sentir atração por homens será grande.

    Mas como toda teoria, esta também abre uma lacuna, pois se se trata de uma falha genética, a tendência da própria seleção natural, que existe na reprodução humana, para sanar certas anomalias ou falhas, seria que, a homossexualidade com o passar do tempo, deixaria de existir, uma vez que homossexuais não se reproduzem, e não poderiam portanto repassar suas falhas genéticas para as futuras gerações. Entenda-se aqui, reprodução entre si e não um homossexual junto com um heterossexual. Então, se se trata de uma falha genética, a seleção natural tem falhado em eliminar homossexuais no estágio embrionário desde tempos imemoriais, e isto abre um paradoxo, pois segundo os próprios cientistas, a seleção natural na reprodução humana é infalível quando se trata de embriões geneticamente falhados, salvo raríssimas excessões.

     Existe também a teoria de que a homossexualidade não é inata e sim apreendida. Em outras palavras, a pessoa não nasce homossexual, mas torna-se um. Para os que defendem esta teoria, a educação e a influência cultural e ambiental seriam os principais fatores que contribuem para a formação da orientação sexual de um determinado indivíduo.

     Para o psicanalista Freud, por exemplo, a orientação sexual do indivíduo é forjada durante os primeiros anos da infância, onde a menina vê na mãe um exemplo a ser seguido e imitado, da mesma forma que o menino vê no pai o mesmo modelo de conduta e exemplo. O que ocorre, segundo esta teoria, é que os papeis são invertidos; o menino passa a ver na mãe o exemplo a ser seguido, e a menina vê no pai aquilo que ela mesma quer ser. Esta assimilação/adoração pelo genitor faz com que a criança desenvolva atração física e emotiva pelo mesmo sexo, uma vez que que o objeto de exemplo e adoração da criança é do sexo oposto. Assim a criança passa a se identificar com a orientação sexual  de seus próprios pais.( complexo de édipo)

proibido-no-ira-gays_thumb1    Mas se Freud tem razão, por que irmãos, que recebem a mesma educação, vivem no mesmo ambiente cultural, e que portanto são influenciados pelos mesmos fatores, nem todos se tornam homossexuais?

    A resposta, ainda segundo a teoria de Freud, estaria no modo como os pais deliberariam seu afeto para com os filhos; um pai ausente, pouco afetivo com um de seus filhos, por exemplo, dificilmente irá fazer com que este tente imitá-lo. Este filho, portanto, sentindo-se renegado pelo pai, busca na mãe afeto, conforto e abrigo. E é justamente este amor de fixação, que causa o desvio da inversão sexual, uma vez que a criança não só ama a mãe, mas subconscientemente quer ser a própria mãe e assimila a suas características.

   Esta teoria, bem mais do que a teoria geneticista, levanta inúmeras controvérsias,  pois existem indivíduos que foram criados e educados apenas por mulheres, sem jamais terem a figura do pai, e no entanto não são homossexuais. Ainda existem casos de homossexuais terem educado e criado crianças, e no entanto estas mesmas crianças não são homossexuais.

    Se por um lado a genética ainda não pode comprovar que a homossexualidade é definida no estágio embrionário, a teoria freudiana de que a homossexualidade é um desvio psíquico,  torna-se a teoria mais aceita por grande parte da humanidade justamente por que envereda por aquilo que o homem tem de mais assombroso: o psíquico.

     Por fim, existe a teoria menos aceita, mas ainda assim polêmica, a de que a homossexualidade seria causada por uma influência /possessão demoníaca.

     Esta corrente teórica, é defendida em grande parte por líderes religiosos, que de forma unânime, afirmam que a homossexualidade é algo abominável e pecaminoso aos olhos de Deus. De fato todas as igrejas cristãs, católica e evangélicas ( protestantes) encaram a homossexualidade como uma opção do indivíduo em cometer um ato pecaminoso. ” Por causa disso, os entregou Deus às paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro,contrário a natureza;  semelhantemente,os homens também deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro” (Romanos 1:26-27). “Com homem não te deitarás como se fosse mulher; é abominação” ( Levítico 18:22).

   Mas se é uma opção em pecar, ou seja, se o indivíduo escolhe praticar a homossexualidade e portanto ele opta em ser homossexual, por que os próprios homossexuais são os primeiros a afirmar que não desejariam ser o que são? E uma vez que todos homossexuais demonstram a tendência em ser homossexual na infância, uma criança de 4 anos, por exemplo, que ainda não sabe distinguir muito bem o certo do errado, teria condições de escolher sua própria identidade sexual?

     Para responder tais perguntas, a teoria da influência/possessão demoníaca, segundo o Pastor Silas Malafaia, um dos líderes da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no Brasil, a criança sofre uma influência demoníaca, e isto ocorre justamente em um lar desprotegido das bençãos de Deus. E esta  criança sem ter um acompanhamento teológico, é convidada ao pecado. Então o pensamento homossexual é plantado nesta criança, e que com o passar do tempo irá desenvolver ações ou comportamentos homossexuais até que evolua para um hábito e por fim irá forjar o caráter e a personalidade do indivíduo, tornando-o , portanto em um homossexual.

mordem     Mas se isso for verdade, por que a ” cura” ou a libertação dos homossexuais é algo tão irrealizável? Embora exista muitos testemunhos de pessoas que se dizem libertos da homossexualidade, existe contudo, a controvérsia de que estes homossexuais na verdade deixaram apenas de praticar a homossexualidade, mas que ainda sentem atração por pessoas do mesmo sexo, e por isso ou optam viver uma vida celibatária ou dissimulada em uma heterossexualidade aparente. De fato, muitos ex-ex- gay’s são unânimes em afirmar que jamais deixaram de sentir atração pelo mesmo sexo, mas que apenas tentavam controlar essa pulsação e fingir que estavam “curados” libertos.

  Todavia, existem , aqueles que desafiam  esta controvérsia, ao declararem que sentem repulsa pelo seu passado de homossexualidade, e que uma vez libertos, sentem atração por pessoas do sexo oposto. Tanto que muitos hoje em dia são casados e têm filhos.  Manoel Ricardo Reis da Luz, (33), natural da Bahia, afirma que  descobriu ser gay quando tinha 8 anos de idade, pois se sentia diferente em relação aos demais meninos. Com o advento da adolescência, teve suas primeiras experiências sexuais com pessoas do mesmo sexo, e desde então assumiu sua homossexualidade. Aos 33 anos de idade , sentia-se arrependido de seus atos e comportamento, e procurou uma igreja. Converteu-se e, segundo ele, libertou-se da homossexualidade ( veja mais sobre isto).

   O fato, é que a discussão sobre as causas que levam uma pessoa ser homossexual continuará em constante debate, até que estas  ou outras teorias possam comprovar suas teses, pois como vimos nenhuma delas é dona da verdade absoluta, e por isso mesmo não devemos ter conceitos pré-concebidos a respeito da homossexualidade, pois isso não nos levará a verdade plena, mas sim ao preconceito.

Exclusiva entrevista com o Pastor que trouxe para São Luís a polêmica Igreja Evangélica para homossexuais

A Comunidade Cristã Nova Esperança (CCNE), uma igreja evangélica que tem por objetivo a inclusão daqueles que se sentem excluídos do seio da cristandade, entre os quais se pode citar os homossexuais, chega em São Luis. Eu, Cézar Júnior, entrevistei Flavio Jorge de Almeida (28), líder da igreja aqui em São Luis, e é ele quem nos conta um pouco dos principais fundamentos desta polêmica igreja.

Cézar Júnior: Como surgiu a idéia de criar uma igreja que apóia e não condena a homossexualidade?

Flávio Jorge: A CCNE é uma igreja inclusiva e que tem por objetivo, incluir todo e qualquer indivíduo que queira adorar ao Senhor Jesus Cristo, independente de qualquer condição. Infelizmente o que a maioria das igrejas evangélicas fazem é querer curar ou exorcizar a homossexualidade, como se esta fosse uma doença ou pecado. Nós aceitamos o indivíduo homossexual, por que acreditamos que é esta a vontade de Deus. Ser homossexual não é uma escolha. Então como eu posso querer obrigar um homossexual a deixar de ser homossexual. Além disso, o fato dele ser homossexual não pode e nem deve impedi-lo de adorar ao Senhor.

CJ: Mas existem passagens bíblicas onde existe condenação à homossexualidade. A CCNE tem uma doutrina específica?

FJ: Pregamos o mesmo evangelho que as demais igrejas evangélicas pregam. O que nos diferencia é que não procuramos condenar pessoa alguma. Essas passagens bíblicas, onde existe uma suposta condenação à homossexualidade, foram traduzidas de forma errada, por que não foram levados em consideração todo o contexto social e histórico da época em que foram escritas.

CJ: Então você está afirmando que a homossexualidade não é um pecado?

FJ: Sim. Deus nos deu o livre arbítrio, e tudo que depende de uma escolha, para o bem e para o mal, isso sim pode vir a ser pecado. No caso da homossexualidade é algo inerente ao sujeito. Ele não escolhe ser homossexual. E se ele não pôde escolher então não pode ser julgado por isso.

CJ: Quantos anos já tem a CCNE e como ocorre sua implantação no país?

FJ: Nossa matriz em São Paulo já tem seis anos, e a idéia é criar células em todo o país para que no futuro possam virar igrejas. É justamente este o trabalho que estamos realizando aqui em São Luis, onde já conseguimos alguns adpetos e fieis, que descontentes com a postura de exclusão das demais igrejas, estão nos procurando. São pessoas com fome de adorarão a Deus e que se vêm impedidas de fazerem isso.

CJ: Mas quando vocês usam o termo inclusiva, está se referindo apenas aos gay’s?

FJ: Não, não somos uma igreja exclusiva para homossexuais, ainda que a grande maioria dos fiéis seja homossexual. Nossa igreja está aberta para todos aqueles que se sentem excluídos de uma forma ou de outra.

CJ: Como está sendo a reação do público aqui em São Luis com a implantação da CCNE?

JF: A reação da maioria das pessoas é de surpresa, afinal somos ensinados de que a homossexualidade é um pecado mortal diante de Deus e um erro diante dos homens. Mas muitos estão se propondo a conhecer de maneira profunda o evangelho inclusivo.

CJ: Você próprio afirma que a maioria dos fieis que procuram a igreja são homossexuais. Você é homossexual?

FJ: Sim eu sou, e encontrei na CCNE uma igreja que ao invés de condenar-me por isso, me acolhe e me estimula a ser um verdadeiro cristão e não mais me sinto envergonhado diante de Deus.É claro que quando dizemos que aceitamos a homossexualidade, isto não quer dizer que aceitamos a luxúria, a licenciosidade, a promiscuidade e a perversão sexual.

CJ: A CCNE vai realizar casamentos entre homossexuais?

JF: As igrejas que já estão atuando em Fortaleza, Natal e São Paulo já fazem isso e aqui não será diferente. Se aceitamos que a homossexualidade não é um pecado, então por que não permitir que duas pessoas do mesmo sexo, que realmente se amam, possam se unir.

CJ: Quem são os mais veementes opositores da CCNE; os evangélicos ou os católicos?

FJ: Os evangélicos sem dúvida, por que acham que estamos deturpando o Evangelho que eles pregam, quando na verdade estamos apenas lutando para salvar tantas vidas, tantos gay’s que andam perdidos, sem rumo, achando que Deus as condena e abomina. Nosso exemplo maior é o próprio Jesus, que invalidou paradigmas religiosos que oprimiam vidas, e ele foi perseguido justamente por isso. Ele amou ao invés de odiar. Ele abraçou ao invés de abominar e tocou ao invés de enojar.

CJ: Mas o que dizer dos muitos casos de ex-gay’s,  que ingressaram em uma igreja e foram libertos da homossexualidade?

FJ: Olha o que existe e acontece, é que muito apenas deixam de viver, praticar a sua homossexualidade. Mas isto não significa que deixam de ser homossexuais, pois seus desejos e sentimentos continuam inalterados. É da nossa natureza. Nascemos homossexuais, fomos criados assim e se Deus abominasse ele não nos teria feito assim.Assim como nascemos com a cor dos nossos olhos e não podemos mudar isso, ninguém também pode fazer alguém deixar de ser gay. Eu já vi muitos testemunhos de gay’s que  tentaram de todas as formas serem libertos e curados da homossexualidade e de outros que supostamente foram curados pelos rituais de certas igrejas, e afirmo; todos sãos ex ex-gay’s. “ Por ventura pode um etíope mudar a sua pele, ou um leopardo mudar as suas manchas?” Je 13;23

CJ: A CCNE está engajada com o movimento gay daqui de São Luis?

FJ: Não, por que a nossa proposta não é política, embora nós já fomos procurados pelo grupo Gayvota para também sermos ativistas dos direitos dos homossexuais. É claro que se formos procurados apenas para pregar o Evangelho Inclusivo, estaremos aqui de portas abertas.

CJ: Aos interessados como fazer para congregar-se a CCNE aqui em São Luis?

FJ: Nossa célula fica na Rua João Manoel Cunha n° 02 Cohab, onde temos cultos, palestras, sermões e debates todos os domingos às 18h: 30. Aproveitando o ensejo convido a todos para nos visitarem e conhecerem o nosso evangelho de inclusão e amor ao próximo. Estamos sempre dispostos pelos telefones: 8873 9626, 8803 3755, 81895740, e também pelo e-mail: ccne.sl@hotmail.com, e   pelo orkut saoluiz@ccne.org.br.

A complexidade das relações amorosas dos homossexuais

Encontrar um amor ou parceiro fixo está cada vez mais difícil no mundo tribalista de hoje, e mesmo que algumas garotas ainda apostem na idéia do príncipe encantando ou que alguns rapazes ainda desejem tomar para si uma donzela, as relações de afeto do mundo atual tendem a seguinte regra: transar (ficar), namorar, noivar e por fim casar. O problema é que apenas 10% dessas relações transpõem a primeira fase o ficar , o que a grosso modo, pode-se com categoria afirmar que, nos dias de hoje o amor está cada vez mais frio nos corações das pessoas.

Mas se isso se torna problemático para àqueles que buscam uma relação mais duradoura e consistente como o amor, é também a única forma que muitos se utilizam para viver diversas transas e emoções até poder escolher uma para que possa se relacionar de fato.

Mas por que problematizar um assunto tão banal como esse? Por que exatamente é isso, o cerne que nos  une para que possamos viver em uma sociedade orgazinada e equilibrada. Mas se a busca pelo amor verdadeiro é assim tão caótica nas relações heterossexuais, ela certamente se duplica quando passa para a esfera homossexual. Isto não por que os homossexuais não sejam capazes de amar como os heterosssexuais, mas por que muitas vezes a escolha do parceiro ideal tende a ser distorcida quando a barreira entre heterossexualidade e homossexualidade é rompida.

Por exemplo, existem muitos casos em que um rapaz gay se apaixona por outro heterossexual, onde a própria orientação sexual dos dois por serem diversas tenderá a distanciá-los, embora esse mesmo contraste possa entesá-los e inflarmar-lhes a libido. Pois é preciso levar-se em consideração que existem muitos casos comprovados  de rapazes heterossexuais que esporadicamente ou não praticam relações sexuais com gays, e aqui cabe lembrar que todos são unânemes em afirmar que o que buscam é apenas satisfação e prazer sexual, nada mais.

E é exatamente aí onde reside o x da questão, pois embora seja perfeitamente concebível que um homem, que se autodesigna heterossexual, pratique sexo com um homossexual, este jamais poderá se apaixonar pelo gay, pois se assim o fizer estará negando sua própria orientação sexual.

Assim embora dois homens com orientações sexuais diversas possam praticar sexo entre si, estes jamais poderão se amar e manter uma relação estável, concreta e verdadeira. É claro que muitos se iludem discordando disto, pois sei que também existem muitos casos  em que dois homens de natureza sexual divergente convivem ou até namoram. Entretanto se nós nos aprofundarmos um pouco mais nesses casos veremos que,  o que os une é o jogo do interesse, da ambição e do status. Por isso afirmo categoricamente que dois homens só poderão se amar e serem felizes, se os dois forem gay.

Mas então por que será que existe esta infração  na órbita das orientações sexuais? O que leva um heterossexual a se deitar com um homossexual ou vice-versa?

Em uma enquete realizada por mim no orkut, por entre um grupo de 200 rapazes heterossexuais,  180 afirmaram que o que os motiva é o dinheiro ,10 que inflamavam-se por aqueles mais afeminados e por causa disso mesmo conseguiam sentirrem-se atraídos por estes, e outros 10 por que estavam extremamente carentes.  Participe

Já a mesma pesquisa realizada em um grupo de 200 rapazes homossexuais, 190 afirmaram que  sentiam-se atraídos  pela masculinidade, característica que, segundo a maioria afirma, a grande maioria dos gays são carentes, e apenas 10 afirmaram que a própria transgressão da categoria (hetero/homo) despertava-lhes a libido.

Diate disso, podemos afirmar que a complexidade de se encontrar um parceiro fixo ou amor no meio desta transgressão é extremamente alta, uma vez que são duas partes antagônicas e que momentaneamente se unem apenas por alguns minutos de um coito.

É esta a ideía que nos passa Marcos (25), estudante de arquitetura, paulista e gay assumido desde os seus 18 anos . “Meus amigos ficam perplexos comigo quando eu lhes digo que eu não gosto de ficar com outro gay. Isto por que eu prezo pela masculinidade e quando percebo que o rapaz tem qualquer trejeito afeminado logo perco meu interesse e sei que o mesmo acontece quando os gays me vêem, pois sei que sou afeminado. Mas o que é ainda mais incrível é que eu também consigo despertar entre estes supostos heteros o interesse sexual”, afirma.

Já Renan ( 29), estudante de jornalismo, maranhense e bissexual afirma que quem fica com outro homem mesmo que esporadicamente ou por impulso, não pode se considerar jamais hetero, mas sim bissexual. ” O que as pessoas hoje em dia têm medo é do rótulo, pois conheço muitos amigos meus que me confessam que sentem vontade de transar com algum gay mas que se sentem inibidos com medo do que irão pensar de si mesmo depois”,declara.

De fato, eu elaborei a seguinte categoria de homossexuais para que àqueles que  pensam que ser homossexual é apenas o sujeito que gosta de outro homem e desmunheca, possam entender a complexidade da coisa.

Assim temos quatro categorias. A primeira é elencada pelas bichas que são os homossexuais digamos mais  clássicos e ao mesmo tempo mais satíricos e satirizados. São aqueles que tendo trejeitos femininos e muitas vezes aparência feminina abusam desses seus dotes para esteriotipar quem são de fato, sem contudo jamais conseguir alcançar uma feminilidade plena e completa. Exemplo: Vera Verão ( Jorge Lafon).

A segunda é formada pelos gays que são os homossexuais, digamos menos esteriotipados, uma vez que, embora tenham ou não trejeitos afeminados não buscam a caracterização feminina. Esta é a maior de todas as categorias. Exemplo: Fredy Mercury, Clodovil.

A terceira categoria é composta pelos travestis ou transsexuais, que como o próprio nome já diz, é formada pelso homeossexuais que se transmutam ( por meio de cirurgias), ou se travestem para melhor se caracterizarem como mulher, pois buscam a feminilidade plena e absoluta. Exemplo: Roberta Close.

A quarta categoria é formada por aqueles que eu chamo de entendidos, que são os homossexuais mais complexos  de indentificar, pois, ao contrário dos demais, não possuem nenhum trejeito ou traço que possa distorcer sua masculinidade, pelo ao menos na aparência.  Esta é a segunda maior categoria e é onde a maioria dos homossexuais enrustidos se encontram. Exemplo: Renato Russo, Evaristo Costa.

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Cabe lembrar que esta classificação independe das predileções sexuais (ativo, passivo ou versátil) e que delas estão excluídos os bissexuais, ainda que se assemelhem a algumas das características supracitadas.

Mas por que classificar os homossexuais nesta categorias. Por que assim acredito que cada qual sabendo quem ou o que de fato é, saberá o que buscar e onde buscar. Assim, acredito eu que, uma bicha jamais quererá namorar com um travesti ou uma transssexual. Mas um entendido talvez sim, assim como que para  um gay será mais fácil sentir-se atraído por um entendido ou mesmo outro gay. Isto por que, como a busca pela masculinidade é quase unanimidade na maioria dos casos, este mesmo grau de masculinidade tende a decrescer conforme as categorias.

Para ficar ainda mais fácil segue o quadro abaixo:

Gay – Masculinadade  amena

Bicha- Masculinadede irrelevante

Travesti ou transsexual – Masculinidade inexistente

Entendido – Masculinidade perceptível, forte.

Grau de compatibilidade proposto:

Gay x gay

Entendido x travesti ou transsexual.

Bicha x entendido

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