Transexualiadade é motivo de chacota para certos radialistas do Maranhão

Fico simplesmente perplexa ao me dá conta que, apesar de todo o debate público envolvendo a questão da identidade de gênero, orientação sexual bem como o reconhecimento da transexualidade por parte do poder público como um fato social a ser respeitado, muitos profissionais da imprensa ainda abordem o tema com tamanha falta de respeito. Tais profissionais se esquecem que um dos papeis da imprensa, além de informa é justamente normatizar a população, pois quando um determinado acontecimento ou fato é narrado e divulgado pela imprensa, deve-se atentar a ênfase que existe em afirmar que um determinado fato é punível, é vergonhoso, é reprovável ou elogiável e notável.

Diante disso jornalistas e profissionais da comunicação de modo geral precisam se atentar quanto a ética profissional e não desmerecer a quem quer que seja por questões referentes a identidade de gênero ou mesmo orientação sexual. Muito pelo contrário, embora saibamos que o ser humano por ser um ator social e como tal possa se deixar imbuir de preconceitos muitas das vezes estabelecidos e perpassados por correntes culturais, ainda assim quando um jornalista ou radialista faz uso de um veículo de comunicação e se reporta ao público para falar sobre uma pessoa transexual, ele, embora, tenha suas opiniões particulares sobre o assunto, não deve jamais se esquecer do seu papel ali enquanto comunicador e jornalista, isentando-se, portando de seus preconceitos.

Foi verdadeiramente lamentável ouvir a forma como os radialistas Leandro Miranda, Jeisael Marx e Clodoaldo Correia trataram do assunto durante o Programa Ponto Continuando da Mais FM, envolvendo uma transexual que “teria causado uma grande sensação” em Pinheiro neste carnaval ao ter sido flagrada aos beijos com empresários, políticos, blogueiros e até autoridades policiais. Apesar de entender que isso possa virar pauta de notícia apenas porque se trata de um caso diferenciado justamente porque trata-se de uma transexual, não é compreensível, contudo, que façam chacota da pessoa transexual ou insinuações levianas que só ajudam a deturpar a imagem preconceituosa que muitas pessoas ainda tem da pessoa transexual. Acredito que mesmo no jornalismo opinativo tem limites a serem respeitados por um profissional ético e que reforçar o preconceito ou mesmo o machismo em um veículo de comunicação é algo que precisa ser repudiado no jornalismo.

Teste do sofá ainda é aplicado para recrutamento de jornalistas em São Luís

Na última semana a TV Metropolitana anunciou abertura de um processo seletivo para jornalistas atuarem nas funções de repórter, produtores, editores e etc em São Luís. O anúncio rapidamente viralizou pelas redes sociais e grupos de whatsapp onde pessoas ávidas por uma vaga de emprego começaram a corresponder ao anúncio, enviando seus currículos profissionais para concorrem às vagas ofertadas.  Os responsáveis por esse processo de recrutamento ainda de acordo com o anúncio eram o jornalista Henrique Paz e o radialista Samir Ewerton. Eu como as demais pessoas que estão em busca de uma vaga de emprego no mercado de trabalho tão escasso para jornalistas, apostei e enviei meu currículo e que para minha decepção, consternação, e perplexidade me foi respondido da seguinte forma como então passo a mostra nos prints de uma conversa via whatsapp:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O homem que aparece nessas conversas é o radialista Samir Ewerton que de forma despudorada foi imediatamente insinuando que para que a vaga fosse minha eu deveria ter relações sexuais com ele, enfatizando que tinha uma fantasia em ter relações sexuais com uma transex. Embora eu tentasse levar o assunto para o âmbito profissional no que concerne o processo seletivo de jornalistas anunciado para a TV Metropolitana, Samir insistia na conversa de teor sexual, fazendo as mais absurdas perguntas até que deixou bem claro que a vaga poderia ser minha se eu me submetesse às suas fantasias sexuais em ser sodomizado por uma transex.

Logo após este incidente entrei em contato com o Henrique Paz, o responsável que estava à frente desse  processo de recrutamento e ele afirmou  primeiro que não conhecia  o Samir, mas após algumas perguntas e ver o print das conversas teve que assumir que o conhecia e que Samir tinha a intenção de colocar no ar na TV Metropolitana um programa e que ia precisa de profissionais da comunicação e que por conta disso tinha colocado o e-mail dele no anuncio.

O fato é que ainda que o Samir não faça parte da TV Metropolitana, ele usou desse estratagema de um processo seletivo de profissionais para trabalharem na Emissora, para fazer um assédio sexual à minha pessoa. Sinto-me indignada com essa situação não só por que trata-se de uma prática recorrente no mercado de trabalho para jornalistas, pois não é a primeira vez que sofro esse tipo de assédio quando busca  uma oportunidade de emprego como jornalista, mas também percebo claramente a existência de um preconceito latente contra a participação de pessoas transexuais no mercado de trabalho e o Samir sabedor desse fato, usou sem duvida desse artificio para impor sobre mim a alternativa de ter que transar com ele para poder conseguir a vaga.

Levanto esta denuncia porque repito, não é a primeira vez que sou vítima dessa prática ao tentar uma vaga em algumas emissoras de Rádio e TV, e ressalto que embora eu seja uma transexual isso não diminui em nada minha capacidade profissional, e por isso mesmo não admito ser desrespeitada dentro do meu profissionalismo. Acredito que a ética profissional deva existir como a regra básica de respeito entre empregado e empregador, chefe e subordinado e que assédios sexuais no ambiente de trabalho devem ser sempre denunciados.

Quanto custa uma beleza efêmera e fatal?

Atualmente não é nenhum segredo que muitas travestis e transexuais façam uso de substâncias como o silicone industrial com o objetivo de moldarem o corpo e atingirem características mais acentuadas de feminilidade. Muito já foi discutido a esse respeito no que tange os malefícios que isso pode causar à saúde que quem faz uso desse tipo de substância, e, no entanto, o uso do silicone industrial ou outras substâncias similares continuam a ser utilizadas por muitas, ignorando todos os aconselhamentos contrários. Talvez porque muitas travestis e transexuais se deixam induzir por experiências empíricas ou exemplos de amigas que ao fazer uso dessas substâncias nunca tiveram até então nenhum tipo de rejeição ou complicações infecciosas.

O fato é que, de acordo com a classe médica, quando se faz uso de uma substância como silicone industrial, hidrogel e etc, e que venham a ter contato direto com o organismo, ao contrário de uma prótese, essa substância tende a aderir ao músculo, nervos, tecidos e correntes sanguínea. O organismo percebendo a existência de um corpo estranho acaba criando uma espécie de camada de gordura com a intenção de se proteger e logo depois tentar expulsá-lo. Esse tipo de conflito interno evidentemente não ocorrerá da noite para o dia, embora nada impeça que em muitos casos isso possa acontecer.

Quando então o organismo não consegue extirpar esse corpo estranho, um líquido linfático e pus começa a ser criado causando com isso uma forte infecção. Em muitos casos pode-se combater a infecção

 

por meio de antibióticos ou drenagem, mas o que se faz é apenas retirar o líquido linfático e pus, mas, jamais o silicone, porque este já está empedrado com o músculo e os tecidos.

Dessa forma os recursos existentes são meramente paliativos, e a tendência é que com o passar dos anos essa infecção possa necrosar o próprio músculo e os tecidos.  Pode acontecer também que as substâncias nocivas com o passar dos anos possa atingir os vasos sanguíneos causando parada cardiovascular ou respiratória.

O que muitas travestis e transexuais não se atetam é que este processo como já foi dito, nem sempre acontece de forma instantânea, mas sim com o decorrer dos anos que pode ser de 02 a 10 anos para que o corpo comece a entrar em colapso por conta da rejeição. É por conta desse lapso de tempo que muitas se deixam induzir por um breve momento de beleza efêmera que vai durar uns 02 ou 10 anos e acabam destruindo a saúde e até mesmo a própria vida.

Em uma recente pesquisa feita por Associações de Transexuais e Travestis e outras da comunidade LGBT quase todas apontam que a expectativa de vida de travestis e transexuais no Brasil é de 35 anos de idade. Trata-se de um dado espantoso, porque uma pessoa com 35 anos de idade de acordo com índices internacionais de expectativa de vida, com 35 anos de vida a pessoa ainda está atingindo o ápice da vida. É evidente que os casos de transfobia existente no Brasil tem contribuído bastante para a elevação desses números. Todavia, não se pode descartar que uma boa parcela também morre e continua morrendo por fazer uso indevido de substâncias no próprio corpo e isso não pode ser descartado quando se trata da expectativa de vida das travestis e transexuais limitada apenas aos 35 anos de vida no Brasil.

De fato, muitas fazem uso dessas substâncias entre as idades de 18 a 25 anos quando então atingem um certo grau de maturidade e optam pela remodelagem de seus corpos. Outro dado curioso e que pode corroborar esta importante pesquisa é que é cada vez mais raro nos dias de hoje se perceber ou deparar-se com uma travesti transex com uma faixa etária de 50 ou 60 anos. Uma prova que estão morrendo cada vez mais jovens.

Se a transfobia tem contribuído para este alarmante quadro, o uso de substâncias como silicone industrial indevido ou outras substâncias similares que não sejam de uso cirúrgico por meio de próteses, tem alavancado esse quadro.

Na ânsia de se atingir uma aparência mais feminina ou possuir status de beleza muitas tem recorrido e recorrem as famosas “bombadeiras” aplicando silicone nas pernas, quadris ou glúteos por que se deixam seduzir pelo imediatismo do efeito aparente, mas se esquecem que estão trocando sua própria vida por aquilo. Que ficarão belas, “gostosas”, serão apreciadas, elogiadas, e terão satisfação pessoal em seu grau de feminilidade, mas que isso tem um elevado preço para um tão curto prazo de vida. É irônico quando se fala de preço, porque sabe-se que as aplicações desse tipo de substâncias é razoavelmente baratas e de curto prazo para se ver os resultados almejados. Mas a que preço!

 

Resenha do Livro de Mórmon

Levada por minha constante curiosidade em desvendar o oculto e mistérios que ainda se encerram no passado das grandes civilizações acabei me deparando com o Livro de Mórmon e sua narrativa sobre as origens das grandes civilizações que habitaram na Mesoamérica.

O que é realmente instigante no livro de Mórmon é que ele nos conta que a partir de uma família de judeus refugiados na época em que o reino de Judá caia nas mãos dos Babilônios, após terem recebido uma instrução divina, deixaram o oriente médio, empreenderam uma grande viagem até então inédita para todo e qualquer povo daquela época e, atravessando o grande oceano pacífico aportaram nas Américas. Uma vez que chegaram no continente, após começar a se multiplicarem começou a haver dissidências entre eles por ordem religiosa e civis, o que contribuiu para que o povo se divide-se em dois: os nefitas e os lamanitas e que desde então viveram em constantes guerras, onde hora os nefitas sobrepujavam aos lamanitas, e ora os lamanitas venciam os nefitas obrigando-os a sempre mudarem-se das regiões em que então habitavam, abandonando suas cidades e campos de cultivo e produções por medo da escravidão.

Todavia, no decorrer da narrativa do livro percebe-se certos anacronismos que aos olhos de um leitor mais acurado não podem passar despercebidos tais como, a existências de rebanhos de bois e cavalos no continente americano quando então o povo de Néfi aqui chegou, quando na verdade esses animais foram introduzidos no continente americano com a chegada dos espanhóis. Outro ponto a ser levado em consideração é a própria língua então falada por esse povo. Ora se eles eram refugiados do Reino de Judá, naturalmente que deveriam falar, assim como todos os judeus daquela época, o hebraico ou mesmo o aramaico, e em nenhuma das pesquisas arqueológicas feitas na Mesoamérica foram encontradas qualquer indício dessa escrita ou mesmo cultura. E esse fato é extremamente curioso, por que os judeus em todas as épocas em que sofreram dispersão ou perseguição, sempre foi um povo admirado por conta da preservação de suas raízes étnicas e culturais mesmo diante das mais piores adversidades. Então por que ao longo dos séculos em que o povo de Néfi deixaria seus costumes de lado ou mesmo esqueceriam seu próprio idioma? O Livro de Mórmon cita que por conta de suas transgressões os lamanitas foram sentenciados com uma maldição tornando-se de pele escura, tais como todos os demais povos que então de fato habitaram a América tais como os astecas, olmecas, mais, incas e etc. O livro afirma também que o povo lamanita se degenerou, o que implica afirmar que abandonaram todos seus costumes e tradições culturais, inclusive a língua hebraica. Contudo, a ausência dessas evidências lança dúvidas sobre a veracidade dessa narrativa.

De fato durante toda a narrativa fala-se da construção de grandes cidades e da destruição delas por conta das constantes guerras entre esses dois povos ou até mesmo por conta de catástrofes naturais tais como terremotos, inundações, erupções vulcânicas ou mesmo abandono de cidades. Mas onde estão as ruínas afinal dessas civilizações? Onde estão os indícios e elos que poderiam afirmar, por exemplo, que os astecas são descendentes dos lamanitas?  A arqueologia, assim como a própria História necessita de elementos comprobatórios para que possa afirmar que tal povo habitou ou fez isto ou aquilo em determinada época e essas provas podem ser as mais diversas desde textos antigos e incontestáveis e por fim ruínas. E até o presente momento o que foi provado pela arqueologia foram povos tribais com língua própria e costumes impares que aqui habitaram.

Outro ponto controverso no livro é a questão do monoteísmo, pois em todos os estudos arqueológicos feito na Mesoamérica jamais se encontrou indícios de culto a um só deus, dentre todos os povos das Américas. Além disso, o autor do livro utiliza de termos e palavras tais como Igreja, e Cristo com a mesma familiaridade como se as tivesse apreendido em uma escola grega, pois tais palavras são do idioma grego e como poderiam ser empregadas em um idioma indígena que não está muito bem definido qual seria no próprio livro de Mórmon?

Não pretendo entrar no ramo da Teologia contida no livro de Mórmon para não ferir sentimentos religiosos de teor cristão, e me limito em apenas ao ramo da Arqueologia e História justamente por que são estas as ciências que exigem provas da existência de tais povos e quebram paredes impostas pela fé. Pois se analisarmos a Bíblia, por exemplo, que é um livro religioso e que nos fala de coisas misteriosas e que desafiam a ciência, ela, contudo, não deixa margem no que tange a veracidade de suas narrativas históricas por que ela cita nomes, episódios, lugares e até mesmo eventos que podem ser facilmente encontrados em outras fontes e por elas comprovados.

O livro de Mórmon afirma que o povo de Néfi, que era de pele clara e o escolhido por Deus, foi destruído pelos selvagens lamanitas e que o livro que então foi compilado a partir de placas de ouro e latão pelos chefes e família de sacerdotes ao longo dos anos, foi escondido até que foi encontrado por Joseph Smith Jr, que por meio do Espírito Santo, conseguiu traduzi-los para o inglês. Contudo, tais placas de acordo com o próprio Joseph Smith Jr. foram recolhidas por Deus que lhe mostrou para que ele apenas pudesse traduzi-las, e que nos deparamos novamente com uma nova lacuna deixada pelo Livro de Mórmon.

Reafirmo que não pretendo derrubar a veracidade ou não livro de Mórmon ou que ele deva ser ou não aceito como um livro assim como a Bíblia, um livro inspirado por Deus, mas sim que tais lacunas fossem respondidas por aqueles que o defenden. O povo de Néfi, mesmo que tenha sido destruído, de acordo com o próprio Livro de Mórmon habitou na Mesoamérica por mais de 800 anos e deveria existir algo sobre sua passagem pela América, inclusive na memória cultura dos demais povos que então continuaram a existir no continente. Que as respostas levantadas pela minha curiosidade sejam respondidas pelos adeptos do Livro de Mórmon.

 

 

 

Os nephilins

Grande parte dos teólogos de toda sorte de denominações religiosas já se depararam com este debate a cerca dos nephilins ( caídos) citados no livro bíblico intitulado Gênesis (Gen. 6:4-14). Embora a citação que se faz desses seres no livro bíblico seja bem resumido e sucinto, ele encerra um grande debate sobre a própria natureza dos próprios anjos, bem como de seu caráter se levarmos ao pé da letra aquilo que nos foi ensinado pela Cristandade. “Naqueles dias existiam gigantes na terra, e também depois, quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos”. Esta afirmação que dividido opiniões e teses de doutores da teologia, católicos ou evangélicos por que aborda um assunto que a própria Igreja Cristã Primitiva nunca quis comentar: O sexo dos anjos e o seu livre arbítrio.

Percebe-se que quando o livro de gênesis cita os nephilins, os gigantes da terra, logo após vem a sentença do dilúvio universal e que exterminou toda sorte de vida que exista em terra seca e que não se encontrava junto com Nóe e sua família na Arca.  A principal causa do dilúvio como o próprio livro continua narrando foi que a violência tinha se multiplicado sobre modo na face da terra. Violência esta promovida pelos poderosos da antiguidade os gigantes, nascidos da união entre anjos e humanos.

Mas, porque os anjos de Deus, tendo um lugar reservado nos Céus e supostamente um ser que está acima dos mortais humanos desejariam ter relações sexuais com humanos? Está pergunta é o cerne da questão, porque poderá dar sentido a existência dos nephilins. O livro de Gênesis não nos narra em detalhes como esse fato aconteceu e nem seus reais motivos. Já um outro livro e que foi considerado apócrifo pela então Igreja Primitiva, o livro de Enoque, conta de forma detalhada sobre essa transgressão cometida por cerca de 200 anjos.

O que se percebe de forma nítida nesse contexto é que esses anjos cometeram não apenas um ato de rebelião contra as leis do Céu ou contra o Deus Criador, mas também desejaram ser eles próprios deuses. Pois tanto, em Gênesis como em Enoque o que se percebe é que esses anjos ao abandonarem suas posições nos Céus estavam cientes de suas transgressões e da própria punição que disso resultaria. Mas, ainda assim tiveram a ousadia de tentar imitar o Deus Criador, para que diante dos homens fossem adorados como deuses. Trata-se de uma época imemorável, já que aqui fala-se de fatos antidiluvianos e que as civilizações que então estavam florescendo, foram todas destruídas, nos restando apenas poucos fósseis e nenhum documento escrito sobre isso. De fato, quando todas as civilizações falam sobre a catástrofe do dilúvio elas o fazem após milênios, e o que foi preservado como memória disso foi sem dúvida repassado pela tradição oral por meio de histórias que com o passar dos anos tomaram o ar de mitos.

Mas, voltando a ponto sobre a rebelião desses anjos e de sua ousadia em querer ser deuses diante dos homens, eles precisariam evidentemente imitar o próprio Deus Criador, doador da vida na terra, de homens e de animais. Mas teriam eles esse poder? A Bíblia nos diz que Deus criou o homem do pó da terra, assim como todas as plantas e os animais. O próprio planeta, o universo passaram a existir apenas por meio da sua Palavra, ordenando que as coisas existissem do nada. Como então imitar este Deus Criador?  Embora somente o Deus Criador seja Onipotente, não nos esqueçamos que os anjos também possuem poderes porque foram criados antes da luz (universo) e para servirem a este Deus e seus desígnios e para isso necessitavam ter poder. Quando então se pretende criar uma nova forma de vida e não se tem o poder de criá-la do nada como fez o Deus Criador, deve-se tentar fazer  uma cópia daquilo que simplesmente já existia. Esta foi a real intenção dos anjos rebeldes se unirem com mulheres: a criação de uma nova raça de humanos. Uma raça híbrida.

   Neste ponto àqueles que defendem a idéia que anjos não têm sexo, não poderiam ter, portanto relações sexuais com estas filhas dos homens. Mas, o que estes não entendem e descartam de forma tola, é o poder que estes anjos possuem de se materializarem e assumirem as formas que bem desejarem.  Ló quando recebeu dois anjos em sua casa, eles se apresentaram diante dele não como um ser espiritual e de luz resplandecente, mas como homens, pois cearam em sua casa e conversaram com Ló como a um amigo. Então enxergar a natureza angélica de forma sexista tal como nós, humanos estamos limitados, é tentar simplificar os poderes desses seres angelicais.

No livro de Enoque, ele não só fala que esses anjos rebeldes, que ele chama de Sentinelas ou Vigilantes do Céu, se relacionaram sexualmente com mulheres com o objetivo de gerar uma nova taça de humanos, como eles também ensinaram toda sorte de mistérios a esses homens tais como a escrita, a arte da guerra, a ciência, a astronomia, a matemática, a manufatura, os cosméticos, encantamentos (bruxaria), e  toda sorte de conhecimentos.  Neste ponto eu acredito piamente que estes Vigilantes do Céu tinham uma missão a ser cumprida na Terra em proveito dos homens (guiá-los e instruí-los nesses conhecimentos, porque diga-se de passagem, não foram ruins para a humanidade). Mas durante esta missão eles simplesmente se deixaram corromper por Satanás e seus anjos (a primeira rebelião no Céu), e que lhes incutiu este desejo de serem eles próprios deuses, e não simplesmente servirem a criaturas mortais como os humanos.

Estes anjos então seduzidos por este desejo de serem deuses abandonaram sua missão primordial de instruir os homens, e passaram a enganá-los afirmando que eram deuses e como prova disso começaram a criar monstruosidades híbridas na vã tentativa de imitar o Criador. Assim, tentaram unir os genes de toda sorte de animais com humanos e o resultado disso foram monstros que nos dias de hoje povoam apenas nos mitos: centauros, medusa, minotauro, gárgulas, dragões, quiméria, grifo, harpias, sereias e etc. Mas, a coroa da criação seria a de uma nova  raça humana e como fazer uma nova raça humana superior? Unindo aquilo que é meramente terrestre e mortal, com aquilo que é celestial e eterno (divino). O resultado disso foram os gigantes, os nephilins citados na Bíblia e que então passaram a dominar toda a terra.

  Mas, como era este domínio? Os gigantes, filhos dos anjos rebeldes de acordo com Enoque atingiam mais de 8 metros de altura, evidentemente que eram muito mais poderosos quer em questão de saúde, como em força, longevidade e sentidos, e com essas habilidades foram capazes de dominar todas as demais civilizações dessa época. Aqueles que não eram híbridos, ou seja, os humanos, viram-se forçados a crer que estes anjos os Vigilantes do Céu, eram deuses que visitaram a terra para lhes trazer toda sorte de conhecimentos em seu benefício. Não é à toa que os anais da história de todas as civilizações nos apontam o politeísmo como a religião predominante da antiguidade, onde existia um grande panteão de deuses que se arvoravam a divindade para diversos setores da vida; deusa da Agricultura, deus dos mares, deus das tempestades, deusa da fertilidade, deus do céu, deus da morte, deusa da sabedoria, deusa do amor, deus da guerra e etc.

Outro ponto a ser destacado é que, com o surgimento destes gigantes a dieta da raça humana também foi alterada, por que de acordo com a própria Bíblia a Terra clamou por conta da grande violência que nela se fazia e do sangue que nela era derramado. O livro de Enoque endossa essas palavras afirmando que a terra já não podia mais sustentar os gigantes que a estavam devorando e que quando já não havia mais nada para alimentá-los eles se voltaram contra os próprios homens a fim de devorá-los.  Subentende-se que foi somente nessa época, após um grande espaço de tempo em que os gigantes dominaram sobre a terra, é que os homens se voltaram para o Deus verdadeiro clamando por sua justiça e salvação.

A resposta do Deus Criador foi o dilúvio que exterminou com essa raça de gigantes e com todos os ímpios que se voltaram para adorar os anjos rebeldes como seus deuses, abandonando o verdadeiro Deus Criador dos Céus e da Terra.  Mas, e o que aconteceu com os anjos rebeldes nesse meio tempo? Eles que se haviam espalhado pela face da terra se auto intitulando como deuses não puderam impedir o dilúvio e assim tiveram que presenciar a destruição de toda a sua criação; tanto animais como os gigantes. E ao verem a terra completamente devastada e não achando mais lugar nela para si, resolveram se desmaterializar e voltar para os Céus. A bíblia no livro de Judas e o Livro de Enoque nos afirmam categoricamente que estes anjos foram severamente castigados pelo Deus Criador que, subjugando-os, os lançou em um abismo profundo de trevas chamado Tártaro, onde permaneceriam acorrentados até o dia do juízo final.

Deus então lavou o mundo e extinguiu com a raça dos gigantes na terra e toda sorte de perversidade de hibridização que os anjos rebeldes haviam feito na Terra. Todavia, as gerações pós-dilúvio jamais se esqueceriam dessa história, repessando-a como história e tradição para as gerações futuras de como que uma vez que as civilizações voltaram a florescer, cada qual incorporando-a com novas histórias que a grosso modo podem parecer serem distintas, mas que se desmembradas todas, sem exceções, irão apontar para o fato que os deuses visitaram a terra e tiveram filhos com os homens, e que gigantes já habitaram na terra.  Basta vasculhar, pesquisar e estudar os mitos da Mesopotâmia, Egito, Grécia, Incas, Astecas, Maias, Chineses, Romanos, Indianos, Vikings e etc.

Alguns vão questionar porque o próprio Santanás e seus anjos nunca tentaram fazer isso antes, preferindo induzir que outros anjos o fizessem. Mas, a resposta está na própria sagacidade de Lúcifer que já foi intitulado como o anjo mais belo e inteligente da criação, pois ele saberia que esses anjos rebeldes por terem interferido de forma direta na criação divina seriam severamente punidos. Embora Lúcifer deseje em seu coração ser semelhante ao Altíssimo, ele é suficientemente inteligente para encontrar meios mais perspicazes para fazer isso, como então tem feito ao longo de tida a história da raça humana.

Mas, nunca se pode subestimar as intenções do maligno. Exatamente por isso eu acredito piamente que as intenções de Lúcifer ao induzir estes anjos a tentar ser deuses, tocando na natureza e se relacionando sexualmente com os humanos, foi tentar corromper a raça humana para que a promessa da vinda do Messias não pudesse se realizar, já que o próprio Deus na pessoa do Filho, desceria na terra como um homem nascido de uma mulher.

Para os mais céticos, eu deixo o desafio de encontrarem respostas entre os próprios mitos de todas as civilizações politeístas e tentarem desassociar os relatos referentes ao dilúvio e aos gigantes ou semideuses.

 

 

 

 

 

 

 

Se a homossexualidade não é doença, porque a transexualidade ainda é?

 

A proibição para que psicólogos possam tratar homossexuais que desejem tentar deixar a prática da homossexualidade casou uma grande polêmica na sociedade brasileira a tal “cura gay”. Enquanto muitos psicólogos se apoiam na cláusula em que o indivíduo tem o direito de fazer suas próprias escolhas, inclusive em querer deixar de ser homossexual, por outro lado existe àqueles que afirmam que a proibição se faz necessária já que a homossexualidade deixou de ser encarada como uma doença pela Organização Mundial de Saúde.

O que muitos neste contexto se esquecem é que, para que um certo distúrbio ou moléstia, disfunção e etc, seja caracterizada como patologia ela precisa obedecer a certos critérios apontados pela própria OMS e que precisam obedecer aos critérios de anormalidade, desordem, patologia, perturbação, desequilíbrio e etc. Por fim quando esses critérios são encontrados deve-se procurar o tratamento específico para o estágio da cura ou reversão para o quadro sadio e de perfeito equilibro físico e mental. E essa cura e tratamento é sempre baseado no próprio fator que causa a referida moléstia; um vírus, uma bactéria, um trauma, uma infecção e etc.

No caso da homossexualidade o que se percebe é que não só não existem nenhum desses fatores causadores de uma possível patologia ou transtorno, como também os próprios tratamentos levantados e pesquisados por especialistas em psicologia e psiquiatria demonstraram serem falhos, quer na metodologia da indução ou como dedução, bem como por meio de exames clínicos jamais foram encontrados estes fatores X. Exatamente por conta disso que a homossexualidade saiu do CID (Código Internacional de Doenças).

Outro ponto a ser considerado é o depoimento prestado por supostos ex-gays. Quase em toda a totalidade dos casos esses ex-homossexuais afirmam uma conversão religiosa, uma libertação espiritual, o que leva o debate para outra área fora da ciência.

É importante destaca ainda que, embora a homossexualidade deixou de ser classificada como doença, a transexualidade ainda é vista como uma disforia de gênero, um transtorno mental de acordo com o CID 10 F-64 (trata-se de um desejo de viver e ser aceito enquanto pessoa do sexo oposto. Este desejo se acompanha em geral de um sentimento de mal estar ou de inadaptação por referência a seu próprio sexo anatômico e do desejo de submeter-se a uma intervenção cirúrgica ou a um tratamento hormonal a fim de tornar seu corpo tão conforme quanto possível ao sexo desejado).É por isso que em muitos países, existem como no Irã e na Tailândia, existem amplos investimentos por parte do poder público para que as cirurgias de redesignação sexual sejam realizadas com o objetivo único de tratar essas pessoas “transtornadas”.

O curioso neste caso da transexualidade é que a medicina ao diagnosticar que uma pessoa sofre de uma determinada doença, ela lança seus esforços para extirpá-la do organismo do indivíduo. Por conta disso toda pessoa transexual, ao contrário de um homossexual, necessita sim de apoio psicológico e em casos mais extremos até de um psiquiatra para que todas as medidas cabíveis e legais sejam tomadas para que a pessoa em questão se readeque ao seu próprio corpo quer seja por meio um tratamento hormonal ou intervenção cirúrgica, ou mesmo que a transexualidade em questão seja de fato diagnosticada.

A seriedade do assunto é bem mais complexa, do que muitos pretendem ao relativizar as questões ligadas a transexualidade e que em hipótese alguma pode ser confundida com homossexualidade. Notem que pessoas transexuais precisam de psicólogos para apoiá-las em suas decisões ou não de transformações, e enquanto homossexuais apenas possuem uma orientação sexual diversa, transexuais possuem uma identidade de gênero conflitante e conflitos necessitam ser solucionados.